Alessandro Martins aceita delação premiada e culpa Volks pela fraudeOperação Euromar
Empresário denunciou a participação da alta cúpula da montadora no golpe
POR WELLINGTON RABELLO
Preso desde o dia 7 deste mês, o empresário Alessandro de Oliveira Martins aceitou a proposta de delação premiada oferecida pelo Ministério Público, confessou ter participado nos delitos envolvendo a sua concessionária e culpou a montadora Volkswagen pela fraude na compra e venda de veículos usando o nome de locadoras. Com o novo rumo do caso, existe a possibilidade de soltura iminente de Martins.
Os novos passos da Operação Euromar, deflagrada na semana passada, foram explicados no início da tarde de ontem durante coletiva na secretaria de Segurança Pública. Participaram da entrevista o secretário Aluísio Mendes, os promotores Lítia Cavalcanti e Augusto Cutrim, além dos delegados Lucas Neto e Augusto Barros.
Segundo o promotor Augusto Cutrim, de Defesa da Ordem Tributária, a conversa com Alessandro Martins aconteceu na quarta-feira, 14, e o empresário teria aceitado a proposta de livre e espontânea vontade. O promotor disse que o acordo foi sugerido porque o Ministério Público suspeitava que a fraude era bem maior do que parecia e que existiam membros da alta cúpula da Volkswagen envolvidos.
A promotora Lítia Cavalcanti, de Defesa do Consumidor, afirmou que, com a delação premiada, Alessandro Martins não se livra dos processos existentes contra ele, podendo apenas receber alguns benefícios, como redução da pena, caso seja condenado, e revogação de sua prisão. Ela contou que, em seu depoimento, o empresário afirmou que a proposta da fraude partiu da própria Volkswagen do Brasil, durante a crise financeira mundial, no ano de 2008.
Alessandro também teria dito que não foi o único a participar da fraude, que não aconteceu somente no Maranhão. Segundo ele, a Volks convocou todas as concessionárias dela para sugerir a compra de veículos com 30% de desconto em nome de locadoras, e que o golpe foi aplicado ainda nos estados de São Paulo, Amazonas, Mato Grosso e Brasília.
Durante o depoimento, o empresário também revelou nomes de mais dois executivos da montadora que teriam participado diretamente da fraude: o ex-vice presidente Flávio Padovan e o terceiro homem da hierarquia da Volkswagen, Marco Antonio Tondelli. Devido a isso, os promotores irão aditar a denúncia para incluir os executivos da montadora e irão informar ao Ministério Público dos outros estados para que tomem as providências. “Alessandro não decidiu aderir à delação por ser ‘bonzinho’, mas sim porque foi confrontado com provas que mostravam que ele não podia se eximir da culpa. Então, ele percebeu que poderia ter beneficiado se revelasse os outros nomes”, declarou Augusto Cutrim.
Quem também recebeu a proposta de delação premiada foi o diretor da Volks, Anderson Tadeu. Segundo Lítia Cavalcanti, ele até demonstrou disposição para aceitar, mas desistiu após a chegada dos advogados da montadora a São Luís. “Todos os acusados podem concordar com a delação, contudo que forneçam fatos e que ajudem a tirar as dúvidas que ainda existem sobre a organização”, ressaltou a promotora.
Rescisão do acordo – Durante a coletiva, os promotores informaram que o acordo firmado com Alessandro Martins pode ser rescindido, caso percebam que ele esteja manipulando ou destruindo provas, mentindo. Por outro lado, se cumprir o que foi acertado, o empresário pode ser beneficiado, caso seja condenado, com a redução de 1/3 a 2/3 da pena, além da possibilidade de responder o processo em liberdade, hipótese que será analisada pelos promotores, já tendo os advogados dele dado entrada no pedido de revogação da prisão. “No decorrer das investigações, caso o acusado perceba que está sendo ameaçado ele pode pedir sua inclusão no programa de proteção a testemunhas. Haja vista que pode ser solto e revelou os nomes de outros envolvidos”, afirmou o secretário Aluísio Mendes.

Ontem, a Volkswagen pagou o valor de R$ 2.487.105,46 milhões à secretaria estadual de Fazenda, como forma de reparar os impostos que deixaram de ser recolhidos pelo Estado por conta da fraude. A montadora também dispôs junto com a Euromar a regularizar os documentos dos veículos vendidos e que ainda estão irregulares, sem que haja alteração no emplacamento e sem danos ao consumidor. Os bens de Alessandro Martins continuarão apreendidos e poderá até ir a leilão, caso seja necessário para cobrir a lesão feita ao erário público.
Volkswagen – Por meio de nota enviada à redação do Jornal Pequeno, a Volkswagen do Brasil disse repudiar as acusações feitas por Alessandro Martins, reforçando que tem uma longa tradição de procedimentos legais com toda a sua rede de cerca de 600 concessionárias em todo o Brasil. E que “essa tradição, de 57 anos no país, é reforçada pelo respeito ao consumidor e à legislação vigente, atuando por meio de práticas comerciais pautadas pela ética nos negócios. Prova disso é que fez o pagamento de todos os tributos devidos pela Euromar aos órgãos competentes”. Foi dito ainda que “a empresa está comprometida em garantir o melhor atendimento para seus clientes no Maranhão e reforça que está totalmente empenhada na elucidação dos fatos ocorridos, prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades”.
16 de julho de 2010 as 20:14
esse cara é um mentiroso é tudo culpa dele
17 de julho de 2010 as 11:47
Como perguntar não ofende, será que outras concessionarias não praticaram também isso? afinal parece ser falho esse controle!!!
20 de julho de 2010 as 21:50
Esse cara deveria ser era o Governador do Estado!!!!
22 de julho de 2010 as 17:21
Cá entre nós, o Alessandro errou, mas o seu maior erro foi ter caído, porquê se fossem prender e processar os ladrões e corruptos do Brasil comece lá de cima, prendendo o presidente e seu filhinho prodígio e depois o restante, tem muita gente dando uma de bacana por ai e roubando 10 vezes mais que o Alessandro, se fosse um júri popular eu não condenaria o Alessandro.
Agora pergunto, você empresário que se mata em pagar impostos para uma corja de políticos safados que ficam rindo da sua cara e até umas ai dançando em pleno o plenário de Brasília, responda com sinceridade, você condenaria o Alessandro Martins?
20 de agosto de 2010 as 23:09
Sabemos que tudo isso vai terminar em pizza!rs vivemos no brasil onde cadeia é só para pobre! ele o alessandro logo logo vai ta desfilando com sua poderosa ferrari avaliada em um milhao de reais!!! justiça pobre essa nossa!