Egito pede ao Hamas um ano de cessar-fogo em Gaza INTERNACIONAL
O Egito continuou a pressionar o Hamas para aceitar sua proposta de cessar-fogo na faixa de Gaza ontem. O líder das negociações egípcio e chefe da Inteligência, Omar Suleiman, afirmou a representantes do Hamas no Cairo que o grupo deve se comprometer a um cessar-fogo de um ano.
Os membros do grupo afirmaram aos egípcios que eles têm interesse em aceitar a proposta, se as mudanças reivindicadas pelo Hamas na proposta forem aceitas. A informação é do diário “Haaretz”.
Hoje, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chega à região. Amanhã, ele deve conversar com autoridades israelenses. Ban passará por Jordânia, Israel, Cisjordânia, Turquia, Líbano, Síria e Kuait.
O chanceler da Espanha, Miguel Moratinos, se reuniu com sua homóloga israelense, Tzipi Livni, no domingo, quando disse a ela que a proposta egípcia prevê a renovação do cessar-fogo dentro de um ano. Segundo o chanceler, Suleiman e o ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, lhe disseram na segunda-feira que um cessar-fogo “é questão de alguns dias”.
Moratinos afirmou ainda que o presidente da Síria, Bashar Assad, mostrou vontade em ajudar o Egito nas conversas com o Hamas, e em usar sua influência sobre o líder político do grupo, Khaled Meshal, que vive em Damasco, para que o Hamas aceite a proposta do Cairo.
A proposta do Egito demanda um cessar-fogo imediato. A retirada das tropas israelenses e a abertura das fronteiras da faixa de Gaza, fechadas por Israel e Egito há 18 meses, seriam determinadas em negociações posteriores.
Mais conversas – Essas medidas também devem ser seguidas pela retomada das conversas entre o Hamas e o rival secular Fatah, em busca de uma reconciliação nacional palestina, de acordo com o “Haaretz”.
O negociador chefe de Israel irá ao Egito para conversas “decisivas” sobre o cessar-fogo com o Hamas. A decisão de enviar o funcionário do Ministério da Defesa Amos Gilad ao Egito na quinta-feira pode ser um sinal de progresso. Gilad tem adiado a viagem há dias.
Questionado se os objetivos de Israel haviam sido atingidos, o ministro da Defesa, Ehud Barak, disse: “A maioria deles, provavelmente não todos”. “Conseguimos muito ao atingir o Hamas e sua infraestrutura, seu governo e seu braço armado, mas ainda há muito trabalho pela frente”, afirmou ontem a uma comissão parlamentar o tenente-geral Gabi Ashkenazi, chefe do Estado-maior das Forças Armadas de Israel.
O militar afirmou que aeronaves israelenses realizaram mais de 2.300 ataques desde o início da operação.
(Folha Online)
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