Modelos apresentam índice de gordura acima do recomendado e falta de alimentos básicos
Além de um rosto bonito, modelo que é modelo tem de ter ossos salientes, braços e pernas finos e quadris estreitos. Aos 13, 14 anos, as meninas candidatas à passarela descobrem que sem fechar a boca é difícil atingir as medidas exigidas pelas agências. Começa, então, a busca pela magreza. Uma pesquisa sobre o perfil nutricional de modelos brasileiras mostra que, embora 73% delas estejam no peso ideal do ponto de vista da saúde, 30% fazem dieta para emagrecer. E da pior maneira possível. No levantamento, médicos e nutricionistas do Instituto de Metabolismo e Nutrição e do Hospital do Coração, de São Paulo, pesaram, mediram e avaliaram o gasto e o consumo calórico de 26 moças, de 14 a 24 anos. A grande maioria sofre de sérias deficiências nutricionais e, o que é paradoxal, metade apresenta uma quantidade de gordura corporal acima do recomendado. Culpa, sobretudo, dos regimes malucos para perder peso rapidamente – como jejuar em um dia e extrapolar de chocolate no outro. “Para essas meninas, é mais fácil passar fome do que mudar hábitos de vida”, diz o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, coordenador do estudo. Trata-se, sem dúvida, de um comportamento de risco. A falta de critérios à mesa pode ser um passaporte para a obesidade no futuro (não tão distante quanto elas imaginam) ou para o surgimento de distúrbios alimentares como anorexia e bulimia.
‘Maconha produzida pelo corpo’ faz bem à pele
Um grupo de cientistas da Hungria, da Alemanha e da Grã-Bretanha afirma ter descoberto que os endocanabinóides - compostos químicos semelhantes aos tetraidrocanabinóis (THC), ingrediente ativo da maconha - produzidos pelo corpo fazem bem para a pele. A equipe tratou várias células retiradas das glândulas sebáceas do corpo, responsáveis pela produção de óleo na pele, com concentrações diferentes de endocanabinóides. Os pesquisadores mediram então a produção de lipídios - células gordurosas- além de analisar a sobrevivência e morte da célula e as mudanças nas expressões genéticas sofridas nas diferentes células. Depois das análises, os cientistas compararam as células tratadas com outras que não receberam os endocanabinóides. Segundo os resultados preliminares, publicados na edição online da revista científica da Faseb - Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental, os endocanabinóides ajudam a regular tanto a produção de lipídios quanto a morte das células.