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EditorialEsperança eletrônica

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19 de agosto de 2008
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As eleições tomam o caminho que tinham que tomar, com os dois candidatos que melhor representam a Frente de Libertação na dianteira e João Castelo, dependendo da origem da pesquisa, com quase o dobro das intenções de votos de todos os seus concorrentes juntos.

Apesar disso, os números da pesquisa Ibope/O Estado não podem ser totalmente críveis. O histórico de manipulações em toda e qualquer pesquisa eleitoral em que se envolva o Sistema de Mirante de Comunicação nos permite fazer tal afirmação. Não se sabe ainda o que eles vão dizer nas próximas pesquisas.

Foi assim quando garantiram a vitória de Roseana Sarney no primeiro turno nas eleições de 2006 e perderam no segundo para o hoje governador Jackson Lago. E assim foi em diversas outras oportunidades. Os números da pesquisa Ibope, no entanto, garantem para o ex-governador João Castelo uma vantagem de 18 pontos percentuais sobre a soma dos demais candidatos.

A pesquisa O Imparcial/Exata, que alcançou um universo maior de eleitores, configura uma vitória do ex-governador ainda no primeiro turno. Se estiver correta, é bem provável que a Mirante tenha escondido essa possibilidade, já que não tinham como ocultar a preferência incontestável da população pelo candidato do PSDB.

A par disso, o principal candidato do esquema Sarney, Raimundo Cutrim entra em queda livre. Chegou a 15%, desceu para 9% e hoje estaciona em 4%. O outro candidato do grupo, Gastão Vieira, já conhecido como Candidato Ghost (não aparece nem para fazer campanha), humilha-se em 1% não por inatividade política, mas pela ligação umbilical com um esquema político de que os sanluizenses querem se ver livres para sempre.

Repete-se a cena: o viés fascista, totalitário e corrupto do sarneisismo, mais uma vez não resiste ao amor que pela liberdade nutre o povo de São Luís. O destino dessas candidaturas é o marasmo e o desânimo. Cléber Verde, que é um nome novo na política maranhense, mesmo sendo um candidato sem filiação a grupos, tem mais votos que todos os nomes indicados pelo atarantado grupo Sarney. Uma vergonha e conseqüência dos desmandos que durante tanto tempo o Maranhão viveu.

A esperança dessas candidaturas são apenas duas: a impugnação do registro da candidatura do ex-governador João Castelo e o palanque eletrônico. A primeira, manifestos o Ministério Público e o juízo de primeira instância, parece improvável, se não impossível. A segunda, costuma-se dizer, é uma faca de dois gumes e se pode servir para que esses candidatos subam alguns pontos, pode servir também para que João Castelo liquide a fatura ainda no primeiro turno.

É de se esperar que a lógica desses números não sirva para baixar o nível da campanha ao dos panfletos apócrifos que já circularam em São Luís. Resta aos demais candidatos alguma esperança. Eletrônica, o que por si só já é um paradoxo, mas que não deixa de ser esperança.

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