Vinícius Maciel
Os molhos são de fundamental importância em uma infinidades de pratos na gastronomia mundial. Os pratos do nosso dia-a-dia e aqueles mais refinados que pagamos para consumir em datas importantes de nossas vidas e em restaurantes mais refinados. A responsabilidade em fazer os molhos, normalmente costuma ficar com os cozinheiros mais experientes, dada a sua importância e a sua dificuldade. Mas não se assustem, existem alguns molhos bem básicos, porém de grande importância, que você poderá fazer em sua própria casa, para encrementar aquela comida do final-de-semana, para impressionar seus pais, sua esposa, seu marido, sua namorada ou seu namorado. Vamos começar hoje uma série de publicações com alguns molhos clássicos. De inicio, o clássico Molho Béchamel, uma variação mais enriquecida e saborosa do convencional molho branco.
Ingredientes para 500ml de molho
600ml de leite integral;
1 cravinho;
1 cebola cortada ao meio (com casca);
1 colher de chá de pimenta-do-reino em grãos;
2 folhas de louro;
30g de manteira;
30g de farinha de trigo;
3-4 colheres de creme de leite fresco (opcional);
Noz-moscada a gosto;
Pimenta-do-reino a gosto (de preferência a branca);
Um punhado de salsinha picada.
Modo de preparo
1 – Coloque o leite, a cebola, as folhas de louro, a pimenta em grãos, o cravinho em uma panela. Quando começar a ferver, retire do fogo e deixe descansar por 20 minutos. Peneire e reserve em um recipiente. (Esse processo faz com que o leite absorva o sabor de todos os ingredientes nele inseridos).
2 – Derreta a manteiga em outra panela, quando espumar, misture a farinha gradualmente e mexa com rapidez até que se forme uma pasta rala. Tenha cuidado para não empelotar e mantenha o fogo baixo.
3 – Aos poucos, misture o leite morno e continue mexendo com o fouet (batedor de mão), até que fique um molho suave e claro, e deixe cozinhar. Não pare de mexer, pois a tendência é que o molho dê uma leve engrossada por conta da farinha de trigo.
4 – Reduza o fogo e cozinhe por mais 5 minutos, até que ele fique liso e brilhante. Faça uma fina camada nas costas da colher – passe o dedo no molho para testar. Retire do fogo, adicione o creme de leite (se optar), a noz-moscada, o sal, a pimenta-do-reino moída e a salsinha picada. Sirva-o imediatamente.
Dica
Você pode utilizá-lo para grelhados de frango e peixe (filés de pescada, salmão, etc), legumes cozidos, para dar liga em tortas, ou para cremes salgados com frango desfiado, camarão ou carne de sol.
Vinícius Maciel
A culinária baiana é caracterizada pelos sabores predominantes da pimenta, cheia de cores e sabores marcantes, fortemente influênciada pelos negros africanos, e pelo azeite de dendê
No início, os negros cozinhavam entre si na senzala, mas aos poucos houve a familiarização do homem branco com a comida dos escravos, principalmente com a venda informal nas ruas feita pelos chamados "escravos de ganho", e também com o serviço de cozinheira dado as escravas nas grandes casas.
O bobó de camarão é um dos cargos chefes da cozinha da Bahia, a agora você vai poder fazer essa delícia em casa.
Ingredientes
1 kg de camarão sem casca;
1 cebola média picada;
1 pimentão verde médio picado;
1 tomate médio picado (sem as sementes);
2 pimentas de cheiro picadas;
1 maço de cheiro-verde picado;
1 limão;
50 ml de azeite de oliva;
400 ml de leite de coco;
200 ml de azeite de dendê;
500 Gramas de Macaxeira;
Quanto baste de sal;
Quanto baste de pimenta do reino;
Modo de preparo
1 – Condimente os camarões com sal, pimenta do reino e com o suco do limão; reserve.
2 – Cozinhe a macaxeira em água fervente até que fique no ponto de purê, logo após processe-a em um liquidificador com 200 ml do leite de coco, até que adiquira uma consistência cremosa; reserve.
3 – Em uma panela quente, adicione o azeite de oliva, e coloque a cebola para dourar. Em seguida, adicione o pimentão e o tomate em cubos. Acrescente os camarões e deixe-os no refogado até que atinjam uma coloração rosada.
4 – Adicione o azeite de dendê e a outra metade do leite de coco (200 ml), deixe que cozinhe por 1 minuto.
