FONTE: O INDIVÍDUO
Mulheres ligadas a prisioneiros políticos do regime castrista são carregadas para ônibus e deixadas na casa de sua líder - Houve empurra-empurra quando agentes forçaram embarque em dois ônibus; mulheres que resistiram acabaram sendo carregadas - Cerca de 30 integrantes do grupo Damas de Branco, que reúne mães e mulheres de prisioneiros políticos cubanos, foram detidas durante marcha no bairro de Párraga, subúrbio de Havana, ontem.
Aos empurrões, todas foram forçadas a entrar em dois ônibus que as levaram para a casa da líder Laura Pollán, no centro da capital. Na confusão, algumas mulheres ficaram feridas e precisaram de atendimento médico.Entre as manifestantes estava Reyna Tamayo, mãe do detento Orlando Zapata Tamayo, morto no mês passado depois de 85 dias de greve de fome. O ato marcava o terceiro dos sete dias de protestos organizados pelas Damas de Branco para lembrar o sétimo aniversário da “Primavera Negra”, a última forte onda de repressão contra dissidentes em Cuba. Depois de assistir a uma missa, o grupo pretendia ir em passeata à casa de Orlando Fundora, dissidente preso na ação de 2003 que foi solto devido à saúde frágil e, há alguns dias, estaria também em jejum. O trajeto das Damas de Branco começou sob os aguardados ataques de cerca de 300 manifestantes pró-governo. Depois, vieram os avisos de policiais e de agentes do Ministério do Interior -a maioria de mulheres, uniformizadas e à paisana- para que se dispersassem. As mulheres avançaram cerca de dez quadras, sob chuva, antes de serem barradas pelos agentes, que formaram um cordão para obrigá-las a entrar em um ônibus que bloqueava a via -um segundo também foi usado. Mulheres que resistiram jogando-se ao chão foram carregadas. Várias ficaram feridas. “Estamos em uma manifestação pacífica e não vamos entrar em um ônibus do governo que mantém nossos familiares presos há sete anos”, afirmou a líder Pollán antes de ser obrigada a entrar em um dos ônibus que seguiram para a casa dela. Pollán chamou a ação de “sequestro” e disse ter sofrido arranhões e uma fratura em um dedo. Ela ainda acusou “os militares” de terem feito “gestos obscenos”. Pollán -cujo marido, Héctor Maceda, cumpre pena de 20 anos de prisão- defendeu a marcha que, segundo ela, não visava “nenhum lugar “sagrado’”, em referência aos edifícios do governo cubano. “Estamos aqui [na casa de Pollán] e continuaremos com as marchas, a não ser que nos ponham na prisão”, disse a manifestante Bertha Soler, por telefone. “O governo está encurralado e por isso faz essas coisas”, completou. Um homem não identificado foi preso em meio às manifestantes ontem, a exemplo do que ocorrera anteontem, quando protestaram na União dos Jornalistas de Cuba (Upec, na sigla em espanhol). O governo de Raúl Castro nega manter presos políticos e diz que todos são “delinquentes comuns” e “mercenários” a serviço dos Estados Unidos. Dale Lawton, segundo-secretário do Escritório de Interesses dos EUA em Havana, acompanhou a marcha de ontem, sem dar declarações à imprensa.
Estou de acordo com as delacrações de Marco D’Eça sobre flamenguistas. Mas, acho que deveria ter focado pelo menos em uma parte deles… O texto “O Flamengo parece um antro de marginais…” (leia aqui) teve grande repercussão.
Depois de uma crise nos servidores o Blog do Linhares retorna a ativa. Se acreditasse em reza braba, até escreveria algo à respeito. Como não acredito, deixo vocês com pensarem…
E o sofrimento vem desde os tempos da Bíblia: Corinthians 1 X Romanos 2. Ká ká ká ká ká
Hoje o Blog do Linhares comemora 1 ano de aniversário.Humor quando se precisa de humor, polêmica nas ocasiões de calmaria e muito bate-boca. Sim, se os críticos acham que desmerecem este espaço chamando-o de barraco virtual, sugiro que dêem uma lida na teoria da Esfera Pública de Habermas e vejam como nasceu a imprensa antes de arrotar idiotices. Afinal, as únicas idiotices que tolero aqui são argumentos contra argumentos. Quem tentar desmecer esse blog apenas demonstra sua ignorância frente ao debate. E nesse assunto eu não falo mais tão cedo…
Hoje é dia de festa: Parabéns para este escriba, para os leitores honrados, para palhaços, para os idiotas que não sabem argumentar (sim, eu também gosto de vocês!), para os contrários que argumentam bem, para os visitantes anônimos, para os bobocas que sabem apenas me xingar e para os outros que são xingados por mim.
