FONTE: COTURNO NOTURNO
Fernando Henrique Cardoso fez um gol de placa. Saiu em defesa do seu governo e chamou o PT inteiro para a briga. A hora é agora. A briga é dele contra Lula, sem envolver a boneca do ventríloquo. Com isso, FHC chama para si o ônus e o bônus, blindando José Serra. Desgasta a idéia central da campanha do PT antes que ela tome corpo. Fernando Henrique Cardoso não foi presidente do Brasil duas vezes, vencendo em primeiro turno, à toa. A covardia tucana está em cheque. Muitos que hoje não falam de medo só existem porque existiu FHC. Não possuem mérito algum. Deveriam, ao menos, entender o gesto do ex-presidente. Já a Imprensa, ora, a Imprensa adora o Lula.
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Antes mesmo que os petistas, um jornalista da Follha de São Paulo, Gustavo Patu, já fez um artigo panfletário, tentando desmanchar o artigo esclarecedor de Fernando Henrique Cardoso. Cita, por exemplo, que “dólar barato e gasto público sem amarras sustentaram a popularidade inicial de FHC e garantiram sua reeleição no primeiro turno, mas levaram o endividamento público de menos de 30% para quase 50% do Produto Interno Bruto”. Mas não fala que, hoje, esta mesma dívida está em 45% do PIB, depois de dois mandatos de Lula. E o jornalista assume o seu objetivo propagandístico do atual governo quando afirma: “nos últimos anos, os tucanos, com boa dose de razão, vinham atribuindo a vantagem de Lula à sorte de governar em um período de rara prosperidade internacional, livre das turbulências financeiras da década passada. Essa argumentação perdeu charme, no entanto, com o colapso global do final de 2008, do qual o Brasil saiu com perspectivas de rápida recuperação”. Até agora o PIB de 2009 não foi revelado. Sabe-se da monumental queda da indústria. Nenhum indicador confirma as previsões do jornalista de que tenha havido qualquer coisa genial na economia brasileira. E nem de longe cita que a crise mundial foi no sistema financeiro que, no Brasil, foi corrigido pelo PROER, tão criticado pelos petistas. E que o Banco do Brasil e a Caixa, saneados, puderam cumorir o seu papel. O texto só confirma: a imprensa não gostou do artigo de FHC. Ótimo! Já o jornalista da Folha poderia economizar letras no seu nome. Em vez de Gustavo Patu, que tal Gustavo PT?
POR MARY ZAIDAN
O presidente Lula tinha razão quando disse que o senador José Sarney “não podia ser tratado como se fosse uma pessoa comum”.
De fato, ele não é. O cidadão comum costuma ser mais digno. Trabalha duro para ganhar o pão de cada dia, paga impostos, segue as leis. E, quando não o faz, o custo é caro.
De Sarney nada se exige. Continua ileso, impune, mesmo depois da série infindável de malfeitos – atos secretos, nepotismo, desvios de recursos de patrocinadores de sua fundação para empresas de sua família, e outros tantos mais.
E não tem qualquer constrangimento em pregar “transparência, moralidade, eficiência e trabalho”, procedimentos éticos que, segundo ele, devem nortear a conduta do Parlamento. Deveriam mesmo.
Mas Sarney está a anos luz de distância desses princípios, que, se são caros para a maioria das pessoas comuns, parecem de nada valer para o presidente do Congresso Nacional e boa parte de seus pares.
Salvo pela comoção provocada pela presença vigorosa do vice-presidente da República José Alencar, Sarney não teve holofotes na abertura do ano legislativo de 2010, na última terça-feira.
Pouco ou quase nada se cobrou de seu discurso – uma peça de ficção de terceira categoria, motivo de vergonha adicional para a Academia Brasileira de Letras, que se desmerece a cada dia em tê-lo entre seus imortais.
No pronunciamento, Sarney mais uma vez zombou de todos nós.
Teve o desplante de repetir parte do discurso que fizera em 1995, quando pela primeira vez abriu um ano legislativo: “Assumi o cargo de presidente não em um momento de glória, mas numa fase em que a instituição atravessa profunda crise de identidade, exposta a permanente crítica e censura.”
Ora, de lá para cá foram 15 anos em que Sarney contribuiu decisivamente para espalhar a lama em que o Parlamento chafurda dia pós dia.
Em outro trecho, Sarney lembra com alguma nostalgia do tempo em que os parlamentos tinham um “charme romântico” e eram “tocados pela palavra, pelo delírio e pelo encantamento dos belos discursos dos oradores”.