5 – Por final, adicione a pasta de macaxeira que havia sido reservada, misture-a bem e adicione as pimentas-de-cheiro e o maço de cheiro-verde picado. Corrija o sal e sirva com arroz branco.
Vinícius Maciel
O arroz não é só um dos principais acompanhantes de nossas principais refeições diarias, ele é simplesmente um dos alimentos mais consumidos no mundo. Porém, ainda existe uma serie de dificuldades em relação à sua preparação; hoje você o faz soltinho, amanhã ele fica daquele jeito ‘’unidos venceremos’’ e depois de amanhã você deixa aquele famoso ‘’pregado’’, só que não propositalmente. Eu mesmo já tive esse tipo de problema, isso acontece por pura desatenção. Não é dificil fazer com que o seu arroz fique daquele jeito solto todos os dias, aqui vai a receita e algumas dicas e cuidados a serem tomados.
Arroz Branco
Ingredientes – 4 xícaras de chá de arroz, 4 dentes de alho amassados (você pode fazer com menos, eu particularmente gosto de mais), meia cebola picada ou ralada (a cebola é opcional), 3 colheres de sopa de azeite ou óleo vegetal, quanto baste de sal.
Modo de preparo
Primeiramente lave o arroz (se necessário, o arroz branco comum deve ser lavado, o parbolizado, não), em uma outra panela coloque água para ferver. Após lavar e escorrer o arroz, coloque o óleo em uma panela de fundo grosso para aquecer, quando estiver bem quente acrescente a cebola e logo em seguida o alho, deixe que refogue um pouco e coloque o arroz, frite o arroz, mas não deixe que a cebola e o alho escureçam; ponha o sal. Em seguida acrescente aquela água que estava fervendo, até que cubra em cerca de dois dedos a mais que a quantidade de arroz. Tape a panela e abaixe o fogo (pela metade ou até o minimo, dependendo do seu fogão).
Após alguns minutos (de 3 a 5) fique de olho em seu arroz, verifique a quantidade de água e prove para verificar o cozimento. Quando a água tiver evaporado, apague o fogo, e aqui vai uma dica que aprendi com a minha mãe, você chapisca um pouco de água em temperatura ambiente no arroz, tape a panela e deixe o arroz descansar e terminar de cozinhar com o vapor.
Cuidados que você deve tomar
• Tome cuidado com a quantidade de água;
• Não esqueça de diminuir o fogo;
• Não mexer com a colher o arroz até que fique pronto, e quando for mexer bastante cuidado para não amassar o arroz.
Para fugir do rotineiro, você pode usar sua criatividade de várias formas para encrementar o seu arroz, pode fritar bacon e/ou calabresa junto a cebola e o alho, você pode adicionar o curry amarelo ou açafrão pra dar uma cor ao seu arroz; isso tudo feito antes de você por a água. Você pode fazer um arroz com banana frita e queijo. Corte a banana em rodelas, frite-as separamente em uma frigideira com um pouco de azeite, após dourar, reserve-as. Quando o arroz estiver pronto, você pode adicionar algumas fatias de queijo muçarela, ou uma xícara de chá de queijo parmesão, misturar a banana e fechar a panela deixando com que o vapor derreta o queijo.
Cássia Ribeiro
Antes da receita, uma informação básica sobre macarrão instantâneo. É um tipo de macarrão pré-cozido, que pode ser preparado apenas com o acréscimo de água, o seu preparo é rápido por causa do seu pré-cozimento durante a fabricação, o macarrão instantâneo é cozido e em seguida, perde a água em um processo de fritura, tendo uma facilidade em prepará-lo, fritura isso mesmo, um dos processos que este tipo de macarrão passa é a fritura e lá se vão 420 calorias em média.
Macarrão instantâneo com atum
Para 1 pacotinho de macarrão, use:
• 1 lata de atum
• ½ cebola picada
• Cheiro-verde à gosto
• 1 xícara de molho de tomate
• Sal e azeite à gosto
Frite a cebola com o azeite, depois acrescente o atum, mexa bem e coloque o molho de tomate, acerte o sal e um pouco de açúcar para tirar a acidez do molho. Reserve.
