As ações para consolidação do Plano de Alfabetização Educadora do Maranhão (Paema) foram discutidas ontem (3), no Palácio dos Leões, pelo governador Jackson Lago, por secretários de Estado e representantes de Ufma, Uema, movimentos sociais, instituições públicas e entidades que desenvolvem ações alfabetizadoras com jovens, adultos e idosos no Maranhão. As entidades foram chamadas para apresentarem propostas institucionais com vistas à consolidação de parcerias para o projeto do governo de combate ao analfabetismo no Maranhão.

“Uma reunião dessa dimensão, com a participação de importantes instituições, mostra que há um crescimento da consciência da necessidade de enfrentarmos não só a questão da educação convencional, mas, também a diminuição do analfabetismo em nosso Estado. A força das instituições que já vêm atuando neste campo é muito grande e nós precisamos nos unir para estabelecermos uma estratégia de trabalho”, disse o governador Jackson Lago.
O governador disse ainda que a participação dos municípios neste trabalho é fundamental para o alcance das metas propostas pelo Estado. Segundo dados do IBGE, de 2005, 23% da população maranhense de 15 anos e mais são analfabetos.
A reunião foi coordenada pelo secretário de Estado da Educação, Lourenço Vieira da Silva, e pela presidente do Conselho Estadual de Alfabetização do Maranhão (Comea), Tereza Pflueger. Participaram do encontro o reitor da Ufma, Natalino Salgado, o secretário de Ciências e Tecnologia, Othon Basto, o diretor da Fapema, Sofiane Labidi, e representantes do Movimento de Educação de Base (MEB), Movimento Social dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Fundação Banco do Brasil, Sesi, Univima e Uema.
Durante a reunião, as entidades apresentaram os trabalhos que já vêm desenvolvendo no campo da educação e de que forma poderá ajudar no projeto do governo. Todos os participantes fizeram elogio ao governo pela grande preocupação que tem tido com a educação. Eles destacaram também que pela primeira vez um governo chama, para dentro do palácio, entidades para discutir essa questão.
O entendimento de todos é o de que o Estado só alcançará o crescimento, que o Governo se propõe, se houver um amplo projeto de educação e de qualificação profissional para as camadas mais carentes da população. “Alfabetizar se chama cidadania. Acho que com esse trabalho coletivo, em construção, logo vamos atingir nosso objetivo de zerar a taxa de analfabetismo do nosso Estado, promover cidadania, socializar e dar esperança ao povo do Maranhão”, disse Natalino Salgado. As entidades vão trabalhar junto com o governo na mobilização das comunidades, realização de cursos de qualificação para professores e alunos e disponibilização de materiais didáticos.
“O objetivo do Paema, com previsão de execução no quadriênio 2008-2011, é alfabetizar 769.886 jovens, adultos e idosos em situação de analfabetismo nos 217 municípios maranhenses”, informou Tereza Pflueger.
O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado já tem alcançado bons resultados, segundo informou Lourenço Vieira. “O Maranhão foi o Estado que mais cresceu em qualidade da educação”, contou. “Para continuarmos crescendo precisamos unir forças para a mobilização de todos”, completou.
Educação via rádio – Durante a reunião o secretário de Ciências e Tecnologia, Othon Bastos, apresentou um projeto de combate ao analfabetismo que tem como ferramenta o rádio. A alfabetização via rádio já vem sendo colocada em prática em estados como a Paraíba e tem obtido bons resultados. O Instituto Paulo Freire já desenvolveu uma metodologia de educação via rádio.
A proposta é alfabetizar 10 mil cidadãos em 64 municípios de menor Índice de Desenvolvimento Humano, segundo informou Othon Bastos. O projeto tem como público alvo quebradeiras de coco, pescadores e lavradores.