Em dez anos, mais mulheres decidiram ter relações sexuais mais cedo, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher de 2006 (PNDS), divulgada ontem (3).
O estudo foi financiado pelo Ministério da Saúde e realizado com cerca de 15 mil mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) e 5 mil crianças com até 5 anos, entre novembro de 2006 e maio de 2007. A PNDS foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), a partir do trabalho do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com instituições parceiras.
De acordo com o estudo, em 1996, 11% das entrevistadas informaram ter tido a primeira relação até os 15 anos. Dez anos depois, esse índice subiu para 32,6% das mulheres. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, 74% tiveram a primeira relação antes dos 20 anos. O total de jovens entre 15 e 19 anos que se declararam virgens caiu de 67,2% em 1996 para 44,8% em 2006.
Ainda segundo a pesquisa, 64% das mulheres se encontram em união (36,7% formalmente e 27,3% informalmente), sendo apenas 25,8% solteiras.
Fecundidade – A precocidade na vida sexual resultou no rejuvenescimento do padrão reprodutivo. Em 1996, a média de idade das mulheres para o primeiro filho era de 22,4 anos. Em 2006, essa média passou a ser de 21 anos. O percentual de meninas grávidas aos 15 anos também subiu, passando de 3% para 5,8%.
A fecundidade, no entanto, segundo a PNDS, localiza-se em níveis bastante baixos. Considerando o comportamento reprodutivo dos 36 meses anteriores à data da entrevista, a pesquisa indica que a taxa de fecundidade total localiza-se em torno de 1,8 filhos por mulher. Existe pouca diferenciação se considerado o local de residência, se urbano ou rural. Nestes casos, a taxa é de 1,76 e 1,99, respectivamente.
(G1)