O ex-banqueiro Salvatore Cacciola, solicitado pela Justiça brasileira por fraude financeira e desvio de dinheiro público, recorreu ao comitê da ONU (Organização das Nações Unidas) contra a tortura para impedir sua extradição de Mônaco, já autorizada pelo príncipe Albert 2º.
No dia 4, o príncipe de Mônaco autorizou a entrega de Cacciola ao Brasil, onde foi processado e condenado à revelia a 13 anos de prisão por fraude financeira e desvio de dinheiro público.
Acusado de ter causado, em 1999, perdas equivalentes a US$ 1,2 bilhão, Cacciola estava foragido desde 2000, quando deixou o Brasil e se refugiou em Milão (Itália), onde nasceu em 1944. Ele foi detido em 15 de setembro de 2007 em um hotel em Mônaco e está preso desde então.
Cacciola era dono dos bancos Marka e Fonte Cindam, que em 1999 receberam empréstimos irregulares de R$ 1,6 bilhão do Banco Central.