Acrescenta que ainda somos dominados por essa visão e que, infelizmente, a sociedade sempre vincula o Congresso ao plenário. “O Congresso é muito mais. É fiscalização.” Como se a tarefa de fiscal do Executivo desobrigasse os parlamentares de comparecer ao local de trabalho.
Mais adiante golpeia duramente a democracia ao afirmar que sem Parlamento forte não há democracia forte. A frase de efeito seria só um enfeite ao discurso.
Mas, na realidade brasileira, onde a Câmara dos Deputados e o Senado Federal são reféns do Executivo e nem mesmo se dão o luxo de parecerem sérios, soa ameaçadora se tomada ao pé da letra.
Para justificar seus desvios de conduta, Sarney insiste em transferir à instituição problemas que são seus, e anuncia, sem qualquer lastro ou exemplo, que no mundo inteiro os parlamentos enfrentam contestação de legitimidade. (Onde mesmo? Que parlamentos estão em cheque?)
Faz de conta que não sabe, assim como fez com os atos secretos em que nomeou parentes e permitiu dezenas de estripulias com o dinheiro público, que o repúdio popular não é ao Legislativo, mas a ele e a outras excelências que não se cansam de abusar da confiança daqueles que lhes outorgaram o mandato.
Mais surreal ainda foi ouvir Sarney ressaltar a “identificação inseparável com a imprensa”.
Como se jamais tivesse cerceado o trabalho de jornalistas; como não fosse seu filho Fernando o protagonista da ação que impingiu censura prévia ao jornal O Estado de S. Paulo, derrotado na primeira instância judicial por um desembargador do Distrito Federal que desfruta da amizade e dos favores do senador amapaense.
Com aval do STF, a pendenga continua até hoje, somando quase duas centenas de dias de censura.
Ao citar Carlos Castello Branco - um ícone no jornalismo brasileiro –, Sarney conseguiu os únicos aplausos, abafados pela repetição da tese avessa que expôs meses atrás durante a comemoração do Dia Internacional da Democracia, de que a mídia disputa o poder da representação popular com o Parlamento.
Na época, chegou a acusar a mídia de ser “inimiga das entidades representativas”. Só mesmo Sarney seria capaz de revelar tanto desprezo pela democracia e fazer tamanha chacota dela.
Mas o trágico discurso solene não parou por aí. No final, como manda o figurino, fez loas ao presidente Lula e, sem cerimônia, reafirmou sua completa subserviência ao protetor maior, jogando no lixo a equidade entre os três poderes.
Sarney não é mesmo uma pessoa comum. Os comuns, felizmente, são muito, mas muito melhores do que ele.
Parece que meu comentário sobre essa postura inócua de Flávio Dino em relação a seus aliados, inimigos e adversários revelou algumas lacunas no que diz respeito as eleições deste ano. Começaram a falar de alianças, de força unida e de minha inocência em relação ao que é política. Pois bem, vamos jogar o jogo de forma clara para impedir que analistas de resultados possam palpitar.
O grupo de oposição não deve cair nessa de eleição plebiscitária, isso é um erro óbvio. Em 2006 o Grupo Sarney estava isolado, sem a máquina e abalado emocionalmente: conseguiu cerca de 49% dos votos. Precisamos de outros candidatos, isso é um fato. Contudo, precisamos de candidatos que prejudiquem a eleição do Grupo Sarney.
Sempre afirmei que a inércia da oposição no que diz respeito prosmicuidade entre Lula e Sarney era um erro. Se O grupo conseguir sugar um pouco da popularidade do presidente, o resultado das eleições 2010 pode ser desastroso já no primeiro turno (estou falando de Lula, não de Dilma). Agora não dá mais para reverter mostrando ao povo que Lula é Sarney. É preciso quebrar esse palanque! E como se pode fazer isso? Exigindo que PSDB e PDT se humilhem? Não, a coisa é muito mais simples.
Roseana quer uma coligação com o PT para garantir justamente essa possibilidade. As últimas notícias na imprensa nacional revelam isso. Logo, tirar o PT da coligação e rachar o palanque passa por uma estratégia muito clara: o próprio PT.
Um candidato petista que tenha livre trânsito pela oposição, com imagem leve, identidade petista sólida e potencial eleitoral no que diz respeito ao desejo da população por mudança cairia como uma bomba nos planos do grupo Sarney. Precisamos de um candidato que possa ser apoiado tranquilamente por todos os setores da oposição sem que ocorra nem embaraço nisso: um homem que saiba ponderar suas palavras e gestos. Muito diferente de uns e outros que se julgam melhores que todos…
Quem seria esse candidato? Bira do Pindaré, é claro. Bira representa uma mudança centrada na esperança muito mais sóbria do que a de Flávio Dino e com apelo popular muito mais eficiente do que Roberto Rocha.
