Delegados em greve fazem assembleia hoje para traçar novas estratégias
A greve dos delegados da Polícia Civil do Maranhão completa 84 dias hoje, sem que se vislumbre nenhum acordo entre a categoria e o governo do Estado. A direção da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão (Adepol-MA) convocou uma assembleia geral para a manhã de hoje (25), na qual serão discutidas, entre outros assuntos, a avaliação do movimento e novas estratégias para forçar avanços nas negociações. “A categoria organizará novas ações”, disse o presidente da Adepol, Marconi Chaves Lima
Segundo Lima, 50% dos delegados estão trabalhando, conforme decisão de tutela antecipada proferida no início de junho pelo desembargador José Luiz Almeida.
No documento, o magistrado determinou, ainda, o funcionamento de todas as delegacias de polícia do estado e dos serviços de plantão, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, em caso de descumprimento.
“Nossa luta é pela melhoria das condições de trabalho e pela revisão anual dos vencimentos do servidor público, que em nosso caso estão desde 2009 sem serem revisados. Optamos pela vida longa do movimento, porém dentro da legalidade. Por isso, estamos cumprindo à risca a decisão judicial”, disse Marconi Lima.
O delegado explicou que a Adepol já redigiu uma petição solicitando a mediação do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) nas negociações entre a categoria e o governo do estado. Ele afirmou que o pedido será feito pelo fato de o secretário estadual de Segurança (SSP), Aluísio Mendes, não ter cumprido os acordos firmados durante as reuniões com os grevistas.
“Estaremos divulgando uma carta aberta na qual responsabilizamos o secretário pela fomentação e continuação da greve dos delegados. Solicitaremos ao Poder Judiciário que dê a devida formalidade e necessidade que o ato processual representa, a fim de que não possa ser desfeito ou tratado como não dito. Afinal, cada vez que uma proposta é lançada, na reunião seguinte a mesma acaba sendo descartada. Para nós, isso é brincar com a categoria”, declarou.
“Queremos apenas a revisão dos nossos vencimentos e a incorporação do mesmo percentual também em forma de hora extra. Comemoramos a forma sábia pela qual o TJ-MA garantiu a manutenção do movimento, mesmo com a obrigatoriedade de 50% dos delegados trabalharem. O importante é que não foi contestado o direito da greve”, finalizou Marconi Lima.
(Jully Camilo)