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PolíciaHomem confessa morte de mulher e mostra onde corpo foi enterrado

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2 de outubro de 2011 às 11:09

CRIME ELUCIDADO

Homicídio aconteceu em São João do Paraíso e, segundo o acusado, foi em legítima defesa

POR WELLINGTON RABELLO

Foi elucidado na manhã de sexta-feira (30) o crime que teve como vítima Maria Suiane de Moraes Soares, de 32 anos, ocorrido no município de São João do Paraíso, no final do mês de agosto. Armando Rodrigues Neves, de 24 anos, confessou ter assassinado a mulher e que enterrou o corpo em uma cova rasa; na delegacia, ele disse que cometeu o homicídio em legítima defesa, porque Maria Suiane tentou enforcá-lo com um cadarço de tênis.

De acordo com o delegado Eduardo Galvão, da Delegacia de Estreito, na noite do dia 29 do mês de agosto Maria Suiane estava com o acusado e outro casal, em um bar que seria de propriedade da irmã dela, identificada como Maria das Dores, na cidade de São João do Paraíso. Que, em determinado momento, a vítima teria saído com Armando para receber o valor equivalente a quatro cervejas, cerca de R$ 12, devido por ele e nenhum dos dois foi mais visto.

Após se darem conta do desaparecimento, familiares da vítima comunicaram o caso à polícia de Porto Franco, que começou a investigar o caso, passando a suspeitar que Armando pudesse ter assassinado Maria Suiane. Diante do decorrer das investigações, a prisão temporária dele foi decretada e as equipes de captura das delegacias de Porto Franco e Estreito intensificaram as buscas pelo acusado, chegando inclusive a espalhar fotos dele em todas as cidades da região.

Na tarde da última quinta-feira (29), um mês após o desaparecimento da mulher, Armando se apresentou na Delegacia de Porto Franco, sendo enviado à presença do delegado Eduardo Galvão, para quem confessou o crime e disse que enterrou o corpo em uma cova rasa, num lugar que dá acesso à sua residência. Ele contou que usou um revólver calibre 32, de sua propriedade, para matar Maria Suiane, atirando duas vezes contra a vítima, nas costas e nuca; e ainda que levaria os policiais ao local onde ela havia sido ‘sepultada’.

Eduardo Galvão afirmou que comunicou o fato ao delegado regional de Imperatriz, Francisco de Assis Ramos, e ao superintendente de Polícia Civil do Interior, Jair de Lima Paiva Júnior, que determinaram a imediata localização e exumação do corpo.

Na manhã de sexta-feira (30), os delegados de Estreito, Eduardo Galvão e Antônio Luís Gomes Pereira, junto com o de Homicídios de Imperatriz, Josenildo José Ferreira, coordenaram uma equipe composta por investigadores, médico legista e perito criminal, que se deslocou até o local informado por Armando, também presente à operação. Segundo Galvão, no lugar indicado pelo acusado, na verdade uma vala feita pelas águas da chuva, foi encontrado o cadáver de Maria Suiane, já em adiantado estado de decomposição.

O corpo foi removido e levado para o Instituto Médico Legal (IML), de Imperatriz, para que fosse submetido à necropsia. Galvão disse que o acusado ainda apontou o local onde ele havia dispensado a arma usada no crime, um riacho próximo à cova onde a vítima estava, mas o revólver não foi encontrado.

Legítima defesa – Em depoimento prestado ao delegado Eduardo Galvão, Armando contou que estava no bar com Maria Suiane junto com outro casal, mas que no momento de pagar a conta ele não tinha o dinheiro para cobrir a sua parte no débito, cerca de R$ 12. E que, por isso, o acusado teria convidado a mulher para ir à casa de um amigo dele buscar a quantia, mas deixou seu celular carregando no bar.

Armando teria dito que seu amigo não estava em casa e que, como ele havia deixado seu celular no bar, a vítima poderia ficar despreocupada que o débito seria quitado. O acusado, então, disse que não era casado e convidou Maria Suiane para ir até sua residência, tendo a vítima aceitado. O acusado informou ao delegado que, durante todo esse tempo, o seu revólver estava em poder de Maria Suiane, pois ela teria guardado ainda no bar, uma vez que Armando disse que não gostava de ficar com a arma quando ingeria bebida alcoólica e não tinha conseguido escondê-la.

O delegado contou ainda que Armando informou que, ao chegar em uma cancela que dá acesso à sua casa, a mulher desceu da motocicleta na qual estavam, mas que após chegar do outro lado da porteira Maria Suiane teria tentado passar um cadarço em seu pescoço e derrubá-lo do veículo. Nesse instante, como o acusado disse em seu depoimento, ele tomou o revólver da vítima e atirou contra ela, acertando suas costas e a nuca.

No entanto, Eduardo Galvão afirmou que essa versão pode não ser verdadeira, havendo a possibilidade de o acusado ter tentado manter relações sexuais com Maria Suiane, mas ela não concordou e os dois travaram uma luta corporal que acabou no assassinato. Armando Rodrigues Neves permanece preso na Delegacia de Porto Franco à disposição da Justiça.

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