“Ah, Linhares. Tu queres que ele vá para o sacrifício?” Em política existem vitórias políticas e vitórias eleitorais. Bira ganha a eleição? Acho difícil. Bira sai fragilizado do processo? É impossível! Se obter cerca de 10% ou 15% no primeiro turno volta ao cenário político de uma forma gloriosa.
Uma eleição de governo representa para o PT maranhense um tapa no peito seguido do grito: Sim, nós somos o PT. Até Washington e Dutra sairiam fortalecidos nessa história. O PT privatizaria o palanque de Lula e os dois poderiam ter autonomia política, aumento considerável nas chances de vitória e fortalecimento do partido.
Para Bira essa eleição representa uma volta por cima, um estoque eleitoral que lhe pode render dividendos políticos altíssimos no futuro. Para a oposição, representa sobriedade estratégica.
Oh, a felicidade que me aflige neste momento é incontida. Acabo de ver no programa Comando em Ação, da Band, que o assalto ontem na ponte do Ipase foi impedido por dois heróis da Polícia Militar do Maranhão. A saber, os cabos Jaílton e Ribeiro do 9 BPM.
Ao voltarem do serviço, os policiais perceberam uma movimentação estranha no interior do coletivo. Enquanto um, de forma destemida, desceu do veículo para fazer a abordagem, o outro colocou seu veículo na frente do ônibus forçando sua parada. Logo começou uma troca de tiros que acabou com um saldo muito positivo para a sociedade de São Luís: dois bandidos fora de circulação. Os heróis da PM e os passageiros, assim como motorista e cobrador, saíram ilesos.
Um dos bandidos foi ferido e o outro morto na troca de tiros. O marginal abatido pelos heróis da PM já era velho conhecido de moradores da área. Wellington Rabelo, editor do JP, me informou os nomes dos dois policiais e ainda me disse que o bandido morto já havia sido preso essa semana. Como foi solto? Não sabemos. A única certeza é que esse rapazinho (ele era menor de idade) teve sua carreira criminosa finalizada da melhor maneira possível: sendo impedido de roubar ou matar algum inocente.
Quero parabenizar, nas pessoas de Cabo Ribeiro e Cabo Jaílton, todos os Policiais da PM que honram sua farda e não medem esforços para fazer valer a admiração que a sociedade nutre pela corporação.
Se dependesse de mim, logo nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira estes heróis estariam recebendo medalhas e as lisonjas que são dedicadas aos heróis.
A MENSAGEM PARA O BANDIDO MORTO EU DEIXO POR CONTA DE ALBORQUETTI:
Acabo de chegar em casa e enfrentar um engarrafamento quilométrico na ponte que liga o elevado Alcione de Nazaré ao Ipase. Causa? Mais um ônibus assaltado. Não tenho certeza, mas parece que durante a ação um motorista foi baleado e os bandidos fugiram. Assalto a ônibus no Ipase virou costume. Essa é uma das pragas de nossa cidade: a moleza que alguns criminosos têm em criar tradições criminosas.
Até quando o Governo do Estado vai permitir que pais, mães de família e jovens usuários do sistema de transporte público da capital e interior corram esse tipo de risco? Será que o secretário Raimundo Cutrim ainda não teve a iluminação de perceber que essas blitz em ônibus não resolvem o problema? É PRECISO TOLERÂNCIA ZERO NA ÁREA!
É fato que essa bandidagem é oriunda daquele setor. Quem já fez editoria de polícia sabe: “malandro não invade área de malandro”.
Vou logo confessar que só a possibilidade de abrir os jornais de amanhã e ver um trabalhador assassinado por esses cães que aterrorizam o transporte público já me causa uma fúria descontrolada. Como admitir isso? Como tentar fazer um texto um pouco menos passional? Sinceramente, eu não consigo…
São cães, sim! Para mim quem mata ou tenta matar uma pessoa que está trabalhando é animal mesmo. Merece ser tratado como tal, merece ser caçado e abatido.
Pois o secretário deveria promover uma caça a estes animais e colocar suas cabeças estampadas nas páginas dos jornais como troféus. Vivos, mortos? Para mim tanto faz… As vidas de cem marginais não valem uma gota de sangue de um trabalhador.
Podem me chamar de reacionário, de direitista ou insensível, eu não ligo. Nesse momento, o que me incomoda mesmo é a figura de um trabalhador atirado ao chão, de uma família que perdeu o pai, de pessoas que perderam um bom amigo, de familiares que choram a morte de um parente… De mais uma droga de assalto acontecendo nas barbas de Raimundo Cutrim e de Roseana enquanto eles não fazem nada.
