Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição22,684
Edição 22,684

Política
AGENDA DOS CANDIDATOS *
Moradores do Bacuri manifestam apoio a Jomar Fernandes e Mara
Rede de Mulheres apóia Madeira para a Prefeitura de Imperatriz
Pesquisa aponta Pedro Fernandes como único deputado 100% presente na Câmara
Cleber Verde apresenta propostas durante comício na Cidade Operária
Flávio Dino leva sua campanha a áreas do Distrito Industrial
No Coroado, Castelo anuncia que saneamento básico será prioridade em sua gestão
Campanha Eleições Limpas será lançada dia 8 de agosto no MA
Governador faz lançamento do Plano de Alfabetização do MA

Governador faz lançamento do Plano de Alfabetização do MA

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 30 de julho de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

O governador Jackson Lago participou ontem, dia 29, da I Conferência Estadual da Educação e lançou o Plano de Alfabetização Educadora do Maranhão. Durante o evento, também foi assinado o Pacto pela Alfabetização Educadora do Maranhão. Além de diversos prefeitos, estiveram presentes secretários municipais de educação, diretores de escolas, professores, alfabetizadores, alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e representantes de movimentos sindicais de 130 municípios.

O objetivo do Paema é ampliar ações que, revigorando funcionamentos e implantando equipamentos sociais e pedagógicos, promovam - de forma coordenada, criadora e compartilhada - o processo de alfabetização. Outra finalidade é garantir a participação de pelo menos 80% dos 962.538 habitantes do Maranhão, o que corresponde a 769.886 pessoas que, até hoje, permanecem privadas dos significados das letras e da escrita.

Foto:HANDSON CHAGAS
Observado por Lourenço, Moacir Gadotti e outras autoridades, Jackson Lago assina Pacto pela Alfabetização Educadora do Maranhão

Para a elaboração do Plano, foram realizados fóruns em dez cidades pólos com a participação de 1.122 pessoas. O Paema revela o princípio da democracia e da participação coletiva que permeia o trabalho do Governo do Estado, respaldado na implementação de uma política de alfabetização que beneficiará jovens, adultos e idosos em situação de analfabetismo no Maranhão. “O Estado será o coordenador do trabalho; e o município, o nosso grande idealizador desta política de alfabetização para que possamos encerrar esta situação de analfabetismo no Estado”, frisou Maria de Jesus Gaspar, Secretária Adjunta de Ensino.

Ela acrescentou que, desta forma, o Maranhão, através de seu Governo, assume o compromisso de construir, com a sociedade, um estado de direito, atendendo à Constituição da República Federativa do Brasil e à do Estado do Maranhão, que incluem a educação como um direito social e, portanto, uma expressão de defesa do princípio da dignidade humana contra as formas várias de violações. “Contemporaneamente, o direito à educação só pode ser compreendido com a inclusão das aprendizagens escolares, que assegurem a participação na cultura letrada como um dos acessos indispensáveis aos plenos exercícios de cidadania e da participação na civilização contemporânea”, enfatizou.

Para o presidente do Instituto Paulo Freire

Fim do Mobral no governo Sarney foi ‘arrogância’

O presidente do Instituto Paulo Freire, Professor Doutor Moacir Gadotti, esteve presente ao evento, onde ministrou a palestra “A problemática da alfabetização de adultos no Brasil: a atualidade de Paulo Freire”. Ele disse na palestra que a extinção do programa Mobral, em 1985 (governo do presidente Sarney) foi ‘arrogante’, e elogiou o caminho do governador Jackson Lago na educação.

Gadotti falou ao Jornal Pequeno

JP - Se o senhor pudesse fazer um resumo de sua palestra, quais os principais pontos que o senhor elencaria?

MG - Olha, a história da educação brasileira ainda não levou a sério a questão da alfabetização, que não foi garantida nem como direito na constituição de 1988, nem a educação infantil nem a de jovens e adultos e hoje ainda temos muitos problemas para resolver, como por exemplo, o aluno que se forma em cursos particulares de jovens e adultos que ele teve que pagar e não tem direito de se inscrever no Prouni e depois cursar a universidade. É uma grande falha. Existem muitas outras falhas que precisam ser corrigidas. Mas um dos pontos principais é a luta contra o analfabetismo no Brasil e eu acredito que nenhum método vai resolver sozinho esse problema. Esse trabalho tem que ser feito em rede. O estado, o município e a União têm que trabalhar juntos.

JP - Ao discorrer sobre a erradicação do analfabetismo, o senhor falou que foi um equívoco do então presidente José Sarney ter acabado com o Mobral. Por quê?

MG - Eu achei que foi arrogante, sobretudo por dispensar os 300 mil alfabetizadores que existiam naquela época. Não era preciso fazer isso, pois o problema do Mobral não eram os alfabetizadores, era a orientação política que ele poderia ter mudado e nós teríamos avançado muito hoje.

JP - Qual a avaliação que o senhor faz da educação no Maranhão?

MG - Eu posso dizer que ela está vivendo um momento de esperança, porque o governador Jackson Lago realmente está levando a sério a educação, pois sabe que sem isso não haverá desenvolvimento para o estado. Ele é muito atuante, tem procurado recursos na esfera federal para somar com o que o estado já tem. Eu já vim várias vezes ao Maranhão e nunca vi a esperança tão acesa como agora. O governador é um homem que sonha grande e vai alcançar seus objetivos, pois é muito determinado. Acho válida a parceria que ele tem buscado com Cuba e vale citar a campanha de alfabetização, que lá se chama “Si, yo puedo” (sim, eu posso), que tem despertado inclusive o interesse da Unesco. Essa campanha, aliada aos métodos próprios da realidade do Maranhão, vai dar excelentes resultados.

JP - O que ainda falta, na perspectiva do Instituto Paulo Freire, para o Brasil avançar na questão da educação?

MG - Eu acho até que nós já avançamos, mas pouco diante das necessidades. Nós diminuímos, nesta última década, de 950 milhões para pouco mais de 750 milhões de pessoas analfabetas no mundo. Precisamos fazer muito mais.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br