Faça o macarrão, depois de cozido acrescente no molho com atum e coloque o cheiro-verde. Sirva
Macarrão instantâneo com molho parisiense
• 2 colheres (sopa) de margarina
• 1 colher e meia (sopa) de farinha de trigo
• 500 ml de leite
• Sal e noz moscada ralada à gosto
• ½ lata de milho verde
• ½ lata de ervilha
• 50 gramas de presunto fatiado
• Batata à palha a gosto
Ferva o leite e reserva, em uma panela derreta a margarina e vá colocando a farinha e mexendo bem para não empelotar, acrescente o leite fervido aos poucos e continue mexendo, coloque o sal e a noz moscada (só um pouco), depois coloque o milho, a ervilha e o presunto, não deixe engrossar muito. Coloque por cima do macarrão instantâneo já cozido e coloque batata palha à vontade e sirva.
O litoral maranhense é rico em frutos do mar, como camarão, sururu, caranguejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimbatá, mero, surubim e outros peixes de água doce e salgada, tanto prova que o Maranhão possui o segundo maior litoral do Brasil, por isso a culinária maranhense é bem marcante no uso dos peixes e crustáceos. Temos como um dos carros chefes a peixada maranhense, feita com a pescada-amarela, este peixe é comum no litoral do Maranhão e chega a medir até 1,30m, sua carne é robusta e com muita textura, a anchova é outro peixe também muito apreciado pelos maranhenses, este peixe pede medir de 2 a 40 cm, a carne é mais leve e saborosa.
Peixada Maranhense
400 gramas de postas de pescada-amarela, 2 colheres (sopa) de azeite, 1/2 xícara (chá) de tomate picado, 1/2 xícara (chá) de cebola picada, 1/2 xícara (chá) de pimentão picado, sal a gosto, corante em pó a gosto, suco de 1 limão, 1/4 xícara (chá) de leite de coco e 2 colheres (sopa) de cheiro-verde picado, 2 ovos cozidos e 100 gramas de batatas.
Para o pirão
2 xícaras (chá) do caldo da peixada e1/4 xícara (chá) de farinha seca. Em uma panela, leve o caldo de peixe da peixada ao fogo, acrescente a farinha de seca aos poucos e mexa bem até engrossar, se quiser pode colocar água quente para render mais.
Modo de preparo
Tempere o peixe com sal e limão e reserve, cozinhe os ovos e as batatas, não deixe a batata amolecer demais, em uma panela esquente o azeite e refogue o tomate, a cebola e o pimentão, acrescente o corante e deixe refogar bem, adicione as postas de peixe e deixe cozinhar até que fiquem macias. Coloque os ovos e as batatas já cozidas, misture o leite de coco e cubra com o cheiro-verde picado. Sirva bem quente com o pirão de peixe e arroz branco
Anchova na Brasa
1 anchova, sal e pimenta a gosto, suco de 1 limão e 1 ½ colher de extrato de tomate.
Modo de Preparo
Abra o peixe no meio, já peça para o seu peixeiro limpar bem, tempere o peixe com ingredientes e deixe descansar por, pelo menos, 1 hora para pegar gosto. Acenda a churrasqueira ou o fogareiro e deixe o braseiro ficar bem vermelho. Passe o extrato na anchova e coloque a anchova dentro de uma grelha e leve ao fogo. Não é necessário muito tempo, pois os peixes costumam assar rapidamente. Antes de tirar, passe manteiga por toda a superfície e deixe derreter. Sirva em seguida, com vinagrete, farofa e arroz de toucinho.
Por Cássia Ribeiro.
![]()
Os manguezais são uma das formações tipicas de nosso litoral, donos de uma fauna e flora abundante em diversidade. Viveiros de um dos principais pratos da culinária ludovicense, a caranguejada. Não se preocupe com os seus dedos e nem com aquela algazarra que os caranguejos fazem quando estão prestes a virar sua refeiçã. Existe uma técnica simples que consiste em colocar os caranguejos por imersão em um balde cheio de água e gelo, após cerca de cinco minutos os caranguejos adormecem e você pode manuseá-los sem problema algum para limpá-los adequadamente. Mesmo quando forem postos na água em temperatura ambiente até a fervura, eles não se darão problemas. Não precisa você matar um por um com um furo, pois assim você só desperdiça a deliciosa gordura.