Esse blog não seria o que é se não fosse o que todos nós fazemos para sê-lo. Somos poucos, mas somos loucos!
“É por nossas virtudes que somos bem punidos” Friedrich Nietzsche
Oh, quão belo é o mundo das certezas imutáveis, das palavras bonitas e das opiniões que não são mais, que não são boas e que muito menos despertam qualquer tipo de amor, ou de ódio. Belo para os tolos, porque esse mundo doentio apenas massacra o contraditório e expulsa da realidade o último dos deuses rivais. Se Sócrates venceu por ter feito de Dionísio um refugiado dentro da filosofia, nossa contemporaneidade hipócrita se encarregou de banir Apolo para o mesmo lugar.
Este é o período do populismo politicamente correto e da hipocrisia cínica escancarada. Homens e mulheres presos no efeito de suas palavras e não nas próprias palavras. Como soldados prontos para a guerra, mas sem a intenção de ferir o inimigo ou de trair o aliado. Covardes que se esgueiram pelas valas e fazem pose de guerreiros sem importar-se com a guerra de maneira alguma. Um grande circo armado de faz de conta e de atitudes tomadas com vistas no nada.
E o nada aqui se transmutou em tudo. O tudo se transformou em “todos”. E o que é “todos”? Não existe “todos”, nunca existiu “todos”. Alguém pode me dizer onde “todos” se reúnem e traçam as metas ou dizem as coisas que lhes são imputadas dia após dia. Alguém pode responder? Não, não pode. E essa impossibilidade é óbvia a ponto de sagra-se em sua própria gênese, em sua própria pergunta inicial. Alguém já viu ou percebeu “todos”? Óbvio que não.
“Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno,
feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade” (Friedrich Nietzsche)
Mas, voltemos então à covardia. Onde e como ela nasce? Para onde ela vai e de onde tira suas energias? Vivemos o mundo do guerreiro que vai para a guerra sem coragem, lembram-se? Ele então finge fazer. Se todos fingem uma guerra, não existem mortos e nem feridos. Um conflito sem derrota, o que é algo sedutor. Mas, eu lhes digo, um conflito sem vitória é muito mais do que desastroso. Um mundo onde todos fingem e nada pode ser aproveitado. Tudo se torna comum. E Nietzsche já disse: “tudo o que é comum não tem valor”.
“Para que tudo isso, Linhares?” O Blog do Linhares está prestes a completar um ano. Um trajeto que, confesso, está sendo gratificante. Desenvolvi minha técnica de fotomontagem, a audiência aumentou exponencialmente e o diálogo entre os leitores está se consolidando. Alguns dizem que as fotomontagens são palhaçada (se bem que estão até certo ponto corretos), outros dizem que nossos diálogos são “bate-boca”. Eu confesso, estou ficando cansado desse tipo de comentário. E ele as vezes nasce de bocas que considero tanto…
Estão me pedindo para ser um soldado sem vitória, sem derrota, sem mortos, sem feridos, sem guerra e sem paz. Se discuto de forma áspera com algum dos meus leitores preferidos (sim, meus preferidos são os que me fazem reagir) nos acusam de tantos crimes. Oh, somos criminosos que infligem a lei da etiqueta do silêncio. Pois somos réus confessos, todos nós. O bom e constante Oliveira Ramos, o boboca do Carlos Alexandre, o contraditoriamente educado José Luiz, a miguxa comuna Ana Lídia, a ignorante da Normélia, o pateta e queridíssimo Fábio Costa, a iludida da Silvânia, o revoltado Marcos Teles, o desinformado João Batista Neto, o companheiro Lourival Cunha Filho, o correligionário José Rodrigues e tantos outros mais que me despertam tantas coisas mais. Um comentário deles (de qualquer natureza que seja) é bem mais gratificante do que algumas centenas de vicitas contabilizadas pelo Google Analitcs.
