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AML vive noite de gala no lançamento de Ouvidores-Gerais e Juízes de Fora

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Data de Publicação: 24 de agosto de 2008
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A Academia Maranhense de Letras viveu noite de gala na sexta-feira, 22, no lançamento de “Ouvidores-Gerais e Juízes de Fora: O Primeiro Livro Negro da Justiça Colonial do Maranhão, 1612-1812”, novo livro do desembargador Milson Coutinho.

A solenidade reuniu desembargadores, juízes, literatos e convidados e coincidiu com tripla comemoração: os 195 anos do Tribunal de Justiça do Maranhão, o bicentenário da Casa da Suplicação do Brasil e o centenário da Academia.

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Raimundo Freire Cutrim, que cumpre agenda de trabalho em Natal e em Brasília, foi representado pelo vice, desembargador Benedito Belo. Autor do prefácio da obra, Cutrim exalta no texto as qualidades literárias do escritor e amigo, que foi saudado na academia pelo presidente Lino Moreira.  

Foto:RIBAMAR PINHEIRO
Entre os desembargadores Benedito Belo e Cleonice Freire, o presidente da AML, Lino Moreira, saúda Milson Coutinho

Em “Ouvidores-Gerais e Juízes de Fora – a 25ª obra da sua lavra – Milton Coutinho reconta a história do Judiciário maranhense e brasileiro, dessa vez desde a fundação de São Luís, em 1612, até o início do Século XIX. Nessa época, a Justiça tinha como referência maior o Código Filipino – conjunto de leis criadas pelo rei Felipe III, de Portugal –, de perfil sanguinário e cultivada em preconceitos.

O magistrado tem três livros publicados sobre a memória do Judiciário do Estado, contudo não havia produzido registros do período anterior a 1812 – marco inicial da trilogia. “Faltava documentar o que ocorrera na história do Judiciário entre 1612 e 1812”, explica.

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