E não fazem porque não querem fazer! Os assaltos no São Luís Shopping diminuíram drasticamente, os assaltos do Ipase (que são muito mais antigos) continuam. Será que é porque assaltam ônibus? Quando essa palhaçada vai acabar?
“se não linhares certo os teus caminhos políticos, alinhando interesses de projeto de poder para a construção segura de onde queres chegar, não avançarás um palmo. Alinhares ou perderás para o Grupo Sarney. Não tem essa de plebiscitares, não, doutor. Entenderes?” Nunes Santos (comentário sobre o texto anterior)
Meu comentário a respeito das declarações de Roberto Rocha em relação a Flávio Dino repercutiu. Uns aprovaram e tantos outros discordaram de minhas críticas em relação a esta “abertura” do tucano em relação ao comunista. Quem concorda, assim como eu, acredita que Roberto Rocha se sacrifica ao elevar Flávio Dino a um patamar acima dele. Quem discorda acredita que a aliança entre os dois é necessária para salvar o Maranhão do Grupo Sarney.
Os leitores deste blog sabem das posturas tomadas em relação a Roberto Rocha, Flávio Dino, Jackson Lago e Grupo Sarney. Sempre deixei claro que o nosso estado tem muita chance de sair do atraso se for governador pela dupla Jackson/Rocha. Já Flávio Dino, para mim é um político com forte potencial que caiu na ilusão de se achar o messias e senhor da razão (e isso é causado, em muito, por conta dessa blindagem contra críticas que se criou entorno dele). Em relação ao Grupo Sarney, resumo tudo em uma palavra: adversários comuns a todos que querem um Maranhão melhor.
Ocorre que a força do Grupo Sarney precisa de antagônicos à altura. Para que seja derrotado é preciso da união de todos os outros grupos políticos do estado. Mas, a custo de quê? Que preço pagar por essa “união”. Política se faz com alianças, isso é fato. Contudo, quem não sabe quem são seus inimigos não tem noção de quem é. E esse é Flávio Dino: um político que não sabe quem são seus inimigos no Maranhão.
Flávio Dino sempre hostilizou o PSDB, e em tantas outras o PDT, de maneira aleatória sem NUNCA levar em consideração que os tucanos e pedetistas são forças decididamente anti-sarney. Deveria ter pensando ANTES no fato de suas birrinhas comunistas poderem prejudicar o cenário eleitoral de 2010. Agora que aparece alguém que levanta a voz e critica essa atitude, alguns vem com esse papinho raso de “é preciso fazer aliança?”. Não, não acredito nisso.
Roberto Rocha teve boas intenções quando falou em “falta de embaraço” com relação a Flávio Dino. Tanto é que explicitou que esses gestos são para o bem do maranhão. Que, para bom entendedor, significa a derrocada do Grupo Sarney.

O problema é que ao não retaliar Flávio Dino por sua postura infantil em relação ao PSDB e ainda lhe estender a mão, Roberto Rocha pode estar alimentado um dos piores defeitos do comunista: a arrogância. “Ah, se mesmo eu achincalhando o PSDB eles ainda defendem minha entrada no grupo, está tudo liberado”. O que deveria ajudar pode acabar atrapalhando.
Roberto Rocha sempre agiu com coerência em relação ao Maranhão e a suas posições políticas. Quem nem sempre fez isso foi Flávio Dino.
É para ajudar o Maranhão? É para vencer o Grupo Sarney? Pois vale aliança sim! Agora, que TODOS AJAM COM COERÊNCIA, e não apenas alguns.
FONTE: REINALDO AZEVEDO
Há pelo menos uma década aponto uma mudança importante operada pelo PT. Os políticos de outros partidos, quando flagrados numa safadeza, tendem a negar o crime. É o que eu chamo “Paradigma da Mãe”. O que é o “Paradigma da Mãe?” É mais ou menos como se uma voz íntima dissesse: “Sua mãe vai saber e vai ficar com vergonha de você”. Trata-se de um último resquício de moralidade. Então o canalha diz: “Não! Essa assinatura não é minha!” Ou ainda: “Isso é coisa dos meus adversários”. Ou mais: “Trata-se de uma conspiração contra mim!”. Há muito tempo o PT mudou isso.
O paradigma petista é outro, é o do adúltero, ou adúltera, flagrado pelado na cama: “Não é o que você está pensando”. Mas não pára por aí. Em seguida, faz uma cena, acusa a pessoa traída de não compreendê-lo, de persegui-lo, de ser a verdadeira responsável pela sua falha — falha que ele próprio nem mesmo admite.