Sim, somos ácidos. Nos esculhambamos e discutimos acirradamente. Eu sei que meu blog está nos favoritos de quem jura me odiar e eles sabem que não apago os comentários de quem adoro confrontar.
Não gosto de comunistas e muito menos de socialistas, mas confesso que a companhia de alguns deles por vezes me faz sentir um jornalista de opinião de verdade: um polemista com leitores polêmicos e reativos. “Ah, mas eles poderiam ser mais se você fosse mais calmo, Linhares”. E de que me servem leitores que visitam meu blog para ver o não-Eu? Querem ler coisinhas bonitinhas e idiotas fingidos que anulam sua individualidade para parecerem mais sociais? Procurem outro blog porque aqui isso não vai acontecer. Prefiro meia-dúzia de porras-loucas que são e me permitem ser. Isso é o Devir…
O que quero analisar aqui é essa vontade cínica de homogeneização de comportamentos. Uma blogosfera cheia de frescos que escrevem apenas com o intuito de parecer interessante para o maior número de idiotas possível. Pois bem, aqui não há espaço para o que já está enraizado por quase todo lugar! Digam o que disserem, falem o que acharem, ESSE BLOG NÃO É UMA FERRAMENTA COLETIVISTA E MUITO MENOS TEM COMO META GRANJEAR LISONJAS DE SEUS LEITORES. Escrevo o que penso até que continue pensando, e se deixar de pensar paro de escrever. Simples assim. O que não vou é barganhar minha individualidade por um lugar em um grupo que eu não tenho a mínima intenção integrar.
Fazer jornalismo imparcial publicamente enquanto subliminarmente se toma partido é algo que eu, de certo, não vou fazer aqui. Quem entra neste blog sabe o que vai encontrar, mesmo que não lhe agrade.
Portanto, garotos e garotas, deixem de ferrar a porra (essa parte aqui – uma palavra no último parágrafo – é que vai servir de desculpa para criticarem meu vocabulário) da minha paciência me pedindo para ser ameno e menos ácido. E, PELOAMORDEDEUS, se não souber interpretar um texto não precisa nem se dar ao trabalho de lê-lo.
FONTE: COTURNO NOTURNO
Enquanto José Serra(PSDB-SP) enfrenta uma greve de meia dúzia de babuínos com o bumbum pintado de vermelho, macaquitos de sindicato, que são contra o aumento de 25% que ele criou para os professores bem avaliados, em Fortaleza a prefeita Luzianne Lins (PT-CE) acaba de aprovar um aumento de 4,11% para o magistério municipal. O sindicato, que pedia 44%, fez um pouco de teatrinho, mas greve, nem pensar.
FONTE: Blog do Robert Lobato
Não obstante setores da oposição tentarem passar a ideia de que somente o deputado Flávio Dino está na disputa contra a candidatura da governadora Roseana Sarney, é bom que se saiba que Jackson Lago continua disposto a apresentar-se enquanto opção nesse enfrentamento. Ele está no páreo!
A suposta polarização Flávio x Roseana ganhou maior intensidade depois da apresentação das duas teses que foram apresentadas ao encontro regional do PT. De um lado aqueles que defendem a aliança pró-PMDB, do outro os companheiros que lutam pela aliança PT/PC do B.
Contudo, o pólo envolvendo partidos como o PDT, PSDB, PPS, PTC, entre outros, cresce em intensidade e, principalmente, em viabilidade político-eleitoral. Essa força, que pode ser liderada pelo Jackson ou mesmo por outro nome de um dos partidos citados, como o próprio pedetista admite, tem grandes possibilidades de chegar ao segundo turno a ganhar a eleição.
