Da coluna do Milton Coelho da Graça, no Diário da Manhã, de Goiânia
O hoje ministro Edson Lobão começou sua carreira como jornalista numa revista bem safadinha, Maquis, criada por Amaral Neto e seu “Clube da Lanterna”, para falar mal do presidente Getúlio Vargas e sem o menor compromisso com a ética jornalística. Já sob a “proteção” de José Sarney, passou por várias outras redações e chegou a ser chefe de jornalismo da Rede Globo em Brasília.
Mas, desde 1962, começou também a ter cargos de confiança no serviço público graças a Sarney. Em 1964, mostrou-se totalmente a favor do golpe militar. Graças a isso, entre 1964 e 1968 foi assessor político do governo do Distrito Federal e, entre 1969 (já depois do AI-5) e 1974, assessor do Ministério do Interior.
Daí decolou para o Congresso Nacional, elegendo-se deputado federal por três mandatos, o primeiro pela ARENA (partido criado pelos militares), depois pelo PDS e, finalmente, pelo PFL, sempre seguindo a orientação de José Sarney, presidente da República a partir de 1985.
Em 1986, pulou da Câmara para o Senado, mas, no meio do mandato, foi eleito (após perder no primeiro turno) e assumiu como governador do Maranhão em 1991. Estava de volta ao Senado desde 1996, quando o presidente Lula o convidou para o Ministério em janeiro de 2008.
Nada retrata melhor as relações entre o ministro Lobão e o ex-presidente José Sarney do que este trecho de notícia publicada pela Folha de São Paulo:
“O namorado da neta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é funcionário do Ministério de Minas e Energia. Estudante de direito, Luiz Gustavo Amorim namora Rafaela Sarney, filha adotiva da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Há quatro anos a pasta é dominada por Sarney. (,,,) O senador Edison Lobão (PMDB-MA) assumiu o ministério. Foi ele quem empregou Gustavo, nomeado em fevereiro de 2008.”
Se v. tiver o saco de ler os discursos do ministro Edson Lobão na Câmara e no Senado, poderá verificar que ele jamais disse qualquer palavra em favor da restauração democrática nem contra qualquer uma das muitas violências cometidas pelos governos da ditadura militar. Não há registro de que o ministro Edson Lobão tenha tido um compromisso com a verdade.
Você acredita nas explicações que ele está dando sobre o apagão?
RESP. NEM EU, E O QUE PARECE, NEM LULA!
Comentário por cid — 15 de novembro de 2009 @ 13:07
Garrone: Estou passando uns dias em Foz do Iguaçu, com Guilherme, tá tudo bem. Como me pedistes furo, vou te mandar uma notícia quentissima, aqui em Foz do Iguaçu, ode fica a Hidreelétrica de Itaipu, já foi descoberto a causa do apagão, o causador foi o Estagiário, quando sairam da sala de controle da Usina falaram para o estagiário: QUANDO SAÌRES APAGA A LUZ.
Nely
Garrone é jornalista. Trabalhou em vários veículos de comunicação de São Luís e de circulação nacional. O blog será um espaço de discussão dos problemas da cidade e oportunidade de uma leitura própria dos fatos políticos e culturais do Maranhão.
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Da coluna do Milton Coelho da Graça, no Diário da Manhã, de Goiânia
O hoje ministro Edson Lobão começou sua carreira como jornalista numa revista bem safadinha, Maquis, criada por Amaral Neto e seu “Clube da Lanterna”, para falar mal do presidente Getúlio Vargas e sem o menor compromisso com a ética jornalística. Já sob a “proteção” de José Sarney, passou por várias outras redações e chegou a ser chefe de jornalismo da Rede Globo em Brasília.
Mas, desde 1962, começou também a ter cargos de confiança no serviço público graças a Sarney. Em 1964, mostrou-se totalmente a favor do golpe militar. Graças a isso, entre 1964 e 1968 foi assessor político do governo do Distrito Federal e, entre 1969 (já depois do AI-5) e 1974, assessor do Ministério do Interior.
Daí decolou para o Congresso Nacional, elegendo-se deputado federal por três mandatos, o primeiro pela ARENA (partido criado pelos militares), depois pelo PDS e, finalmente, pelo PFL, sempre seguindo a orientação de José Sarney, presidente da República a partir de 1985.
Em 1986, pulou da Câmara para o Senado, mas, no meio do mandato, foi eleito (após perder no primeiro turno) e assumiu como governador do Maranhão em 1991. Estava de volta ao Senado desde 1996, quando o presidente Lula o convidou para o Ministério em janeiro de 2008.
Nada retrata melhor as relações entre o ministro Lobão e o ex-presidente José Sarney do que este trecho de notícia publicada pela Folha de São Paulo:
“O namorado da neta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é funcionário do Ministério de Minas e Energia. Estudante de direito, Luiz Gustavo Amorim namora Rafaela Sarney, filha adotiva da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Há quatro anos a pasta é dominada por Sarney. (,,,) O senador Edison Lobão (PMDB-MA) assumiu o ministério. Foi ele quem empregou Gustavo, nomeado em fevereiro de 2008.”
Se v. tiver o saco de ler os discursos do ministro Edson Lobão na Câmara e no Senado, poderá verificar que ele jamais disse qualquer palavra em favor da restauração democrática nem contra qualquer uma das muitas violências cometidas pelos governos da ditadura militar. Não há registro de que o ministro Edson Lobão tenha tido um compromisso com a verdade.
Você acredita nas explicações que ele está dando sobre o apagão?
RESP. NEM EU, E O QUE PARECE, NEM LULA!
Comentário por cid — 15 de novembro de 2009 @ 13:07
Garrone: Estou passando uns dias em Foz do Iguaçu, com Guilherme, tá tudo bem. Como me pedistes furo, vou te mandar uma notícia quentissima, aqui em Foz do Iguaçu, ode fica a Hidreelétrica de Itaipu, já foi descoberto a causa do apagão, o causador foi o Estagiário, quando sairam da sala de controle da Usina falaram para o estagiário: QUANDO SAÌRES APAGA A LUZ.
Nely
Comentário por Nely S.S.Nascimento — 19 de novembro de 2009 @ 10:56