A instrução do Ministério do Desenvolvimento Social, ameaçando com o fim do Bolsa Família no ano que vem — segundo o texto, pode haver “alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011″ —. é terrorismo eleitoral, é pratica criminosa; trata-se de infundir pânico entre as pessoas necessariamente pobres que recebem o benefício, necessariamente com pouca instrução, necessariamente sujeitas a doar seu voto em troca da ajuda.
O Bolsa Família, como é sabido, reuniu programas criados por FHC. A novidade técnica inaugurada, então, pelo presidente tucano foi o cartão magnético, criando dificuldades para que o benefício se perdesse na mão de intermediários. O PT, como se nota, inventou o coronelismo eletrônico. Os intelectuais tomados por uma doença intelectual e moral chamadas “Mal de Marxheimer” (direi em texto específico o que isso significa), sempre gostaram de falar do, com é mesmo?, “Exército reserva de mão-de-obra” a que recorreria o capitalismo para manter a classe operária presa a seus grilhões. O lulo-petismo resolveu inovar: seu exército reserva não é de mão-de-obra, é de miseráveis. Lula se tornou o maior coronel do país. ISSO NADA TEM A VER COM O BOLSA FAMÍLIA, MAS COM A EXPLORAÇÃO CANALHA DO BENEFÍCIO.
E quem é que se dedica ao terrorismo desbragado? Ele, Patrus Ananias, com aquele seu ar de sacristão que toma escondido o vinho da Eucaristia. Flagrado, justifica: “Ah, é que ele ainda não tinha sido consagrado”.
Cadê a mãe e o pai?
Petista não tem vergonha da mãe. E isso quer dizer ausência daquele aparato moral que conduz à culpa. Definitivamente, é uma gente sem medo de ser feliz. E o pai de toda essa gente é o “partido”, que tem necessidades objetivas, não é?, como manter o poder a qualquer custo. Logo, trata-se de pessoas destituídas também de superego, de limites, de decoro. Politicamente, são todos filhos de uma chocadeira chamada, sim, socialismo, que vai tomando sempre novas feições — até mesmo a economia de mercado, desde que sob o controle do “partido”.
O PT inventou a corrupção? Na página 49 de Máximas de Um País Mínimo, escrevo: “O PT não inventou a corrupção, ele apenas a desmoralizou”. Sim, essa frase é minha faz muito tempo. Não me importo que seja citada por muitos colunistas e cronistas , às vezes mudando-se o sujeito, sem atribuição de autoria…
José Dirceu é autor da máxima moral do petismo. Quando flagrado nas artes do mensalão, nem admitiu nem negou. Preferiu outro caminho: “Estou cada vez mais convicto da minha inocência”.
Dizem por aí que a campanha de Dilma está consolidada. Que logo a candidata do PT vai ultrapassar José Serra nas pesquisas e vencer as eleições com facilidade. Nesta semana foi divulgada uma notícia que comprova a tranquilidade dos petistas: uma mensagem para os beneficiários do Bolsa Família dá a entender que o novo presidente pode acabar com o benefício. No meu dicionário isso é chantagem… Vejam a matéria
FONTE: O GLOBO
Um texto editado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para orientar o recadastramento de beneficiários do Bolsa Família afirma que o gestor que assumir o comando do programa federal no próximo governo poderá alterar suas regras.
(…)
O documento explica que a validade do benefício está garantida por três anos para quem já atualizou seus dados em 2008 e 2009. Embora não esteja expresso, o texto dá a entender que o mesmo deve valer para quem se recadastrar em 2010. Mas, segundo a advertência do ministério, a partir de 2011, o prazo de validade do benefício não está garantido.
Segundo a instrução operacional, hoje a validade do benefício “depende do ano em que houve a última atualização cadastral”. “Cadastros atualizados em 2008 terão a validade do benefício firmada em 31/10/2011; cadastros atualizados em 2009, 31/10/2012.
Para os anos de 2011 e 2012, no entanto, a fixação da data de validade do benefício estará sujeita a alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011″, diz o texto.
Para o especialista em Direito administrativo, Damásio de Jesus, a norma traz insegurança jurídica e pode ser entendida pelos beneficiários como uma ameaça.
- Estamos diante de uma quase total insegurança jurídica. Isso é terrorismo. A lei é isto aqui, mas ela pode mudar a qualquer momento. Parece-me que o governo está tentando antecipar circunstâncias que ele supõe que venha a acontecer - disse ele. - Não é possível que a lei diga alguma coisa hoje e, ao mesmo tempo, diga que isso pode ser mudado. Parece-me muito estranho que o governo faça isso.