Não ajuda, pelo contrário, atrapalha pra caramba os comentários de que Jackson Lago não ganha uma disputa contra Roseana Sarney. Em qualquer cenário o companheiro Jackson aparece bem, sem falar que nessa altura do campeonato, que em verdade ainda nem começou, as pesquisas não representam muita coisa.
Desconhecer o sentimento de indignação que ainda existe sociedade por conta da cassação do governador eleito em 2006 chega a ser desonesto. Uma boa campanha, produção bem feita de programas eleitorais, exposição do que foi feito nos poucos mais de dois anos de governo Jackson Lago, pode surpreender muita gente que acha que o líder pedetista não tem chances.
Minha infância e juventude não foram assim tão alegres. A vida no Maiobão em alguns dias chegava a ser tortuosa. Contudo, algumas coisas me faziam esquecer de alguns problemas. Se em determinados momentos abaixava a cabeça por tristeza, em outros o fazia para dar um bom sorriso. Um dos responsáveis por meus momentos de alegria foi o cartunista Glauco. Obrigado por você ter feito minha vida melhor, Glauco.
Quando tinha dinheiro para comprar alguma de suas revistas, ficava contentíssimo. Se não tinha, procurava os jornais para ler as tiras. Em todas as circunstâncias me divertia… Glauco tinha essa “manha” tão ímpar de te fazer rir do óbvio e pensar sobre o efêmero de uma maneira inteligente. Era um homem que sabia o que estava fazendo e fazia muito bem.
Geraldão, Geraldinho, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Casal Neuras e Doy Jorge marcaram minha vida de maneira positiva. Além de outras criações tão brilhantes. “Você é fã de carteirinha e tem tudo que ele fez, não é Linhares”. Não, não tenho. Para falar a verdade meus gibis se perderam no tempo e os jornais foram usados para embrulhar alguma coisa. Glauco está vivo na minha memória, e acho isso mais do que suficiente.
Ontem Glauco foi assassinado brutalmente. Dois bandidos tiraram a graça da arte brasileira. Queria ver os defensores dos Direitos Humanos se manifestarem. Esses ladrões que assassinaram Glauco e seu filho ceifaram o direito de milhares de pessoas à arte, ao humor e mais um número enorme de boas sensações. Onde estão vocês? Simples, eles não estão. Se depender do pessoal dos “direitos humanos”, Glauco será esquecido. Já os seus carrascos, esses teriam auxílio imediato.
Hoje eu estou de luto…
saiba mais sobre o assassinato de Glauco aqui
Durante a década de 1990 as críticas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seu programa de privatizações eram ferrenhas. Comandados pelo PT, uma série de jornalistas e outros ativistas defendiam “o bem público”. Veio o Governo Lula e todo mundo agora sabe o que eles queriam: privatizar o dinheiro público.
Empresas privadas defendndo interesses privados agem mais pelo público do que empresas públicas defendendo interesses nefastos. O problema é que muitas vezes esse discurso pseudo-social esconde o óbvio.
Os que antigamente criticaram as privatizações privatizaram os Correios, a Petrobrás e, mais recentemente, a Telebrás. Roubando tudo o que podem como cupins devorando madeira, sugando cada gota de recurso como vampiros e negando tudo com um cinismo que beira a insanidade, esse é o lulo-petismo em ação.
E os jornalistas que criticavam Fernando Henrique? Ah, esses estão mamando… Nesta semana a Folha publicou uma matéria que mostra um contrato de R$ 1,5 milhão da EBC (uma estatal) com o jornalista Luiz Nassif. O dinheiro paga um programa semanal e algumas peças. No fim das contas Nassif fica com algo entorno de R$ 600 mil por ano. Um salário mensal próximo dos R$ 50 mil por mês. Uma empresa estatal pagando um salário desses para u apresentador de programa semanal, êita que estatal é coisa boa.
Nassif é desses jornalistas engajados de ética dúbia. Em seu site, faz poses e jeitos para seduzir o público por meio de uma ideologia que não sustentam suas teses na vida real. Nassif trabalha em uma empresa pública que não dá audiência e, mesmo assim possui salário de estrela Global. Pode não chegar a ter reconhecimento por seu trabalho nunca na vida, mas salário de celebridade ele já conseguiu.
