» Busca Avançada

Siga o Jornal Pequeno no Twitter
Home » Edições » 2011 » Agosto » Edição 23,780 » Cidade

cidadesIncra pode ser ocupado outra vez por movimentos sociais

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
25 de agosto de 2011 às 09:59

POR JULLY CAMILO

Quilombolas, grupos indígenas e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), acampados em frente à sede do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-MA), continuam sem ser atendidos pelo governo do estado. Os manifestantes protestam contra o descumprimento do acordo firmado com os governos federal e estadual, em 22 de junho, ocasião em que ocuparam a sede do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra). Líderes ouvidos ontem pelo Jornal Pequeno disseram que o Incra será novamente ocupado, caso o governo estadual continue sem recebê-los.

Durante o dia de ontem (24), os acampados realizaram dois atos públicos. Pela manhã, a movimentação foi em frente ao Tribunal de Justiça do Maranhão. O tema que predominou nos discursos foi a violência no campo.

À tarde, a concentração foi em frente à sede do governo. Os problemas com a assistência à saúde, enfrentados no campo, foi o assunto destacado.

Ameaçada de morte – A lavradora Maria Tereza Bittencourt, 49 anos, do quilombo Cruzeiro, em Palmeirândia afirmou que está incluída numa lista de lavradores ameaçados de morte. Segundo Maria Tereza, “a saúde no campo está doente, a educação analfabeta e a segurança das comunidades cada dia mais insegura”.

Ela disse que acompanhou pelos telejornais notícias referente à vinda da Força Nacional para o estado e contestou tal informação.

“Até o Jornal Nacional citou que os homens da Força Nacional estavam fazendo a nossa segurança, mas isso é mentira. Atualmente nem a proteção das polícias locais temos mais, vivemos somente pela proteção de Deus”, declarou a lavradora.

O coordenador estadual do MST, Noé Rodrigues, explicou que a adesão da entidade ao movimento se deu em decorrência do descaso por parte do governo Federal com as mais de 180 mil famílias acampadas à espera de terras para trabalhar espalhadas pelo Brasil. “No Maranhão, há 19 acampamentos com aproximadamente 3 mil famílias acampadas”, revelou, acenando com a possibilidade de ocupar a sede do Incra nos próximos dias.

Links Patrocinados

ImprimirRecomendar
Processada em 0.313s