Caranguejada com arroz de toucinho e pirão
12 unidades de caranguejo
1 maço de cheiro-verde picado
2 unidades de cebolas picadas
3 unidades de tomates picados
1 unidade de pimentão verde picado
3 unidades de alho claquê (técnica que consite em amassar o alho com a lâmina deitada da faca, assim o alho pode liberar suas substâncias aromáticas)
400 ml de leite de coco
Suco de 2 limões
3 unidades de pimenta-de-cheiro picadas e sem semente
200 ml de extrato de tomate (para dar cor e engrossar seu caldo) ou Qb de coloral
6 colheres de sopa de azeite de oliva ou de coco
Qb de água (tem de cobrir os caranguejos por completo na hora da cocção)
Qb de sal
Modo de preparo
Em uma panela grande e quente adicione o azeite e faça um refogado com a cebola (espere-a dourar antes de adicionar os outros ingredientes), o tomate, e o pimentão. Após limpos, ponha os caranguejos e adicione o leite de coco e o extrato de tomate (ou o coloral), em seguida a água. Tape a panela.
Quando começar a ferver, coloque a pimenta de cheiro, o cheiro verde e corrija o sal. Conte cerca de 7 minutos e seu carangueijo já estará pronto. Com o próprio caldo do cozimento do caranguejo, você pode adicionar a farinha branca e fazer um pirão, misturando aos poucos em pequenas quantidades para não empelotar.
Para o arroz com toucinho
400g de toucinho de porco em pequenos cubos
1 unidade de cebola picada
4 dentes de alho amassados
5 xícaras de chá de arroz (cru)
Salsa e cebolinha a gosto
4 colheres de sopa de óleo vegetal
Qb de sal
Modo de preparo
Aqueça o óleo, frite o toucinho até dourar, acrescente a cebola picada e o alho amassado, em seguida o arroz cru. Deixe que frite um pouco.
Acrescente a água fervendo, e prepare seu arroz naturalmente. Depois que secar e ficar ‘soltinho’, acrescente a cebolinha e a salsinha.
Ninguém sabe ao certo sobre a origem do churrasco, e pela falta de
estudos satisfatórios a respeito de sua origem, eu me arrisco a dizer que o churrasco nasceu ainda com o homem pré-histórico, com a descoberta do fogo. A carne ficava mais macia e saborosa quando era exposta à chama. Aqui no Brasil, os melhores são feitos na parte sul do país, principalmente por conta da imigração europeia e suas técnicas que acabaram sendo difundidas por todas as outras regiões.
Para se fazer um bom churrasco não tem mistério. É claro que diversas técnicas foram adotadas por diversas regiões e por diversos churrasqueiros. Apesar de não termos que fugir do simples, existem alguns truques e algumas precauções que vão fazer de seu churrasco sempre uma boa pedida. O que pode acabar fazendo-o ser sempre convidado por seus amigos quando surgir a possibilidade daquele final de semana chapado de cerveja e carne na brasa.
Para um bom churrasco começamos com do fogo, o ponto ideal do carvão é quando ele já está todo em brasa, assim sua carne não vai ficar suja daquela cinza que sobe enquanto o fogo consome o carvão. De preferência, asse as peças inteiras, mas como bem sei que a paciência falta em pessoas famintas, você pode cortar as carnes em medalhões, sempre seguindo a linha da fibra, um corte errado pode transformar sua picanha em carne de terceira.
As melhores carnes para um bom churrasco são a picanha, a maminha, a alcatra, a costela bovina e o contra-filé. Mas não se limite apenas a carne bovina, faça seu churrasco também com carne suína e de caprinos, aproveitando o pernil principalmente. Utilize cortes de coxa, asas e peito do frango, e nunca retire a pele, pois é nela que está a gordura e a gordura é que dá o sabor. Não perfure as carnes com o garfo ou faca, isso vai fazer com que ela desidrate (sabe aquele sangue todo indo embora? Pois é). As linguiças deveram estar sempre inteiras, nunca as corte, pois estará desperdiçando gordura.
Nunca utilize limão na carne vermelha, isso as endurece. O melhor tempero para o churrasco é puro e simplesmente o sal grosso, mas você pode deixar a carne de molho na cerveja preta, ou na cerveja convencional se você não tiver cerveja preta (a cerveja ajuda a amaciar a carne), só passe a carne no sal grosso quando você for colocá-la na churrasqueira.
Uma outra boa dica é você usar um pouco de suco de abacaxi, pode ser só expremendo a fruta com a mão em um refratario separado (70% de água, 30% de suco de abacaxi), durante a preparação, com a carne já na brasa, você pode regar a carne com um pouco desse liquído, a acidez do abacaxi ajuda a amaciar a carne mais ainda. E é claro, você pode pincelar a carne com manteiga toda vez que virá-la (eu disse man-tei-ga, que é bem melhor que a convencional margarina).
Então chame seus amigos, reuna sua família e faça um bom churrasco no final de semana!
