Daniela Alves: Alemanha sentiu a parte física - Shenyang (China) - O Brasil tem um trunfo caso reencontre a Alemanha, adversária da estréia nas Olimpíadas, em uma possível final. No jogo de quarta-feira, a meio-campo Daniela Alves percebeu que o time do Velho Continente sentiu demais o desgaste na etapa complementar. Apesar de a partida ter começado no final da tarde, às 17:00 horas da China, o calor castigou as atletas no gramado. A temperatura estimada para o horário do jogo era de cerca de 30 graus. Desta forma, a atleta da seleção acha que a Alemanha demonstrou sua principal fragilidade para a disputa dos Jogos Olímpicos. "Podemos aproveitar o cansaço delas em um novo jogo", confirmou Daniela Alves.
Coréia do Norte bate Nigéria e assume topo do grupo do Brasil - Shenyang (China) - Em jogo em que dominou praticamente todas as ações, a Coréia do Norte só conseguiu balançar as redes uma vez, mas isso foi suficiente para bater a Nigéria, resultado que fez as orientais assumirem a liderança do grupo F dos Jogos Olímpicos de Pequim, o mesmo do Brasil. No duelo que completou a primeira rodada do futebol feminino na China, a seleção da Ásia desperdiçou várias chances de gol, entre elas um pênalti, conseguindo garantir os três pontos com o placar de 1 a 0. Embora não tenha conseguido um resultado mais elástico, a seleção norte-coreana comemora os primeiros três pontos no torneio olímpico. Com essa pontuação, a equipe garante a liderança provisória do grupo F do futebol feminino, enquanto Alemanha e Brasil, favoritas à classificação, dividem a vice-liderança com um tento ganho. Ainda sem pontuar, a Nigéria aparece na lanterna.
Bernardinho e Gustavo discutem em treino - PEQUIM (China) - O treino da seleção brasileira masculina de Vôlei ontem foi marcado por uma discussão entre o técnico Bernardinho e o central Gustavo Endres. O problema começou quando o técnico deu uma bronca em seu filho, o levantador reserva Bruno. O meio-de-rede então saiu em defesa do companheiro de equipe e iniciou um bate-boca com o comandante. Os outros atletas ficaram parados em quadra acompanhando tudo. Do outro lado da rede, Bernardinho falou a Gustavo que Bruno tinha que fazer o que ele mandava como técnico. No final do treino, os atletas se reuniram ao lado da quadra para uma reunião e foi possível ouvir Bernardinho dizer que "quem mandava ali era ele". Depois, o técnico foi embora sozinho, enquanto Bruno e Gustavo saíram juntos do ginásio de treinamento.
Hipismo estréia em Pequim - Durante milhares de anos o cavalo foi apenas um animal utilizado pelo homem para caçar. Mais tarde, quando o nômade se tornou sedentário, transformou o manso cavalo em um elemento útil para seu trabalho, convertendo-o em uma peça vital de uma nova era. Tudo indica que foi um escritor de Atenas, Jenofonte, nascido no ano 44 a.C., quem escreveu o primeiro ensaio sobre a arte eqüestre. No trabalho, Jenofonte fala não apenas sobre o cavalo, como também sobre o cavaleiro e a sinergia necessária entre ambos. Na época, a cavalaria era o mais importante corpo militar nos exércitos gregos e persas, inclusive entre as hordas bárbaras. A equitação começou como um esporte nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, disputados na Grécia. Depois, na Idade Média, na cavalaria espanhola, considerada como a melhor escola de equitação da época, os filhos dos aristocratas europeus eram submetidos a uma constante preparação eqüestre para depois competir nos torneios medievais. Importantes torneios eram disputados na França, Alemanha e Inglaterra, com códigos próprios para cada país, porém tendo sempre como objetivo a preparação para a guerra. O Hipismo brasileiro tem estréia confirmada para hoje em Pequim.
Proximidade de Ronaldinho faz chinês relevar seleção sem brilho - Pouco interessou o nível técnico inconstante da seleção brasileira, as raras chances de gols e o exagero de jogadas ríspidas na partida contra a Bélgica nesta quinta-feira. Em Shenyang, a proximidade de Ronaldinho Gaúcho foi o bastante para compensar os detalhes mais monótonos do espetáculo e para assegurar o estado de êxtase do público de 39.661, composto basicamente pelos locais chineses. As cenas que envolvem Ronaldinho na China nos últimos dias possivelmente conferem ao camisa 10 da seleção o status de esportista mais popular das Olimpíadas, a despeito da distância geográfica entre o local de sua atuação e Pequim, núcleo dos Jogos, em reputação mais destacada do que o de nomes como o nadador Michael Phelps, o tenista Roger Federer ou a russa Yelena Isinbayeva, do salto com vara. Pelo menos no início do evento. O brasileiro é tratado no país das Olimpíadas quase como um ser de outro planeta, com uma reverência espantosa. O jogo contra a Bélgica nesta quinta ofereceu uma série de exemplos da devoção ao craque, idolatrado na Ásia principalmente pelo repertório de jogadas plásticas que acumulou na Europa nos últimos anos.