Quando se luta para garantir uma “boquinha” fica fácil defender empresa estatal, não é?
Certo dia escrevi um texto não tão amistoso sobre Roberto Rocha no Blog. Apesar dos pesares, não recebi nenhum tipo de pressão externa. Sempre elogiei a postura de estadista do Deputado Federal tucano, ao não dar ouvidos as matracas hipócritas de bajuladores que queriam minha cabeça, ele demonstrou ser um homem que sabe conviver com as diferenças de opinião. Muito diferente de Márcio Jerry, presidente municipal do PCdoB. Quem é blogueiro no Maranhão sabe que esse rapaz já está passando dos limites com seus chiliques e suas sequenciais tentativas controlar pela pressão a blogosfera maranhense. Não se pode escrever ou publicar nada que fuja da esfera da submissão a esta idiotice chamada de “Onda Vermelha” que Márcio Jerry aparece e roda abaiana. A última foi contra Anselmo Raposo (Leia sobre isso aqui)
Isso vem desde as eleições de 2008. Até hoje nada se publica sobre Flávio Dino sem o presidente municipal do PCdoB se sente na obrigação de policiar tudo e todos. Sempre dando chiliques pelo telefone e dando a entender que “isso pode ser ruim”.
Faça uma charge de Flávio Dino que lá estará Márcio Jerry reclamando. Dê repercussão a alguma bobagem de Flávio Dino que lá estará Márcio Jerry perdendo as estribeiras…
Agora temos um xerife no Maranhão que se arroga o direito de ser o termômetro das coisas, de todas elas. Isso é, indiscutivelmente, uma bobagem. Quando o PCdoB ataca os outros, você não vê Márcio Jerry exigindo prudência de ninguém. Aliás, o que esperar de um comunista da estirpe dele?
E se Márcio Jerry vem crescendo em sua sanha autoritária é por conta da covardia de muito blogueiro maranhense que se recusa a dar um basta. Gente que se caga nas calças e que não tem personalidade para dar uma basta nesse terrorismo patrocinado por Jerry. Blogueiro chapa-branca que adora bater em cachorro morto e se submeter aos devaneios de um napoleãzozinho de araque como esse.
Jerry é apenas mais um exemplo de que Flávio Dino não deve nunca ter cargo executivo no Maranhão. Se pensa que pode parar a imprensa apenas por ser presidente de um partido nanico, imagina que direitos vai querer ter se for secretário municipal ou estadual algum dia…
EDITORIAL DO ESTADÃO
O recém-escolhido tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, está tecnicamente certo quando diz que nunca tinha sido acusado de nada nem responde a processo algum, civil ou criminal, por sua atuação na Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Bancoop), de que foi diretor financeiro (entre 2003 e 2004) e presidente (de 2005 até fevereiro passado). Mas os seus protestos de inocência só se sustêm graças à letárgica andadura da Justiça brasileira. Datam de setembro de 2006, há 3 anos e meio portanto, as primeiras denúncias de irregularidades na cooperativa, levantadas pelo Ministério Público (MP) do Estado. Em 2007, foi aberto inquérito criminal para apurar delitos da entidade, como superfaturamento de obras, apropriação indébita, desvio de verba e formação de quadrilha. No ano seguinte, uma testemunha disse ao MP que recursos desviados da Bancoop ajudaram a financiar clandestinamente a vitoriosa campanha presidencial de Lula em 2002.
A testemunha, Hélio Malheiro, era irmão de um ex-presidente da cooperativa, Luiz Eduardo, falecido em um acidente de carro em 2004, juntamente com dois outros dirigentes da instituição. Dizendo-se ameaçado de morte, Hélio foi acolhido no Programa de Proteção a Testemunhas do governo paulista. O seu depoimento foi crucial para o MP caracterizar a Bancoop como uma “organização criminosa” e solicitar a quebra do seu sigilo bancário, como foi noticiado em junho de 2008. Só na semana passada, porém, o promotor responsável pelas investigações, José Carlos Blat, recebeu o papelório — mais de 8 mil páginas de registros de transações entre 2001 e 2008. E foi com base nessa documentação que ele pediu, na última sexta-feira, o bloqueio das contas da Bancoop e a abertura dos dados bancários e fiscais de João Vaccari Neto, acusando-o de “gestão fraudulenta”.
