» Busca Avançada

Acesso Rápido

Shopping #

Direito 2 - Notícias de Direito
Home » Edições » 2009 » Março » Edição 22,895 » Colunas

ColunasInforme JP

Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  
Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
1 de março de 2009

Incômodo vocabulário

Os responsáveis pelos bombardeios diários promovidos pelo sistema Mirante contra o governo deveriam recomendar à vassalagem a serviço da mídia sarneisista que nas críticas endereçadas ao governador eleito pelo povo evite fazer uso de termos ambíguos que possam de alguma forma confundir a opinião pública. Eu explico: são palavras designativas de antigos usos e costumes do clã e que, de tão conhecidas, mesmo lançadas contra o adversário, acabam produzindo o chamado “efeito bumerangue,” remetendo a fatos protagonizados pela família nas suas movimentações pelo movediço terreno da pilantragem, e que ficaram indelevelmente gravados no imaginário popular. Exemplo:

MACUMBA (termo referido recentemente por um blogueiro aloprado para atribuir a Jackson a autoria de um “despacho” que teria ocasionado a doença de um ministro do TSE). Ora, todo mundo sabe que Sarney por longo tempo adotou como “guia espiritual” o místico empresário do ramo de hotelaria, o folclórico Moacyr Neves. Um fato ilustrativo da relação de Sarney com o sobrenatural pode-se buscar no longínquo 11 de julho de 1973, quando o seu guru teria contribuído decisivamente para mudar a história do Maranhão, para azar dos maranhenses. Naquele fatídico dia, Moacyr Neves teria convencido o senador Sarney a desistir de embarcar no vôo 820 da Varig que o levaria a uma missão na França. A viagem seria interrompida a poucos quilômetros do Aeroporto de Orly em Paris. No desastre, que não registrou sobrevivente, perderam a vida o senador e líder do governo militar no Senado Federal, Felinto Muller, e o cantor Agostinho dos Santos. Sarney, beneficiado pela premonição do amigo, escapou fedendo. Depois da morte de Moacyr Neves, Sarney titularizou como seu guru o mega macumbeiro de Codó, Bita de Barão, a quem homenageou com o título de Comendador. O maior feito de Bita em favor de Sarney teria sido a certeira flechada desferida contra o presidente eleito, Tancredo Neves, de quem Sarney era vice, que “emburacou” sem sequer ter tido chance de assumir o cargo. Era a contribuição do novo guru para mudar a história do Brasil, para azar dos brasileiros. A senadora filha, mesmo não logrando êxito na penúltima macumba encomendada ao terreiro codoense, não perde a oportunidade de visitar o macumbeiro-mor, ocasiões em que costuma dançar e reverenciar seus orixás. Portanto, se o blogueiro maluco não sabia, macumba é especialidade dos seus patrões.

GAUTAMA – O termo deve causar arrepios no patrão maior, cujo nome aparece com espantosa freqüência nos diálogos grampeados pela Polícia Federal no curso da Operação Navalha, que o ligam ao escândalo do superfaturamento das obras de construção do Aeroporto de Macapá. Arrepios esses extensivos à filha Roseana, que além de ter assessores com contas bombadas pela empreiteira investigada, teve seu próprio nome anotado ao lado de altas cifras na agenda de propinas de Zuleido Veras. Não será nenhuma surpresa, portanto, se em breve uma bomba vier a explodir sob a principal cadeira do Congresso Nacional.

CRIME ELEITORAL – Quem neste mundo entende mais de crime eleitoral que a família Sarney? Para onde foram os milhões sacados à véspera das eleições de 2006 pelo irmão de Roseana? E o “adiantamento de receita” concedido por João Alberto, então no governo, para ser gasto pelos prefeitos aliados na difícil eleição de 1994 tomada de Cafeteira? Não haveria aqui espaço para relacionar nem um terço da metade dos crimes eleitorais praticados pelo grupo Sarney.

