São Paulo - O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentou em 44 mil na semana encerrada no último dia 26, chegando 448 mil solicitações iniciais do benefício. O total é o mais alto desde a semana encerrada em 19 de abril de 2003, quando chegou a 450 mil. Os dados foram divulgados hoje pelo Departamento do Trabalho.
Na semana imediatamente anterior, o total havia sido de 404 mil pedidos (dado revisado). A média quadrissemanal (que atenua as volatilidades das leituras semanais) ficou em 393 mil pedidos, 11 mil a mais que a média imediatamente anterior, 382 mil.
O aumento nos pedidos na semana passada superou em muito as expectativas dos analistas, que previam um aumento de apenas 8.000 pedidos. O avanço de 44 mil pedidos também foi o maior para uma semana desde o período encerrado em 10 de setembro de 2005, quando a alta naquela semana foi de 94 mil pedidos. Hoje, o departamento deve divulgar os números do mercado de trabalho - número de postos criados e taxa de desemprego- referentes a julho.
Custos do trabalho - Os custos por unidade de trabalho tiveram um aumento de 0,7% no segundo trimestre, mesmo registrado no primeiro trimestre. Os dados foram divulgados hoje pelo Departamento do Trabalho dos EUA.
Os benefícios, que incluem os custos com seguro-saúde e pensões, tiveram alta de 0,6%. Já os salários tiveram correção de 0,7%. O aumento no indicador geral ficou em linha com o esperado pelos analistas. O indicador é baseado nos custos por posto de trabalho na iniciativa privada fora do setor agrícola e nos empregos nos governo estaduais e municipais.
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) acompanha com atenção os aumentos dos custos do trabalho, uma vez que respondem por parte significativa dos custos dos produtos e serviços à disposição no mercado.
No primeiro trimestre, a produtividade do trabalhador americano cresceu 2,6% (dado anualizado). O mercado também monitora com atenção os indicadores de produtividade e custos, pelo impacto direto sobre a inflação: uma produtividade mais baixa, por exemplo, significa que a economia pode ter problemas para crescer rapidamente sem inflação, o que influencia os níveis de vida e, teoricamente, impede que os trabalhadores recebam aumentos em suas remunerações.