DOENÇA AINDA ASSUSTA
Doze pessoas já morreram em decorrência da tuberculose este ano em São Luís. A preocupação das autoridades sanitárias é de que a marca de 25 óbitos registrados em 2007 se repita ou seja ultrapassada em 2008.
No Centro de Saúde Paulo Ramos foram registrados, este ano, 13 casos em janeiro, 5 em fevereiro, 15 em março, 11 em abril, 13 em maio e 9 em junho. No Hospital Genésio Rêgo, os números já chegam a 26 ocorrências.

A situação mais grave está na Unidade Hospitalar Presidente Vargas, onde são feitas as internações. De acordo com Luís Domingos Santos, diretor administrativo financeiro da Unidade, já são 205 casos de tuberculose até o momento, sendo 31 registrados em janeiro, 25 em fevereiro, 31 em março, 44 em abril, 39 em maio e 35 em junho.
A perspectiva, segundo os profissionais da área médica consultados pelo JP é de que, infelizmente, a doença seja disseminada em 2008. “Os casos de pessoas contaminadas com o vírus da Aids vem aumentando em São Luís. E como a tuberculose é uma doença que acompanha o portador do vírus HIV, a tendência é de que as mortes em decorrência da tuberculose também aumentem. Isso acontece porque a pessoa não morre de Aids, mas de uma doença associada a ela, que na maioria das vezes, é a tuberculose”, explicou Tereza Morais, coordenadora do ambulatório de tuberculose do Hospital Presidente Vargas. Para a enfermeira do setor de pneumologia do Centro de Saúde Paulo Ramos, Delza Campos de Sá, outro fator que pode estar contribuindo para o grande número de casos de tuberculose na capital é a fome e a falta de recursos da maioria das famílias, que vive em condições subumanas. “Tudo isso contribui para a grande incidência de casos. A nossa média aqui no Paulo Ramos é de 50 diagnósticos por mês – um número assustador, mas que é real”, disse a enfermeira.
Em 2007, o Hospital Presidente Vargas registrou 430 casos novos de tuberculose; o Hospital Genésio Rêgo, 26; e o Centro de Saúde Paulo Ramos encaminhou cerca de 50 casos mensais para internações. Os casos mais comuns foram de tuberculose pulmonar, que exige um tratamento inicial de, no mínimo, seis meses.
(Da Redação)