Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição22,660
Edição 22,660

A crise de identidade do reggae maranhense (Parte II)
Os seminários eleitorais
Um desserviço para a história, um prejuízo para o Maranhão (Parte II)
AS CONTRADIÇÕES DO 'CORONEL' SARNEY
CICATRIZES DE GUERRA

CICATRIZES DE GUERRA

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 6 de julho de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Roberto Rocha

É importante ressaltarmos, antes de mais nada, o grande apreço que temos pelo trabalho da Polícia Federal e da Procuradoria Geral República. Não só neste espaço, mas também em vários outros pronunciamentos, temos discorrido sobre o quanto é fundamental para a República a ação dessas duas instituições. Todavia, mesmo louvando suas atribuições constitucionais, não podemos deixar de fazer-lhes os devidos reparos quando, vez por outra, seus excessos e equívocos, mesmo que involuntários, distorcem fatos e prejudicam pessoas naquilo que lhes é mais sagrado, o direito à honra.

Aqui no Maranhão, está ainda na lembrança de todos a Operação Navalha, da Polícia Federal, que aqui promoveu acusações e constrangimentos a pessoas ilustres de nosso Estado. O governador, dr. Jackson Lago, foi envolvido no imbróglio, absurdamente, apenas com base em citações de terceiros, assim mesmo numa ilação forçada em que lhe é atribuída a referência “chefe maior”. Mesmo que a ele se referisse, o que absolutamente não há nenhuma prova, teria partido de pessoas desejosas em transparecer prestígio com o governador, independente de sua vontade ou concurso. Mesmo assim, a Procuradoria Geral da República o denunciou.

Muito grave, também, foi a agressão sofrida pelo ex-governador José Reinaldo, bravo resistente de aguerridas perseguições, que foi detido, algemado, indiciado e, posteriormente, denunciado, tudo com base em conversas de terceiros, sem que haja até hoje uma prova cabal de sua culpa.

Outra pessoa ilustre deste nosso Estado, o Dr. Ney Bello, uma história de vida inatacável, também sofreu os mesmos constrangimentos, sendo que, como esquálida prova de sua culpa, até hoje, apresentam apenas uma ilação em torno de uma característica física, “gordo”, que aparecera em escutas e anotações a esmo.

Outro fato ilustrativo, a injusta denúncia do companheiro Wagner Lago, constitui grande absurdo a desmantelar de vez a credibilidade do processo. Denunciado pela PGR, com base numa escuta telefônica em que o seu desusado primeiro nome, Ricardo, surgira numa gravação da Polícia Federal, cuja voz lhe fora atribuída. Já está provado, mediante perícia, que a dedução é equivocada, pois a voz lá constante não pertence ao Dr. Wagner Lago. E, como este caso, são muitos os equívocos e precipitações que o curso do processo por certo esclarecerá.

No entanto, a despeito desse tsunami que se abateu sobre importantes líderes da Frente de Libertação do Maranhão, a revista Veja, edição que circulou no penúltimo final de semana, trouxe informações de que a Polícia Federal havia encontrado, entre os documentos apreendidos na referida operação, anotações sobre repasses de dinheiro da empresa investigada à senadora Roseana Sarney, entre outros.

Claro que aquelas anotações não constituem condenação definitiva à senadora. Mas também, por justiça, convém a admissão de que muito menos probatória é a ilação de estranhas alcunhas contra os nossos companheiros. Enquanto, ao contrário, lá estão estampados com todas as letras o nome e o sobrenome da senadora.

Portanto, é flagrante o desigual tratamento processual, uma espécie de rigor seletivo. O Dr. Jackson, homem de uma história de vida austera e sempre muito cioso da honradez de seu nome, foi e está sendo tratado com as mais rigorosas interpretações em seu desfavor.

Os outros dois companheiros aqui citados, o ex-governador José Reinaldo e o ex-secretário de Estado Ney Bello, como todos lembram, foram tratados com violência e sem chance de defesa, tudo em decorrência de interpretações precipitadas e frágeis. Traumas que ambos devem exibir, de forma altaneira, como verdadeiras cicatrizes de guerra.

Registre-se que nenhum deles tinha qualquer histórico de proximidade com a empresa que se quer corruptora. Já a senadora Roseana, de laços tão notórios, o seu nome brota inequívoco das anotações do principal acusado da operação, o dono da Construtora Gautama. No entanto, ela permaneceu incólume durante toda a fase de inquérito e denúncia, e seu grave envolvimento só veio a público por conta da matéria da revista Veja.

Por tudo isso, doravante, toda vez que o sistema Mirante falar em Operação Navalha, estará, em verdade, falando da parceria Lunus-Gautama, em que esta assumiu, como todos sabem, a administração da Caema no governo de Roseana Sarney. Uma decisão por demais esquisita, e que só agora os fatos mostram a inconfundível conexão.

O deputado federal Roberto Rocha escreve para o Jornal Pequeno aos domingos. contato@robertorocha.com.br

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br