(drpeta@box.elo.com.br)
Caro Dr. Pêta;
Prezados jornalistas do mais lido, mais probo e o mais imparcial dos jornais da minha terra, o Maranhão. Leio todos os dias o JP para me inteirar das notícias de São Luís, do Maranhão e do Brasil. Nas lembranças que ainda guardo da minha juventude, quando cheguei a São Luís, nos idos de 1954, egresso de Capoeira Grande-Turiaçu, para prestar Exame de Admissão, uma espécie de “vestibular” para o Ginásio no colégio Ateneu Teixeira Mendes, de propriedade do professor Solano Rodrigues, tinha o JP como um dos meus passatempos prediletos.
Pela manhã, creio, saía a 1ª edição do JP, juntamente com o Imparcial, Pacotilha, O Globo, Diário Popular e outros. À noite saía “edição extra” do mesmo JP, com as notícias quentes captadas não sei por qual meio de comunicação. Só sei que às 20h passava nas ruas de São Luís o jornaleiro anunciando aos quatro ventos (ou aos quatro cantos da cidade) a edição extra desse pequeno grande Jornal Pequeno.
As notícias mais importantes, para mim, no alvorecer da minha juventude, não eram sobre política, sobre acidentes, sobre obras, mas as colunas “o espírito de porco”, “língua de trapo”, e a mais esperada de todas as notícias, vamos assim chamar, a coluna “os vinte que são os dez mais chatos de S.Luís”, que era o terror, o horror e o pavor dos chatos ludovicenses. Não precisa dizer que algumas dessas figuras chatas, freqüentadoras assíduas da Praça João Lisboa, passavam dias sem “assinar o ponto” face às gozações que lhes eram impostas.
O JP era e é tão lido e famoso, que ainda serve de referência tal como: “tu já leste o Jornal Pequeno de hoje”? ou, “sabes o que saiu hoje no JP”? e assim continua sendo o JP. Hoje, graças à internet, as coisas mudaram muito, e as notícias são obtidas on-line, e eu me delicio diariamente, aqui, em Brasília, com o Colunaço do Dr. Pêta. A leitura é gostosa e de fácil assimilação, o que faz com que a gente se sinta como se estivesse assistindo ao vivo e a cores, tudo que é notícia de trambique, falcatrua, cano em bares, boates e botecos, caras-metades dando vexames, gente ‘graúda’ bêbada e em situações das mais bizarras, e claro, notícias de interesse maior da população.
Abraços a todos e muita farinha d’água com juçara, peixe assado e camarão seco.
(Getúlio Ubyrajara Leite – Brasília DF)
Nota do editor – As cartas e e-mails endereçados ao JP e ao Dr. Pêta devem conter nome, endereço e o telefone dos respectivos autores.