Ainda em clima de carnaval, aqui vão mais duas receitas de caldos para você aproveitar todos os dias, mandando pra quarta-feira de cinza a ressaca braba!
Caldo de Sururu
Ingredientes:
400 G de sururu limpo(s)
200 G de camarão seco e sem a cabeça
200 Ml de leite de coco
2 Unidades de tomate maduro, picados e sem as sementes
1 Unidade de pimentão verde picado
1 Unidade de cebola picada
2 Dentes de alho esmagados
1/2 L de água
1/2 Kg de batata inglesa
1 Maço de cheiro-verde
100 Ml de azeite de dendê
2 Colheres de sopa de manteiga
Quanto baste de sal e pimenta do reino
Modo de preparo:
Bata os temperos no liquidificador (o pimentão, tomate, cebola, alho e o cheiro – verde, reserve um pouco da cebolinha) juntamente com o leite de coco e o dendê.
Derreta a manteiga em uma panela quente e faça um refogado, com todos os temperos processados. Deixe ferver por uns 2 ou 3 minutos.
Misture os sururus e os camarões ao caldo e acrescente a água, deixe ferver um pouco, e tempere com o sal e a pimenta-do-reino.
Quando o sururu estiver cozido, para engrossar cozinhe as batatas em separado ao ponto de fazer purê, bata-as no liquidificador com um pouco do caldo e depois misture o purê ao restante do caldo. Mexa até ficar homogeneo, e está pronto seu caldo. Sirva com a cebolinha picada que você reservou, pimenta e limão e voi la.
O carnaval está chegando, e junto com ele, muitas festas, diversão e bebedeira. Pensar no dia seguinte nunca é prioridade, e as pessoas costumam ultilizar daqueles velhos chavões como, ‘’evite ressaca, mantenha-se bêbado’’ e entre tantas outras expressões boêmias. Mas, verdade seja dita, é praticamente ímpossivel você se livrar daquela dor de cabeça chata, do estômago embrulhado, da sede que não acaba nunca e daquela ânsia de vômito. E é claro, que você não deseja passar seu carnaval de cama, e para isso você tem que tomar uma serie de precauções, como intercalar a bebida com água, pra evitar maior desidratação do seu corpo, evitar comidas muito gordurosas, as gorduras são nutrientes de digestão difícil, que exigem um maior trabalho do sistema digestivo, em particular do fígado; coma coisas leves, porque beber de estômago vazio é roubada. Mas já que sua ressaca dificilmente vai ser evitada, uma alimentação adequada para seu dia de porre, é um bom caldo quente, já que seu trato digestório está sensível, alimentos liquidos são aceitos com maior facilidade pelo seu corpo. Aqui vai uma boa receita de caldo para nutrir o seu corpo e te deixar pronto para outra!
Caldo de camarão:
250g de camarão descascado (reserve as cabeças, os rabos e cascas)
300ml de caldo de camarão
1 Tomate (picado sem as sementes)
1/2 Cebola (picada)
2 Dentes de alho (amassados)
2 Pimentas de cheiro (picadas e sem as sementes)
1/2 Maço de cheiro-verde (picado)
100ml de leite de coco
6 Colheres de sopa de extrato de tomate
4 Colheres de sopa de azeite
Qb de sal e pimenta do reino
Modo de preparo:
1) Em uma panela quente, você adiciona o azeite, espere-o esquentar também, e adicione a cebola e logo em seguida o alho, deixe dourar um pouco e perder a acidez.
2) Ponha o tomate picado, e depois os camarões descascados, refogue até que os camarões fiquem completamente rosados.
3) Adicione o extrato de tomate e logo após, o leite de de coco, mexa e deixe cozinhar por cerca de 1 minuto.
4) Em uma outra panela deixe água fervendo para preparar um caldo base bem simples de camarão, ultilizando as cabeças, rabos e cascas do camarão que você deixou reservado, com o suco de meio limão e uma pitada de sal. Passe a mistura no chinois ou em uma peneira comum. Acrescente seu caldo base ao refogado. (Uma boa dica para que você não utilize apenas água em sua preparação).
5) Acrescente o cheiro-verde, a pimenta de cheiro e por último o sal e a pimenta do reino a gosto, deixe reduzir um pouco e está pronto.
Dicas de Chef:
Se você quiser engrossar um pouco mais seu caldo, adicione a farinha de trigo ou amido de milho (nesse caso, apenas uma colher de sopa), você pode diluir em um pouco de água antes, para que não empelote.
