A polícia prendeu às 6h de ontem os seqüestradores Dancley Maicon Simão dos Santos, 21 anos; Magno Viana Moura, 21; Edilson Sousa Póvoas, 39; e Fernando Figueiredo, também de 39 anos. A quadrilha vinha praticando sequestros-relâmpagos há dois meses, nos semáforos da Cohab e da Avenida Guajajara. Além dos sequestros, os assaltantes confessaram que uma das vítimas foi estuprada. A polícia investiga, agora, se a vítima foi violentada por um ou pelos quatro acusados.

De acordo com o delegado José Nilton Sousa, chefe do Departamento de Combate de Roubo a Bancos, que comandou a Operação, o bando teria praticado nove seqüestros na capital. A prisão da quadrilha foi efetuada em três bairros. Magno e Fernando foram presos na Avenida Cajazeiras, na Vila Vitória, bairro onde moram; Dancley foi preso em uma quitinete, no Bairro São Raimundo; e Edilson, na localidade Bacia/Vila Riod, próximo à Cidade Olímpica.
Segundo o delegado, Dancley e Magno eram os articuladores dos seqüestros. “Eles abordavam as vítimas, de preferência mulheres, nos semáforos da cidade, colocavam cada uma delas no porta-malas do carro e as levavam para uma estrada abandonada. No caminho pegavam os outros dois comparsas para ajudar na ação. Eles obrigavam as vítimas a revelarem as senhas dos cartões de crédito, e sacavam todo o limite diário permitido de suas contas bancárias. Até empréstimos eles conseguiam fazer. Não temos como saber a quantia total dos saques porque existem algumas vítimas que preferiram não prestar depoimento, por causa do constrangimento”, explicou José Nilton Sousa.
De acordo com a polícia, na casa de Dancley foram encontrados um colete balístico e munição para pistola 380. No momento da prisão, ele tentou se esconder, mas a polícia agiu rápido e conseguiu algemá-lo. O delegado José Nilton Sousa disse que os seqüestradores não são conhecidos dos policiais da DEIC, por isso houve demora em prendê-los. Foram dois meses de investigações até chegar ao nome de Dancley. Por meio dele, a polícia encontrou os outros integrantes do bando.
Segundo a polícia, os quatro sequestradores foram conduzidos para o Setor de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, e responderão pelos crimes de roubo qualificado, com o agravante de estupro.
Participaram da Operação, além dos 12 agentes de polícia, o Grupo Estadual de Combate ao Crime Organizado (GECOC), o delegado Roberto Larrat, chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado, e o delegado Lawrence, do Departamento de Combate aos Crimes de Informática.