Um exame de DNA será feito para esclarecer se o corpo encontrado na tarde de quinta-feira (3) no litoral de Maricá (RJ) é do padre Adelir de Carli, desaparecido há dois meses após tentar voar de Paranaguá (PR) a Ponta Grossa alçado por mil balões de festa.
A metade do corpo (do quadril para baixo) foi resgatada por um rebocador a serviço da Petrobras a 100 km da costa. O corpo estava com uma calça com um tecido azulado e com vestígio de um material brilhante – que pode ser alumínio, como usava o padre –, de acordo com o vice-diretor do IML (Instituto Médico Legal) de Macaé, Paulo Alves.
A 123ª DP (Macaé), onde o caso foi registrado, investiga também se o corpo é do piloto de helicóptero da Petrobras Paulo Roberto Veloso Calmon, desaparecido desde fevereiro após um acidente em que estava a serviço da empresa.
“A única evidência de que o corpo é do padre é esse material brilhante, que pode ser alumínio ou não”, disse Alves. O delegado Daniel José Bandeira de Mello Gomes afirmou que pedirá o material genético das duas famílias –de Carli e Calmon – para identificar de quem é o corpo encontrado. O resultado do exame para comparar os materiais genéticos deve demorar de 15 a 20 dias.
“Estamos com uma expectativa grande de que seja o meu irmão. Afinal poderemos dar a ele um funeral e colocar um fim a esse ponto de interrogação. Queremos que essa agonia da família e dos amigos acabe”, disse Marcos de Carli, 29. Em caso de identificação positiva, a família do padre quer fazer o funeral em Ampére (510 km de Curitiba), cidade natal dele.
Carli tinha como objetivo bater o recorde de balonismo caseiro. Pretendia ficar 20 horas no ar. O padre insistiu em voar, mesmo com o tempo ruim no dia da decolagem, em 20 de abril. Os ventos e o mau tempo acabaram desviando Carli à costa catarinense. O Corpo de Bombeiros encerrou as buscas a Carli em 11 de maio.
(Folha Online)