O professor de Direito administrativo da Uerj, Gustavo Binenbojm, afirma que, do ponto de vista da responsabilidade fiscal, a norma está certa. Ele vê, no entanto, margem para interpretações político-eleitorais.
- A medida tem um caráter ambíguo. Ainda que ela seja suscetível a uma explicação eleitoral, juridicamente é correta - diz.
Segundo ele, o governo passa, com a norma, a mensagem de que o benefício está garantido somente enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou seus candidatos, estiverem no poder:
- A mensagem política que o governo quer passar é que, se o governo Lula continuar, está tudo garantido. Se não, vocês (beneficiários do programa) vão ter que se acertar com o governo de oposição.
Em seu blog, o jornalista Josias de Souza afirma que o Tribunal Superior Eleitoral tem sido seletivo na hora de punir por propaganda eleitoral irregular. O presidente Lula e sua candidata ao Planalto, Dilma Rousseff, são exemplos. Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, criticou o fato de a corte eleitoral usar medidas diferentes para governadores, que acabam cassados, e para o presidente.
A oposição já protocolou no TSE nove representações contra Lula e a candidata dele à sucessão. Quatro já foram mandadas ao arquivo. Cinco estão pendentes de julgamento. Leia a notícia postada no blog do Josias:
“Um passeio pelos arquivos do TSE revela que o tribunal vem sedo seletivo no julgamento de ações por violações à legislação eleitoral. Esquiva-se de impôr a Lula e Dilma Rousseff os rigores de um ordenamento jurídico que já rendeu, por acusações análogas, até a cassação de governador.
LEIA MAIS NO BLOG DO MANOELZINHO
Segue o trecho de uma carta de Raúl Isaías Baduel, ex-ministro da Defesa; Luis Alfonso Dávila, ex-ministro de Relações Exteriores; Herman Escarrá, um dos redatores da atual Constituição, e até dois comandantes militares que tentaram, em companhia de Chávez, dar um golpe de estado em 1992: Yoel Acosta e Jesús Urdaneta.
“Todos os seus argumentos para chegar ao poder hoje o ilegitimam. O povo sofre com a insegurança, com menos liberdade e menos segurança jurídica e social; aprofunda-se a pobreza de nossa gente. Os serviços públicos — água, eletricidade e serviços urbanos — são um caos. A improdutividade conduz à escassez de alimentos; as obras de infra-estrutura do país estão deterioradas por falta de manutenção; a economia vive uma de suas crises mais profundas, apesar da abundância de petróleo (…). A corrupção, que constitui o estigma moral de um governo e foi bandeira de sua proposta política, causa hoje o enriquecimento ilícito mais obsceno que o país jamais presenciou. Funcionários, familiares e personagens conhecidas como “os boliburgueses” [burgueses bolivarianos] saquearam governos, ministérios, prefeituras e empresas estatais”.
Tem gente que gosta de defender comunistas e relembrar o que nunca aconteceu. E agora, o que vocês me dizem?
Já perdi a conta de quantas vezes elogiei o deputado federal Roberto Rocha nesse blog. Tenho admiração por ele e, acima disso, acredito que é um dos poucos políticos com potencial para tirar o Maranhão do atraso.
Apesar de tudo, não considero Roberto Rocha infalível, ele tem seu problemas. Apesar de admirador, sou uma pessoa que preza pela honestidade e tenho pavor de parecer um bajulador. Portanto, me dou ao luxo de criticá-lo neste momento. Acho que isso posso ajudá-lo, vai saber…
Um dos grandes problemas de Roberto Rocha é não se impor. Nesses últimos dias, foi autor de uma infelicidade gigantesca. Postou em seu Twitter (tive a informação no blog do Manoel do Santos Neto):
“Não há nenhum embaraço da minha parte sobre uma eventual aproximação do prefeito João Castelo com o deputado Flavio Dino”.
Sim, Roberto Rocha falava do mesmo Flávio Dino que dia após dia chama o PSDB, partido que Roberto Rocha preside no Maranhão, de “força do atraso” e “representante asqueroso da direita”. Do mesmo Flávio Dino que iniciou uma campanha de linxamento da imagem do prefeito João Castelo durante as eleições de 2008, mesmo o prefeito tendo sido um de seus colaboradores em 2006.
Dia desses Flávio Dino disse na Câmara Federal que era a favor da extradição “de todos os tucanos para o Paraguai”. Com certeza estava se referindo a Roberto Rocha também, ou será que não?
Qualquer tucano que se aproxime de Flávio Dino se afasta imediatamente do PSDB enquanto o deputado comunista deixar claro não quer o PSDB como aliado e o prefere como inimigo a ser combatido. Eu me sentiria embaraçado em fazer aliança com um homem desses, mas isso não seria impossível. Desde que, E SOMENTE, se ele deixasse de hostilizar o PSDB como faz rotineiramente, fizesse campanha para Serra e pedisse desculpas a João Castelo pelo que já disse dele.
