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Ministro se desculpa por críticas a acordo entre usineiros e Pernambuco
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Ministro se desculpa por críticas a acordo entre usineiros e Pernambuco

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Data de Publicação: 6 de julho de 2008
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O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) enviou uma carta ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), na qual afirma que foi “induzido ao erro” por um técnico da pasta ao criticar o acordo fechado entre o governo do estado e usineiros para a recuperação da mata ciliar.

Na terça-feira passada, o ministro havia se referido ao acordo como uma “lambança generalizada” feita com “apoio político e impunidade”, que poderia criar uma barreira para a exportação de álcool produzido no país.

Na carta, enviada ao governador na quinta-feira, o ministro volta atrás e afirma que o termo de compromisso firmado com os usineiros garante o complemento de renda a trabalhadores rurais e compromete os empresários com o reflorestamento de áreas “historicamente por eles devastadas”.

Minc afirma também que o acordo, que prevê o plantio de seis hectares de mata ciliar por ano por usineiro, não isenta os empresários de cumprir a legislação e “passar pelo crivo do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do Ministério Público Federal”.

No documento, o ministro cita o “engajamento histórico” de Campos “ao lado dos trabalhadores, da legalidade e do meio ambiente”.

Apesar de elogiar o governador, o ministro manteve as críticas feitas aos usineiros. “Fato objetivo é que usineiros de Pernambuco, conforme consta em laudos, fotos e processos, não respeitam a lei que protege 50 metros de cada margem dos rios e plantam cana até a fronteira de suas águas, poluídas por vinhoto e rejeitos”, diz em trecho da carta.

O ministro Minc lembrou que foi recebido em Argel (Argélia) pelo governador Miguel Arraes (1916-2005), avô do governador, quando foi exilado.

(Folha Online)

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