POLÍCIA FEDERAL – Pela recorrência desse órgão na vida do clã, taí um termo que deveria ser considerado palavrão e, portanto, banido das matérias que veiculam. Tanto pela invasão da Lunus, espécie de “zoológico particular” de Roseana onde se refugiavam 26.800 “oncinhas” egressas da fauna estadual, como pela quase prisão do presidente do sistema Mirante acusado de chefiar uma quadrilha criminosa e que graças a um providencial hábeas – corpus preventivo, não teve os pulsos adornados pelas reluzentes pulseiras da PF. Como se vê, não são poucos os vocábulos que, na impossibilidade de serem abolidos de vez dos textos miranteanos, deveriam, pelo menos, ser evitados. Afinal, não é de bom tom falar-se de corda em casa de enforcado, recomenda a sabedoria popular. (J. Canavieira)

A vida é assim
Voando com Lula para Florianópolis, o peemedebista Edison Lobão (Minas e Energia) queixou-se do desgaste sofrido ao tentar, sem sucesso, trocar a direção do fundo de pensão de Furnas.

O presidente consolou seu ministro: “Foi você que me alertou primeiro para esse problema...”.  

Contrariado com a “humilhação” sofrida por Lobão, o PMDB se ressente especialmente da atitude de Dilma Rousseff (Casa Civil), que teria cacifado a inflexão do governo no caso de Furnas. O partido planeja um evento de desagravo a seu ministro. (Painel da Folha de São Paulo)

Ataque a Porto I
Há algo estranho nos ataques sintomáticos dos veículos do grupo Sarney ao vice-governador, Pastor Luiz Carlos Porto.

Há quem diga que seja até ‘fogo-amigo’, em meio às disputas de bastidores que começam a ocorrer para as eleições 2010.

Ataque a Porto II
Outros acreditam que os ataques são uma estratégia do grupo Sarney em querer atingir de tabela o governador Jackson Lago, tanto no meio evangélico como na região Sul do Maranhão, setores de que Porto faz parte.

Depois do fracasso com João Alberto em 2006, há quem desconfie, até, que a oposição esteja trabalhando algum nome com pelo menos uma destas características; afinal, eles não fazem nada sem estar pensando na próxima eleição.

Prestação de contas
O prefeito Humberto Coutinho faz uma observação sobre o envolvimento do nome de Caxias na relação de 900 municípios brasileiros que devem ficar sem o repasse dos recursos da merenda escolar por inadimplência nas prestações de contas.

Observa Coutinho que, de fato, a Prefeitura de Caxias deixou de prestar contas no mandato da ex-prefeita Márcia Marinho (duas vezes) - ano de 2.004, e no mandato do ex-prefeito Hélio Queiroz, no ano de 1999.

“Na minha Gestão, as prestações de contas em todas as áreas, inclusive a merenda escolar, estão rigorosamente em dia e as crianças que retomam as aulas neste dia 03 de março encontrarão a merenda escolar em suas unidades escolares, com a mesma qualidade de sempre”, garantiu Humberto Coutinho.

MIUDINHAS

Em sete anos, aumentou oito vezes o número de processos que pesam contra autoridades com foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal - como deputados, senadores e ministros de Estado.

Levantamento divulgado pelo STF informa que as ações penais que tramitam na mais alta Corte de Justiça do país contra políticos saltaram de 13 em 2002 para 103 até fevereiro de 2009. Se a comparação for feita somente entre dados coletados em 2009 e referentes a julho de 2007, o volume dobra: foram 50 ações naquele ano.

Além dos processos - em que os políticos são réus e aguardam decisão do Supremo - há, ainda, 275 inquéritos contra políticos. Entre as acusações, há casos de desvio de dinheiro público, crimes de responsabilidade e contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes em licitações.

Apesar do aumento, até hoje ninguém foi condenado. Desde 2001, quando foi aprovada emenda constitucional segundo a qual o STF não precisa mais de autorização da Câmara ou do Senado para dar andamento a investigações contra parlamentares, a demanda aumentou. Mas, de lá para cá, 12 ações penais foram julgadas improcedentes e os réus foram absolvidos.

Links Patrocinados

ImprimirRecomendar

1 pessoa comentou no "Informe JP"

  1. 1
    cláudio

    "No desastre, que não registrou sobrevivente,"

    Como não! Sobreviveram 11, 10 tripulantes e um passageiro.

Deixe o seu comentário

Utilize se necessário <b><em><i><u><strong> em seu comentário.

Ao comentar, você está automaticamente concordando com os critérios de uso dos comentários deste site.

 Notifique-me dos próximos comentários por e-mail...


Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.

* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Portal Jornal Pequeno

Blogs #

Arquivos #

Shopping #

Processada em 1.578s