Enquanto o PCdoB faz questão de destruir imagem do partido e já deixou claro que é o PSDB seu maior inimigo no MA (e não o Grupo Sarney), o presidente do tucanato fala que não se sente “embaraçado” com isso. Roberto Rocha tem muitos acertos em sua trajetória, mas essa postura desembaraçada é um erro.
Marco D’Eça postou um artigo no Imirante que apresenta a campanha de José Serra como perdida. Tudo por causa de umas pesquisas aí. Em se tratando de pesquisas, o passado lá do outro lado da ponte é muito revelador. Mas, voltemos aos fatos.
Na maioria das pesquisas, se você mexe na margem de erro as coisas ficam boas, muito boas para Dilma e… José Serra. Não é interessante?
Dizem que (no cenário em Ciro aparece) se Dilma tiver mais três e Serra menos três (a tal da margem de erro) ocorre um empate. É, mas se o inverso for feito (e tem pouca gente na imprensa fazendo isso) Serra dispara 12 pontos na frente. O empate técnico e uma distância de 12 pontos andam de mãos dadas. Loucura, não é Marco D’Eça?
No cenário em que Ciro não sai candidato a coisa fica preta para a estrela. Feitas as contas da tal margem de erro a favor de Dilma, a distância fica nos 7 pontos a favor de Serra. Marina e Dilma juntas teriam 44% e o tucano 37,7%. E se o contrário acontecer? Aí, Marco D’Eça, em vez de 40,7% ou 37,7%, Serra teria 43,7%. Dilma, 25,5%, e Marina, 6,5%. MAIS DO QUE AS DUAS JUNTAS.
Não se deixa engabelar por essas numerologias, Marco. Quer ver coisas que não disseram na tal pesquisa? Dilma só vai bem no NORDESTE, perde feio em TODAS AS OUTRAS REGIÕES. A taca de Dilma em Serra no Nordeste é de 40,2% contra 34,6%. No Norte, que é bem aqui ao lado, ela morre nos míseros 25,5% e José Serra obtem mais de 43%. Não vou nem falar de Sul e Sudeste…
Quer outros números da pesquisa? Entre os eleitores com faixa etária entre 16 e 17 anos o tucano alcança mais de 51% e a petista mal atinge os 20%. Ela não vence em NENHUMA faixa etária, Marco.
Larga Paulo Henrique Amorim de mão, Marco D’Eça…
Parte da esquerda brasileira não sabe o que é trabalho, vive apenas da oposição ferrenha e do aparelhamento da máquina pública. Uma espécie de paradigma da destruição descompromissada. Destruição porque se direciona apenas no aniquilamento de seus adversários, descompromisso por não levar em conta se essa destruição vai acabar prejudicando o eleitor.
Rose Salles e Fernando Lima são as mais novas vítimas desse fanatismo esquerdoparanóide. Receberam verbas públicas para programas sociais da Prefeitura de São Luís e estão sendo ameaçados de punição pelo PCdoB. Tudo isso porque os vereadores e o prefeito são grupos que competiram nas eleições de 2008.
Punir um vereador que usa verbas públicas da Prefeitura em trabalhos sociais só poderia ser coisa de gente que teve mandato “doado” com tendências ditatórias e arrogância extremada. Gente que não deve ter a noção exata do papel de um servidor público e das verbas públicas. Gente do próprio PCdoB e alguns blogueiros que vestem uma manta ética tirada sei lá de onde para dizer que não existem “comunistas como outrora” e pedir punição. As verbas acabaram de ser liberadas, e lá vem o jornalismo com bola de cristal predizer o futuro do erário público e denegrir a imagem alheia no presente.
Durante 2009, Rose foi considerada uma das melhores vereadoras daquela casa. Fernando Lima não fica atrás. Fizeram oposição ao prefeito por diversas vezes. Em alguns momentos de forma irresponsável, como o PCdoB pedia, em outras nem tanto. Discordo dos dois, mas os respeito. Coisas da democracia, coisas óbvias que nem sempre são entendidas pelos vulgos.
Ao liberar as verbas para os dois vereadores, Castelo demonstrou que não segue a linha revanchista. Já o PCdoB parece não estar muito interessado na atuação de seus vereadores. Após a divulgação do repasse, o partido ameaça retaliá-los. Coisas de esquerdistas que adoram aparelhar e se apoderar da máquina pública: o PCdoB acha que as verbas são de João Castelo, e não da Prefeitura de São Luís.
