O Maranhão trabalha com a expectativa de investimentos de mais de R$ 41 bilhões de reais para 2008 só de empreendimentos previstos. Este ano, já estão em fase de implantação a Diferencial MPX Energia (R$ 1 bilhão), a Comanche Clean Energy (R$ 500 milhões) e a Suzano (R$ 3 bilhões), totalizando R$ 4,5 bilhões, o que já supera o volume alcançado, no ano passado, que foi de pouco mais de R$ 3 bilhões.
Só o investimento da refinaria de petróleo no Maranhão, que deve ser confirmado até o mês de novembro, corresponde a R$ 32 bilhões, o que representa o maior projeto privado brasileiro implantado nas últimas décadas. “O impacto será transformador e revolucionário na economia maranhense”, frisou o secretário de Indústria e Comércio do Estado, Júlio Noronha.

Segundo Noronha, as potencialidades do estado e o estímulo a uma maior abertura de negócios, iniciados a partir do governo Jackson Lago, são responsáveis pela atração desses investidores. A previsão é de que toda essa demanda gere 200 mil empregos nos próximos anos na construção e operação dos empreendimentos anunciados.
“A demanda de investimentos tem sido, extremamente, forte em relação ao ano passado. Há um círculo vicioso muito positivo nessa cadeia de empreendimentos. Quanto mais investidores, maior o número de interessados em abrir negócio no estado. Isso vem como efeito em cadeia, gerando uma série de outros investimentos em função dos que já foram anunciados”, analisou Júlio Noronha.
Júlio Noronha disse que essa demanda de investimentos é fruto de um trabalho integrado com setores do governo como a Indústria e Comércio, o Meio Ambiente, o Planejamento, a Juventude e a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). Segundo ele, o esforço do Maranhão, a identificação de oportunidades naturais, as rodovias, as ferrovias, as terras agriculturáveis, a climatização e os bons índices de chuva fazem com que os empreendimentos cheguem ao estado nessa velocidade.
Na avaliação de Júlio Noronha, o que se tem observado é que o Nordeste se desenvolve mais do que o Brasil e o Maranhão cresce mais que o Nordeste e vem elevando o Produto Interno Bruto (PIB). “Precisamos, nesse momento de desenvolvimento, buscar, cada vez mais, uma qualificação técnica da mão-de-obra que esteja pronta para esse novo mercado de trabalho. Outro passo é conscientizar nosso empresariado a se tornar fornecedor desse espaço positivo, que já vem se concretizando na economia do estado”, enfatizou.
Demanda de investimentos – Em 2007, o Maranhão atraiu uma série de investimentos, que geram empregos diretos e indiretos. São empreendimentos nas áreas de bebidas, biodiesel e óleos especiais, fabricação de colchões, rodas de alumínio, fármacos, fertilizantes, geração de energia e vapor, alimentos, massas e biscoitos, movelaria, sucos, água mineral e refrigerantes, sementes, carnes e embutidos, máquinas e usinagem em geral, bloco estrutural, acearia, biomassa, açúcar e álcool, couro, laticínios e fruticultura.