Governo do Estado discute ações para o setor pesqueiroO governador Jackson Lago afirmou, durante a abertura da I Semana Nordestina de Engenharia de Pesca, realizada na tarde de ontem, que o Governo está estudando e articulando uma série de ações estratégicas, visando ao incremento do setor pesqueiro no Maranhão.
O evento, que acontece até sexta-feira (5), no Auditório do Curso de Arquitetura de Urbanismo, na Praia Grande, tem como objetivo fomentar a discussão e difusão de conhecimentos relativos aos grandes temas hoje levantados sobre a pesca, atividade considerada crucial para o desenvolvimento econômico do país. “Para nós, que estamos em processo de estruturação do setor, um evento como este vai contribuir significativamente com sugestões para que o Maranhão possa criar as condições para o desenvolvimento de um setor tão importante para a nossa economia”, enfatizou Jackson Lago.
Representante do Ministério da Pesca, no evento, o diretor de Ordenamento, Cadastro e Estatística de Aqüicultura e Pesca, Mauro Rufino, destacou o Maranhão como um Estado estratégico para o país, no que diz respeito ao desenvolvimento de políticas direcionadas ao segmento.
Ele anunciou que, a partir desta terça-feira (2), vai apresentar as políticas públicas que o Governo Federal está direcionando para o setor, nas quais serão envolvidas as instituições e lideranças de pescadores, como forma de descentralizar o processo de construção das ações e elaborar projetos concretos que atendam às demandas locais.
“Vamos oferecer sugestões de políticas públicas específicas para o Maranhão e alinhavar uma parceria com o Governo do Estado para o desenvolvimento de ações na área”, disse Mauro Rufino.
O representante do Ministério afirmou que o Maranhão possui 70 mil pescadores cadastrados no Ministério da Pesca, sendo assim o segundo Estado brasileiro em termos de número de pescadores, o que dá ao Maranhão uma enorme representatividade para a categoria e para o setor.
“Além disso, o Maranhão é detentor de uma riqueza fenomenal em diversidade de habitats, tanto de águas litorâneas como de rios e lagos, o que reforça ainda mais essa importância estratégica do Maranhão, inclusive, também, no aspecto da segurança alimentar”, disse o representante do Ministério da Pesca.
O Maranhão, que possui 640 quilômetros de costa, sendo o segundo maior litoral do Brasil, contribui ainda para alavancar a produção da Região Nordeste. “Só para se ter uma idéia, 65% da produção nacional é oriunda da pesca artesanal, e o Nordeste é responsável por quase 40% dessa produção” acrescentou Rufino.
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