Localizada em um ponto central de São Luís, a praça da Alegria sofre com o descaso das autoridades e com o desrespeito de alguns de seus freqüentadores. Conhecida por ser um dos principais pontos de venda de flores e arranjos ornamentais da cidade, a praça não possui iluminação pública adequada, o calçamento é acidentado, a coleta de lixo é irregular, além de outros problemas apontados como sérios pelas pessoas que passam diariamente por lá.
Os mal-vindos – De acordo com moradores do entorno da praça, um dos grandes problemas do local são dois tipos de pessoas: casais de namorados e usuários de drogas. “Quando chega a noite tem gente que mantém relação sexual nos bancos da praça. Isso é um desrespeito com as outras pessoas que vêm para o lugar”, disse Lucélia Trindade, moradora da área há mais de 20 anos.
Para George da Silva, a falta de fiscalização da Prefeitura e da Polícia facilita isso. George é ex-morador da área e costuma visitar amigos no local. Contudo, o consumo de drogas na área e a falta de segurança tornam os passeios menos interessantes a cada dia. “É chato você estar passeando pela praça, dobrar em um canto e se deparar com alguém consumindo droga. Isso tira a vontade de freqüentar o lugar”.
Abandono – Os ambulantes da área também reclamam da falta de habilidade do poder público em resolver os problemas do lugar. Casos como o do floricultor Carlos de Almeida, que trabalha há dez anos na praça. “Tem gente que trabalha aqui desde muito tempo e já possui uma relação com a área. O problema é que, quase todo mês, aparece uma banca nova o que vai fazendo o lugar ir perdendo sua beleza. Se a Prefeitura já tivesse feito algo para organizar a situação, com certeza o ambiente seria melhor”, explicou.

Para a estudante secundarista Juliana Osório Assunção, o lugar poderia ser muito mais freqüentado caso o calçamento fosse mais bem cuidado. “As plantas comercializadas deixam a praça muito bonita. Tem dia que venho com as amigas só para olhar alguns tipos de flores, e isso principalmente em Dia das Mães e Namorados. Mas, quando você está admirando as plantas, corre o risco de tropeçar em algum dos buracos do lugar”.
Carlos Almeida afirmou que as reformas promovidas pela Prefeitura foram poucas. “Nos últimos tempos eles instalaram lixeiras e pintaram o meio-fio com cal. Isso é muito pouco”.
A coleta de lixo no local também é precária. Ao redor da praça os montes de lixo se amontoam, enquanto as lixeiras instaladas pela Prefeitura transbordam. “A coleta de lixo aqui é muito irregular. Tem época que a praça fica cercada por grandes sacos pretos de lixo”, disse George da Silva.
O índice de assaltos na área também prejudica o lugar. Para o comerciário Francisco Orlando Chaves, existem pessoas que não vão ao lugar por medo de assaltos. Para ele, no início da noite o clima fica perigoso. “No início da noite a situação aqui é de salve-se quem puder”.
Outro lado – De acordo com a Coordenação de Projetos Paisagísticos Urbanos do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), existe um projeto de restauração da praça da Alegria, mas ainda não há data definida para o início das obras. A coordenação informou ainda que o projeto está na etapa inicial, que consiste em conseguir recursos, visto que a área a ser beneficiada é muito extensa. O Impur é responsável pelo serviço de poda das árvores, que é feita regularmente.
Já segundo a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), a coleta de lixo é feita regulamente à noite, e duas vezes ao dia quando aumenta o fluxo. Agora a iluminação pública do local é realizada de forma regular e está prevista uma ampliação através de recursos do Programa Reluz, com investimento de R$ 300 mil reais, que ainda se encontra em fase de negociação. As obras terão início dentro de 90 dias. O Programa Reluz prevê a melhoria da qualidade de 40 mil pontos de iluminação na capital.
Quanto aos comerciantes do local, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação informou que 39 foram identificados pela Prefeitura, sendo quatro vendedores de plantas e um de sandálias, o restante vende alimentos. A prefeitura estuda um lugar para remanejar os comerciantes.
(Da Redação)