A apropriação para fins pessoais e políticos dos recursos dos cooperados, fundos de pensão e empréstimos captados pelo sindicato dos bancários transformou 400 famílias em vítimas do conto da casa própria: os imóveis que compraram na planta não foram construídos, mas os lesados continuaram a pagar as respectivas prestações. Segundo a revista Veja, que teve acesso aos autos do inquérito, a Bancoop sacou em dinheiro vivo de suas contas pelo menos R$ 31 milhões. Outros cheques, somando R$ 10 milhões, favoreceram uma empreiteira formada por diretores da entidade, que, por sinal, era sua única cliente conhecida. O responsável pelas obras da cooperativa disse que os pagamentos eram superfaturados em 20%. “Os dirigentes da Bancoop”, apurou Blat, “sangraram os cofres da cooperativa em benefício próprio e também para fomentar campanhas políticas do PT.”
A prova mais gritante foi o R$ 1,5 milhão pago entre 2005 e 2006 — quando a instituição estava praticamente quebrada — a uma firma espectral de serviços de segurança, então de propriedade de Freud Godoy, na época segurança de Lula. Cada qual a seu modo, Godoy e Vaccari se envolveram no escândalo do dossiê, a compra abortada pela Polícia Federal de material supostamente incriminador para candidatos tucanos na campanha de 2006. Quando a operação fez água, Lula chamou os seus autores de “aloprados”. Pelo dossiê, os petistas pagariam R$ 1,7 milhão. Nunca se descobriu de onde veio a dinheirama. À luz do que já se sabe das falcatruas da Bancoop, ela pode ter sido a fonte pagadora da baixaria. Tão logo entregou parte da bolada aos encarregados de comprar o dossiê, foi para Vaccari que ligou um dos cabeças da operação, Hamilton Lacerda, então assessor do senador Aloizio Mercadante.
Mas Vaccari não é o primeiro elo da cadeia. Ele deve a sua carreira ao companheiraço Ricardo Berzoini, que presidia o PT até poucas semanas — e, como tal, foi acusado de autorizar a compra do dossiê. Berzoini alçou o bancário Vaccari à presidência do sindicato da categoria, em 1998. Em 2004, Berzoini salvou a Bancoop da falência, ajudando-a a levantar no mercado R$ 43 milhões — via fundos de pensão de estatais comandados por petistas do grupo dele e de Vaccari. A Polícia Federal chegou a abrir inquérito sobre o prejuízo imposto aos fundos para favorecer a Bancoop. A rigor, nenhuma surpresa, considerando a folha corrida do PT. Mas, a cada escândalo, mais se aprende sobre a destreza com que a bandidagem petista se apossa do dinheiro alheio para chegar lá — e ali se manter.
FONTE: COTURNO NOTURNO
É uma confraria de vampiros a sugar o sangue público em vigorosas mordidas. São os fundos de pensão abastecendo a Cooperativa de Bandidos que, por sua vez, irriga as maletas dos aloprados e as campanhas dos caciques do peleguismo. É o aparelhamento completo das estatais, ocupada por companheiros e por amantes seduzidos à última hora pelos gordos salários dos Conselhos de Administração e pelas nomeações subsidiárias. É o favorecimento explícito de meia dúzia de grandes conglomerados que, por sua vez, devolvem em dólares os empréstimos dos bancos oficiais para obras bolivarianas superfaturadas em até 100%. É o bando da banda larga agindo escancaradamente, desde a primeira até a última milha das fibras óticas, recriando empresas-fantasma para enriquecer empresários oportunistas, que dividem os lucros com os quadrilheiros através de empresas- estrela em paraísos fiscais. É uma verdadeira tropa de gangsters montada para sustentar com táticas mafiosas uma candidatura biônica, tendo à frente um capo tutti di capo, que “comprou” com nomeações os mais altos foros da nação. Dentro deste contexto, quem quer trabalhar duro à frente de governos estaduais, administrando dívidas astronômicas, sem capacidade de investimento, enfrentando cobranças diuturnas do eleitorado? O PT não quer mais. Se em 2002 teve candidaturas em 24 estados, em 2010 terá em apenas 9. O resto vendeu a peso de ouro. Ouro do Tesouro Nacional, dos cofres públicos, do escambo político mais sujo, do toma-lá-dá cá. O PT já precificou o PMDB e viu que o que ele quer é troco, é merreca, é gorjeta, é coisa de ladrão de galinha. O lulismo transformou a política em “business”, estruturado para criar “joint ventures” com quem garanta a sua permanência no poder, seja ele um milionário “petrossaleiro”, um magnata do feijão com arroz, um empreiteiro petroquímico. Lula instituiu no Brasil o socialismo de resultados, com a Bolsa Família para os pobres e a Bolsa de Valores para os aliados e companheiros. Nenhuma novidade. Não foi isso que ele fez a vida inteira como o pelego mais bem sucedido do Brasil?