É evidente que o PCdoB está pouco se lixando para os dois vereadores. Rose Salles e Fernando Lima não servem como parlamentares, mas como águias de ataque: eles foram eleitos para infernizar a vida do prefeito, apenas isso…
E algo muito pior está por trás dessa polêmica idiota. Ao demonstrar medo da relação de Rose Salles e Fernando Lima com a administração municipal, o partido deixa transparecer que tem dúvidas em relação ao caráter dos dois. Quer dizer que eles podem se vender? Quer dizer que, para o PCdoB, os dois aceitaram as verbas para benefício próprio e não para trabalhos sociais?
A esquerda adora destruir reputações. Apenas ao duvidar do caráter de Fernando Lima e Rose Salles, destruiu em poucos dias muito do que foi erguido durante anos de trabalho pelos dois. Já começam a eclodir mensagens pela internet chamando os dois de traidores e outros adjetivos ruidosos. Tudo sob os olhares silenciosos da Executiva Municipal. Talvez o fato de os dois terem vencido as eleições de forma honesta e de terem conseguido mandato por meio de doação e caridade incomode algumas pessoas lá dentro…
Essa é a esquerda, esse é o PCdoB: não se importa com trabalho e muito menos com os seus, querem fazer oposição fundamentada na base do terrorismo. Vejam o exemplo de Márcio Jerry, mais preocupado em atacar a prefeitura e até mesmo seus correligionários do que em mostrar o que seu partido tem a oferecer… Devia incentivar o trabalho de seus correligionários, e não questioná-lo de forma bisonha e infundada.
FONTE: CORTUNO NOTURNO
Em 2003, primeiro ano da era petista no comando do país, o Forum Social Mundial atraiu mais de 100.000 pessoas e mais de 4.000 jornalistas do mundo inteiro. Porto Alegre fedia maconha e mijo. O Acampamento da Juventude era carinhosamente chamado de Sodoma e Gomorra. Dez anos depois, a rava da esquerda continua a mesma, mas bem menorzinho. No FSM deste ano, que foi espalhado pela região metropolitana de Porto Alegre, são apenas 35.000 participantes e tão somente 250 jornalistas de 15 países, a maioria da mídia bolivariana chapa-branca. Em 2003, havia representações de 123 países. Em 2010, são 39. Nesta edição, depois de Lula, a figura mais importante foi o vice-pajé da Bolívia. Chávez, como se sabe, não pôde vir pois está mais ocupado em assassinar estudantes que fazem protestos nas ruas, contra a sua ditadura. É a turma do “um novo mundo é possível”. O mundo do MST e do Stedile, a grande estrela do evento.
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O X Forum Social Mundial foi encerrado ontem, em Porto Alegre, sem lenço, sem documento e sem marcha final, uma das suas mais caras tradições. Praticamente sem visitação internacional, suportado apenas pelos maconheiros, grileiros e pelegos da esquerda festiva gaúcha, o Forum não resistiu a um antigo hábito da cidade, no verão: sair mais cedo para Tramandaí, para evitar as filas da free-way. Quando os organizadores quiseram organizar a marcha, não havia mais um socialista, comunista ou petista para levantar uma só bandeirinha. Todos já tinham saído para salgar o couro no mar marrom do litoral gaúcho. Nem com a Manuela, a deputadinha gauchinha comunistinha bonitinha que queria fazer passeata em São Paulo, como porta-bandeira, o ato se viabilizou. Um final mais do que esperado para um evento onde quem mais brilhou foram os bandidos do MST, embalados pelos discursos do maior bandido deste país: João Pedro Stedile, comandante-em-chefe da guerrilha rural.
Grande coisa é a democracia representativa: quem não tem representação acaba. Nas últimas eleições nacionais, o Partido Comunista Chileno não conseguiu obter 5% dos votos e nem eleger quatro parlamentares, por isso teve seu registro cassado.
O que seria de tantos partidos vagos aqui do Brasil se essa regra fosse copiada…
Leia a matéria completa em: EMOL (portal de notícias chileno)
O vídeo abaixo foi gravado enquanto o presidente inaugurava uma UPA em Recife, horas antes de ter uma crise de hipertensão. Durante o discurso, Lula afirma que “ficou com vontade de ficar doente pára ser atendido na UPA”.
Engraçado, depois que teve a crise o Presidente foi se tratar no Hospital Português, que é privado. Veja o vídeo e se emocione…
José Linhares Jr. tem 29 anos, é maranhense, jornalista e acadêmico do curso de Filosofia da Universidade Federal do Maranhão. Além disso, é estudioso de economia política e de fenômenos relacionados à cultura de massa.