Sempre trabalhe com água fervendo, para que ao ser misturada em sua preparação, ela não interrompa o cozimento.
Lembre-se, ervas frescas sempre no final das preparações, ervas secas/desidratadas no início.
Vinícius Maciel
Já faz algum tempo que não temos um restaurante mexicano na ilha, lembro que o Armazém da Estrela, há uns anos atrás abriu as portas para está tão rica cultura, mas não permaneceu por muito tempo. Mais agora em 2012, temos o prazer de ter dois novos lugares que servem comida mexicana e posso dizer que ali há pratos interessantes com muito sabor e equilíbrio.
Eu realmente espero que vocês se divirtam e apreciem, até mesmo para aqueles não tem como amiga a pimenta, vale a pena conferir essa culinária extramente criativa, cheia de cores, texturas, sabores intensos e infinitas combinações de ingredientes feitos de um jeito simples.
É bom lembrar que os espanhóis tiveram um marco importante na culinária mexicana, eles trouxeram as hortaliças, a canela, a cebola branca e a carne de porco (responsável pela introdução da fritura na cozinha mexicana). Já a colônia mexicana surpreendeu o paladar do colonizador europeu com as nuances picantes das pimentas, ou melhor, Chillis.
A base da culinária mexicana é o milho, dele são feitas as tortilhas que originaram os burritos, tacos, enchiladas, fajitas, tostadas, chimichangas, flautas, quesadilhas e nachos. E o que torna estes pratos mais decorativos e coloridos é a presença forte de vegetais como a salsa, tomate, alface, feijão, pimentões e das famosas pimentas chili, habanero e jalapeno, extremamente importantes nesta gastronomia.
Para aquela reunião com os amigos em casa, recomendo fazer o taco e o burrito, pois é fácil encontrar os produtos nos supermercados e em lojas de produtos importados na nossa cidade.
.jpg)
Para o taco, compre uma caixa de tacos (você encontra no Empório Fribal), que vem com 12 unidades, molho de tomate e o tempero. Para as 12 porções utilize 500 gramas de carne moída, 500 gramas de filé de frango, tempere com o sache que vem na caixa e reserve. Em uma frigideira coloque azeite, 3 dentes de alho picado, 1 cebola e 1 tomate bem picado, deixe dourar um pouco e acrescente a carne moída, mexa bem. Quando estiver bem sequinho, acrescente salsinha à gosto, prove e acerte o sal e a pimenta, reserve. Faça o mesmo para o frango.
Os acompanhamentos são bem simples, alface em tirinhas (não esqueça de lavar bem), o feijão você pode usar a pasta de feijão que já vem em lata, ou usar o feijão mulata gorda que sua mãe fez no o almoço, pegue um pouco e amasse bem com um garfo, até virar uma pastinha.
.jpg)
Para o guacamole, utilize um abacate médio maduro, amasse bem e coloque ½ cebola, ½ tomate e ½ pimenta malagueta picada, acrescente suco de ½ limão, pimenta do reino e sal à gosto. Na caixa que vem o taco, já tem um molho de tomate, mais vale a dica de você fazer o seu molho e incorporar o molho pronto ao seu, já fiz em casa e fica uma delícia, coloque 6 tomates grandes e maduros para cozinhar em água fervendo, quando começar sair a pelinha, retire do fogo, tire a pele a semente e coloque de volta na panela, alguns você amassa bem, outros coloque em pedaços pequenos, coloque um pouco de água quente, 2 dentes de alho amassado e ½ cebola picada, deixe apurar bem, depois coloque o molho de tomate pronto, acerte o sal, o açúcar e a pimenta. Vá colocando todos estes acompanhamentos na mesa e deixe que cada um vá montando seu taco e não esqueça de comprar um belo pedaço de cheddar, pois fica mais gostoso ele ralado na hora.
Depois de ensinar todos estes recheios, fica fácil fazer o burrito, você pode brincar com outras proteínas, como carne de porco desfiada (o mesmo processo do frango, lembrando que este tem cozinhar mais) e o camarão. Vá colocando os ingredientes na massa, carne, alface, tomate picado, guacamole, salsa (molho de tomate), cheddar, pasta de feijão e enrole bem, e está pronto para se deliciar. Para ficar mais gostoso, que tal uma tequila para acompanhar? Enfim, vale a pena se entregar a esta aventura de misturas de tradições, ingredientes e criatividade gastronômica, que é a comida mexicana.
Cássia Ribeiro