A partir de hoje viu começar a reproduzir matérias sobre mais um escândalo de corrupção do PT. É impressionate como o lulo-petismo prova a cada dia ser o movimento mais corrupto da história desse país sem que ninguém seja preso ou condenado.
Está mais do que provado: a cúpula do PT é uma quadrilha…
Inconformado com a iniciativa do PSDB e atordoado com a derrota, o governo do PT quer evitar o aperfeiçoamento do programa Bolsa Família, criado na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.
A manobra petista, com o conhecimento e a aprovação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi praticada pela líder petista no Senado, Ideli Salvatti, e tenta impedir a ampliação do benefício, com o objetivo de fechar uma nova porta de crescimento social para a juventude.
Na semana passada, a Comissão de Educação do Senado aprovou o projeto de autoria do senador Tasso Jereissati (CE) para criar um adicional às famílias cujos jovens tiverem bom rendimento escolar. O projeto, que atende à necessidade de melhorar a qualidade educacional dos brasileiros, corre o risco de ser sepultado pela iniciativa do governo petista.
Por ter sido aprovado em caráter terminativo na Comissão, o projeto deveria seguir para a Câmara dos Deputados, onde seria analisado, mas a base governista, com a velha estratégia de desafiar a democracia, vai tentar impedir que a matéria siga seu caminho normal.
Líder do governo no Congresso, Salvatti (PT-SC), recolheu assinaturas para apresentar um recurso pedindo o retorno do projeto ao Plenário do Senado e assim concretizar a manobra.
INDIGNAÇÃO SOCIAL
“Quanto mais o governo tenta dificultar a votação da proposta, mais aumenta a indignação dos beneficiários, pois é um projeto que valoriza o crescimento do cidadão”, lamenta a senadora Marisa Serrano (MS), vice-presidente nacional do PSDB e relatora da proposta na Comissão de Educação.
“Não é só dar dinheiro para as famílias, é incentivar para que as crianças tenham mais vontade, mais interesse e aprendam mais. A ideia é resgatar o sentido do Bolsa Escola”, acrescenta a senadora.
Para o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida, a estratégia petista não é novidade. “A ideia do PT é tutelar o cidadão, é pasteurizar tudo. O projeto do Tasso oferece incentivo para os cidadãos que querem progredir, que querem aprender a competir de forma saudável”, destaca o líder.
Como prova da preocupação dos deputados do PSDB com o aperfeiçoamento do Bolsa Família, João Almeida vai solicitar à mesa diretora da Câmara que o projeto tramite em regime de urgência assim que chegar àquela Casa e torná-lo lei ainda este ano.
IDEIA ORIGINAL
O projeto de Tasso Jereissati, além de ser promissor, joga luz sobre as mentiras e manipulações dos petistas, que tentam passar como criadores originais do Bolsa Família.
“Eles roubaram a autoria do Bolsa Família. E agora não admitem que outro partido tenha iniciativas para continuar aperfeiçoando esses benefícios sociais. Esquecem que projeto original deles foi o fracassado Fome Zero”, critica João Almeida.
Anunciado em 2003, o Fome Zero protagonizou um dos maiores desastres da gestão petista. Após várias trapalhadas, até outubro de 2003, a ação desembolsou apenas 11,5% (R$ 201 milhões) da sua dotação orçamentária de R$ 1,73 bilhão.
