Em carta encaminhada ao Jornal Pequeno, o ex-deputado Jorge Pavão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, contestou ontem denúncia feita pelos ex-prefeitos Touro Weba e João Jorge Lobato. Eles acusaram Jorge Pavão de envolver-se em um “ato de baderna”, após uma carreata realizada em favor da candidatura da atual prefeita de Santa Helena, Helena Pavão (PTB), candidata à reeleição.
Pavão esclarece que, por mais de 20 anos, exerceu cargos públicos, sendo vice-prefeito, prefeito, deputado estadual, secretário de estado e secretário municipal, nada constando que desabone a sua conduta de homem público. O conselheiro do TCE diz ainda que é um homem de vocação pacífica, “sem antecedentes criminais ou cíveis contra a vida ou o patrimônio de quem quer que seja, jamais tendo respondido, sequer, a inquérito policial”. Eis abaixo, na íntegra, da resposta encaminhada ao JP pelo conselheiro Jorge Pavão:
“Encontrando-me em gozo de férias regulamentares de minhas funções de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, estive, no último final de semana, na cidade de Santa Helena para visitar os meus familiares, inclusive a prefeita e candidata à reeleição, Helena Pavão, minha esposa. Na tarde de domingo, desloquei-me para o porto da cidade, na Praça José Sarney, para aguardar a chegada da prefeita que retornava do interior do município, onde visitara alguns povoados na zona rural. Naquele momento, constatei, também, a presença de vários simpatizantes de sua candidatura com o mesmo propósito.
Acontece que, concomitantemente, elementos ligados ao candidato da chamada Caravana 23, para ali deslocaram-se com a intenção de barrar a passagem do grupo da prefeita, colocando vários veículos atravessados na via publica, provocando tumulto, sendo prontamente rechaçados, sem que houvesse, contudo, qualquer ato de violência.
Convém ainda esclarecer à sociedade maranhense e ao povo helenense que, por mais de 20 anos exerci cargos públicos, sendo vice-prefeito, prefeito, deputado estadual, secretário de estado e secretário municipal, nada constando que desabone a minha conduta de homem público de vocação pacífica, sem antecedentes criminais ou cíveis contra a vida ou o patrimônio de quem quer que seja, jamais tendo respondido, sequer, a inquérito policial. Espero, nos termos da presente resposta a meus agressores, dar ao povo maranhense a verdadeira versão sobre os fatos ocorridos, com os quais não tive qualquer participação”, finalizou.