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NacionalInvasão de privacidade

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11 de janeiro de 2009
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Dois telefonemas interceptados pela polícia paulista em 1º de fevereiro de 2008 mostram como uma quadrilha instalada nos departamentos de combate a fraudes da Vivo e da Amex invadiam a intimidade de suas vítimas.

1º telefonema

Flávio Moraes (funcionário da Vivo) - Preciso de um favor pessoal. Tenho um CPF, e preciso saber tudo dele. Sei que ele tem um cartão Amex.

Rosimeire Scrittore - O Amex eu consigo daqui a pouquinho. Tenho um amigo lá.

2º telefonema

Rosimeire Scrittore - Você tá na Amex?

Marcelo (gerente da Amex) - Tô.

Rosimeire - Jóia. Eu preciso de uma ajuda sua. Tem um número de cartão aqui...

Marcelo - Qual é o número?

Rosimeire - É o seguinte: (diz o número).

Marcelo - Hum... é um cartão Platinum.

Rosimeire - Eu queria saber que lugares ele anda freqüentando nos últimos dois dias.

Marcelo - Espera aí... Ele está nos Jardins, em São Paulo. Olha só, ele foi no Kabuki, um restaurante. Ah, também foi no America (lanchonete) da Alameda Santos, sabe onde é? Na Risotteria Alessandro Segato... Ah, e no Gero do Shopping Iguatemi. Pagou o almoço no Gero faz duas horas. Se bobear, ainda está no shopping.

Vidas devassadas

A polícia paulista e o Ministério Público do estado de São Paulo mapearam cinco tipos de golpe cometidos pelas quadrilhas que roubam e negociam informações:

1) Furto de dados de telefones

Funcionários da Vivo e da Telefônica vendiam o cadastro, a senha e o histórico de chamadas dos clientes dessas operadoras

2) Troca de informações financeiras

Empregados dos departamentos de combate a fraudes do Banco Real e da Amex violavam faturas e contas bancárias para repassar dados sigilosos

3) Mercado de declarações

Servidores da Receita Federal vendiam os dados de declarações de imposto de renda a detetives particulares

4) Fábrica de grampos

Policiais falsificavam autorizações judiciais de escutas telefônicas para gravar quem quisessem. O conteúdo das conversas era vendido ou usado para extorsão

5) Cartões fantasmas

De posse dos dados violados das vítimas, golpistas emitiam cartões de crédito adicionais em nome de fantasmas

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