O número de doações de órgãos na capital aumentou 70% em relação ao ano passado. Segundo Silvana Oliveira, coordenadora da Central de Transplantes do Hospital Universitário de São Luís, já houve até o final de junho de 2008 35 transplantes de córnea e 21 de rins. Em 2007, foram apenas 60 doações de córnea e 34 de rins o ano inteiro. “Como se pode observar, ainda estamos no final do primeiro semestre e já conseguimos mais da metade dos transplantes de rins realizados durante todo o ano passado. Isso é uma vitória. Acredito que a população está mais informada e por isso tem nos procurado com maior freqüência”, disse Silvana Oliveira. “Outro fator que pode ter contribuído para este aumento é o funcionamento da Central de Transplantes por 24 horas. Antes, só abria em horário comercial”, completou.

O Brasil possui hoje 25 Centrais de Transplantes de Órgãos. A Central do Hospital Universitário tem oito anos de existência e é a pioneira no Estado. Mas apesar do pioneirismo, ela ainda está em 20º lugar no ranking de transplantados do país. São Paulo está com a primeira colocação, seguido pelo estado de Santa Catarina.
Transplantes – De acordo com Silvana Oliveira, São Luís só realiza transplantes de rins e córnea. Os transplantes de coração já foram autorizados pelo Ministério da Saúde, mas ainda não foram colocados em prática na capital. Os de fígado estão em processo de autorização, e devem ser liberados pelo Ministério da Saúde até dezembro de 2008. Já os transplantes de medula óssea não são realizados em São Luís, havendo apenas a captação de doadores.
“Nós fazemos o cadastro de quem quer ser doador, colhemos o sangue e enviamos para o Registro Nacional Voluntário de Doadores de Medula Óssea, que fica no Instituto Nacional do Câncer do Rio de Janeiro. Inclusive, fazemos a captação também dos possíveis doadores de Imperatriz. Hoje, existem em nossa lista 2113 pessoas dispostas a ser doador. Agora, realizar os transplantes... Isso não fazemos”, explicou a coordenadora.
Segundo Silvana Oliveira, não é mais preciso autorização assinada para que haja o transplante de órgãos. Basta que a família do doador permita. “É comum as pessoas manifestarem às famílias, o desejo de ser doador em caso de morte. Então, cabe a elas autorizar. Caso contrário, infelizmente, não há transplante, e deixamos de ajudar alguém que precisa muito desse órgão”, comentou.
Geralmente, podem ser doadores de medula, pessoas com idade de 18 a 55 anos; de córnea, dos 2 aos 99 anos; dos rins, de 6 aos 65 anos; e de coração, até os 65 anos, dependendo do resultado dos exames. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone da Central de Transplantes: (98) 2109-1212.
(Da Redação)