A Academia Maranhense de Letras viveu noite de gala na sexta-feira, 22, no lançamento de “Ouvidores-Gerais e Juízes de Fora: O Primeiro Livro Negro da Justiça Colonial do Maranhão, 1612-1812”, novo livro do desembargador Milson Coutinho.
A solenidade reuniu desembargadores, juízes, literatos e convidados e coincidiu com tripla comemoração: os 195 anos do Tribunal de Justiça do Maranhão, o bicentenário da Casa da Suplicação do Brasil e o centenário da Academia.
O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Raimundo Freire Cutrim, que cumpre agenda de trabalho em Natal e em Brasília, foi representado pelo vice, desembargador Benedito Belo. Autor do prefácio da obra, Cutrim exalta no texto as qualidades literárias do escritor e amigo, que foi saudado na academia pelo presidente Lino Moreira.

Em “Ouvidores-Gerais e Juízes de Fora – a 25ª obra da sua lavra – Milton Coutinho reconta a história do Judiciário maranhense e brasileiro, dessa vez desde a fundação de São Luís, em 1612, até o início do Século XIX. Nessa época, a Justiça tinha como referência maior o Código Filipino – conjunto de leis criadas pelo rei Felipe III, de Portugal –, de perfil sanguinário e cultivada em preconceitos.
O magistrado tem três livros publicados sobre a memória do Judiciário do Estado, contudo não havia produzido registros do período anterior a 1812 – marco inicial da trilogia. “Faltava documentar o que ocorrera na história do Judiciário entre 1612 e 1812”, explica.