Lista de eleitos no Maranhão está sob risco de ser alterada pelo TSEO julgamento dos processos relacionados aos candidatos Márcia Marinho (PMDB) e Raimundo Louro (PR) poderá provocar alterações na lista de deputados eleitos no Maranhão. Ocorre que os dois candidatos tiveram o registro de suas candidaturas indeferido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) e agora, depois de terem sido votados nas eleições de 3 de outubro, estão com recursos pendentes no Tribunal Superior Eleitoral.
De acordo com fontes do TRE-MA, os votos dados a Márcia Marinho e a Raimundo Louro somente serão validados se o TSE deferi-los. Caso isso aconteça, será feito um recálculo do quoeficiente eleitoral, podendo haver mudanças nas bancadas eleitas para a Assembleia Legislativa.
Candidatos eleitos e não eleitos aguardam com expectativa a posição do TSE. Cassada pelo TRE por ter contas rejeitadas no TCU, a candidata Márcia Marinho obteve 23.643 mil votos. Se esses votos forem computados, a candidata pode ajudar a coligação de Roseana Sarney eleger mais um deputado – o atual primeiro suplente Magno Bacelar, o Nota 10 (PV).
Ocorre que a candidatura de Magno Bacelar, que conquistou 33.550 mil votos, também está sendo questionada no TSE por ter contas rejeitadas pelo TCE. Nota 10 já tem contra si um parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que recomenda a cassação do registro de sua candidatura.
Caso essa reviravolta se confirme, a oposição perderia um deputado. Nesse cenário, estariam sob risco os candidatos Rubens Júnior (PCdoB) e Carlinhos Amorim (PDT), os últimos da coligação das oposições.
O ex-prefeito de Pedreiras Raimundo Louro (PR) obteve 20.763 mil votos, mas foi cassado pelo TRE também com problemas de contas rejeitadas. No entanto, o TSE já julgou um caso parecido ao dele e deferiu o registro. Nesse cenário, Louro pode tomar a vaga do colega de coligação Alexandre Almeida (PTdoB), que foi eleito com 18.344 votos
No caso dos eleitos para a Câmara Federal, as atenções estão voltadas para o caso do deputado Cleber Verde (PRB). Ele teve sua candidatura impugnada com base na Lei da Ficha Limpa acusado de ter sido demitido do INSS a bem do serviço público. Teve seu nome aprovado pelo TRE-MA, mas o Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE. Como ele foi o terceiro mais votado com 126.896 votos, a coligação “O Maranhão Não Pode Parar” perderia uma vaga para a oposição.