Com a intenção de mentir e enganar eleitoralmente a sociedade, o governo petista não esclarece que o atual Bolsa Família é resultado da concentração de cinco programas da Rede de Proteção Social criada pelo PSDB, então formada pelo Bolsa-Alimentação, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), o Bolsa-Escola, que atendia crianças de 6 a 15 anos em famílias com até meio salário mínimo per capita, o Auxílio-Gás e o Brasil Jovem.
Sabem o que vai acontecer depois disso? Vão dizer que ele é um golpista, que está tentando manipular a população e uma série de outras calúnias tão bem usadas por essa patrulha ideológica lulista que adora destruir a imagem dos outros.
Parabéns por sua autenticidade, Marcelo.
Hannah Arendt dizia que a crise na cultura havia criado certo tipo de indivíduo ungido na hipocrisia intelectual segundo ela, em certo período da história a cultura deixou de ser objeto de admiração e contemplação e tornou-se artigo de status social. Resumindo: antigamente as pessoas eram cultas por uma necessidade interior e hoje o são simplesmente para tentar externar algum tipo de superioridade.
Aquele tipinho escroto que arrota Chico Buarque apenas por parecer bom, aquele outro boçal que se arrisca a falar de autores que conhece apenas por uma orelha de livro ou de tantos outros que gostam de criticar formação intelectual alheia sem saberem de nada sobre quase tudo o que os cerca.
O Maranhão está repleto desse tipo de gente. Professores universitários que não sabe nada de didática, jornalistas calça-curta que se arrogam sapiência inexistente, colunistas sociais de araque que não entendem nada de nada, poetas que não entendem nunca se deram ao luxo de ler poesia, críticos literários que não sabem quem é Adorno e mais uma raça de irracionais perambulantes e delirantes em relação a coisas que nunca saberão de fato o que são.
“Por que isso agora, Linhares?” Ah, eu cansei, eu estou farto. Estou cheio de idiotas falando besteira e fazendo pose de intelectuais por este estado. Não aguento mais a cretinice de patetas que acreditam que rebuscando porcamente seus textos fúteis podem agregar valor a algo que não possui valor algum.
Vejam o caso da blogosfera maranhense: o que tem de gente vendendo lixo como artigo de luxo é demais. Sei lá, nem sempre tudo tem que ser elevado para ter valor. Algumas coisas triviais e efêmeras têm sua razão de ser. Mas, o que me dá nojo é ver gente imunda tentando transformar suas palavras efêmeras e suas análises patéticas na fina flor do jornalismo. Ah, isso eu não respeito, não aceito e não aguento.
Existem, blogueiros que sabem o lugar que devem ocupar e fazem isso com maestria. Tanto no Jornal Pequeno quando no Imirante, para citar os dois opostos mais opostos. Contudo, a recíproca é verdadeira: os dois portais abrigam estelionatários pseudo-intelectuais.
“Dá nome aos bois, Linhares”. Não, não preciso fazê-lo. Basta dar uma lida e ver os filisteus trabalhando: a atuação deles é muito mais que óbvia. Tentam dar ares de intelectual e escrevem sobre trivialidades com um tom de algo que vale a pena.
E eu? Bem, eu tenho 29 anos até o próximo final de semana. Como meu perfil diz, sou um estudante. Tenho minhas preferências, meus títulos e sei muito bem do meu potencial. Gosto de rir e tenho que dar vazão a meus impulsos quase que juvenis enquanto os tenho. Em relação a pseudo-intelectualidade e filisteísmo cultivado, fujo dos dois com um hábito muito simples: o da leitura de coisas boas. Sou um jovem que ainda tem muito que aprender. No entanto, sei muito bem que tem muito filisteu por aí que não sabe o que eu sei… Isso é socrático e óbvio demais.
José Linhares Jr. tem 29 anos, é maranhense, jornalista e acadêmico do curso de Filosofia da Universidade Federal do Maranhão. Além disso, é estudioso de economia política e de fenômenos relacionados à cultura de massa.