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GeralMaranhão corre risco de epidemia de dengue

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28 de março de 2011 às 09:41

POR JORGE VIEIRA

Após São Luís ser considerada área de risco da dengue e deflagrar campanha de combate ao Aedes Aegipt com ajuda do governo, o perigo agora ronda o interior do Estado, onde as condições de salubridade são extremamente precárias. Para o Ministério da Saúde, o Maranhão é considerado área de extremo risco de epidemia, conforme mapa disponível da Internet.

Parlamentares ligados ao setor de medicina advertem que se não forem desenvolvidas ações de combate à doença, o Maranhão ficará exposto ao mosquito e suas consequencias. O deputado Stênio Resende, médico praticante, externou sua preocupação com informações vinda da segunda maior cidade do Estado sobre o falecimento de uma pessoa vítima de dengue hemorrágica. "Isso é muito preocupante, pois Imperatriz é uma cidade cheia de problemas, que precisam de ações enérgicas para evitar que a população fique exposta ao Aedes Aegipt", adverte Resende.

As informações sobre o avanço da dengue no interior do Estado não param de chegar à Assembleia Legislativa. Semana passada, líderes políticos de Aldeias Altas procuraram o deputado Magno Bacelar (PV) para pedir ajuda. Vereadores e a ex-prefeita Fernanda relataram sobre a situação no município, onde cerca de 5 por cento da população já contraiu a doença.

Bacelar, que já foi prefeito do município, prometeu se empenhar junto à Secretaria de Saúde para que sejam desenvolvidas ações de combate ao mosquito em Aldeias Altas, a exemplo do que aconteceu em São Luís com a campanha emergencial. "Vamos ter contato com a governadora para que ela der total apoio a Aldeias Altas, porque a secretaria municipal não está tendo competência para resolver o problema da dengue", adianta.

Além da picada do mosquito, população de Aldeias Altas reclama contra a falta de abastecimento d'água, o que faz com que tenham que acumular água em recipientes às vezes propícios à proliferação do inseto. Magno denuncia que o município vive situação de calamidade. "Quando prefeito daquela cidade, construir uma caixa d'água de quase 150 mil litros, e hoje essa caixa d'água não está funcionando e a comunidade está enfrentando problema seríssimo por conta disso", reclama.

A intervenção de parlamentares em defesa de uma ação mais rigorosa das autoridades sanitárias no combate ao Aedes Aegipt no interior do Estado tem sido uma constante desde que o governo resolveu se unir à prefeitura de São Luís para desenvolverem ações conjuntas de combate à doença. Argumentam que as secretaria municipais de Saúde não dispõe de recursos técnicos ou financeiros para enfrentar uma questão tão complexa como a dengue.

Segundo mapa disponível pelo Ministério da Saúde no Google sobre as áreas de maior proliferação da doença no país, o Maranhão é incluído entre aqueles com maior risco de epidemia. Enquanto as autoridades sanitárias do Estado não conseguirem frear o avanço da Dengue, a participação popular na limpeza de suas áreas domésticas também serve para ajudar a eliminar criadouros e manter o mosquito afastado de suas residências.

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