Véspera do feriado registra movimento fraco nas principais saídas de São LuísNúmero de passageiros foi considerado normal para um dia que antecede dois feriados na capital maranhense
POR VALQUÍRIA FERREIRA
ESPECIAL PARA O JP
O fluxo de pessoas que procurou sair da capital para o interior do estado foi considerado fraco ontem, dia que antecedeu o feriado de 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil, e o aniversário de São Luís, amanhã. Nos principais pontos de entrada e saída da cidade – ferryboat, Rodoviária e terminal de transporte alternativo, no São Cristóvão, a procura por compra de passagens foi considerada baixa. Mas, no final de semana, correspondendo entre a noite de sexta-feira, 3, e a tarde de domingo, 5, houve o registro de número grande de pessoas à procura por transporte para outras cidades.
No Terminal da Ponta da Espera poucas pessoas foram à procura do serviço do ferryboat na manhã de ontem para sair da capital. De acordo com o agente de viagem Edson Gomes, a travessia para a Baixada Maranhense foi considerada normal. O ferry que saiu por volta das 10h teve um número reduzido de passageiros, com no máximo de 40% de sua capacidade ocupada. A procura pelo serviço foi tão baixa que quem quisesse embarcar na viagem, podia comprar o bilhete sem nenhuma dificuldade.
No ponto de transporte alternativo, próximo ao retorno do São Cristóvão, poucos veículos saíram com destino a outros municípios do Maranhão. “Hoje (ontem) o movimento foi fraco, o dia bom de viagem foi no sábado, pois consegui arrecadar R$ 230, e hoje só consegui R$ 17. Mas, tenho a expectativa que melhore”, destacou Leonel Rodrigues, 20 anos, corretor de passagens.
O vendedor de CDs Lucas Henrique, 20 anos, disse que o movimento ontem foi considerado normal; porém, o sábado e o domingo registraram um movimento intenso no local.
Entre os destinos mais procurados foram os municípios de Rosário, Barreirinhas e São Mateus. O professor Leonardo Mendonça, 26 anos, vai aproveitar para passar o feriado com a família em Rosário. “Estou indo passar o feriado com minha mãe, e aproveitar para descansar”, disse.
No terminal rodoviário, quem pretendia viajar ontem não encontrou dificuldade em adquirir passagem para qualquer município do Maranhão. Nos guichês da Expresso Açailândia, Progresso, Guanabara, e outros, a procura para compra de bilhetes foi considerada normal, tanto que até teve agente de viagem, como o da Marsoltur, que tentava conseguir clientes oferecendo serviços no ‘grito’.
Movimento intenso no final de semana – No ferryboat, o grande fluxo de passageiros marcou o final de semana. “Da tarde de sexta-feira até domingo pela manhã muitas pessoas viajaram para a Baixada, inclusive algumas que não tinham reservas tiveram que aguardar por uma vaga”, explicou o agente de viagem Edson Gomes.

No terminal rodoviário, o agente de viagem da empresa Progresso Dudley Gonçalves, 23 anos, relatou que o movimento foi considerado normal na véspera do feriado, tanto que havia disponibilidade em qualquer viagem. No entanto, durante o final de semana, devido ao grande fluxo de pessoas, a empresa disponibilizou dois ônibus extras para atender à clientela.
Os principais locais procurados no terminal rodoviário foram os municípios de Bacabal, Santa Inês, Chapadinha e Peritoró. Maria de Lourdes Oliveira, 37 anos, juntamente com seus dois filhos, disse que ia aproveitar o feriado para rever parentes no município de Bacabal. “Faz uns dois anos que não visito minha família, e agora vou aproveitar o feriado prolongado para matar a saudade”, declarou Maria de Lurdes.
O vendedor da empresa Progresso Robson Penha, 35 anos, falou que a compra de passagens era considerada normal, mas no final de semana muitas pessoas estiveram no terminal rodoviário à procura de transporte para sair da capital, uma vez que ontem foi considerado ponto facultativo em órgãos da esfera municipal e estadual. “Devido ao grande número de pessoas, a empresa disponibilizou à clientela oito ônibus extras, mesmo assim ainda tinha gente que não conseguia embarcar no horário que pretendia”, destacou Robson Penha.