O deputado Valdinar Barros (PT) avaliou como mal sucedida a tentativa do grupo Sarney de jogar na “lama da Gautama” o nome do governador Jackson Lago (PDT). “O tiro saiu pela culatra e bateu no pé da oligarquia, que está enlameada até o pescoço porque os nomes de seus membros constam na agenda do dono da Gautama, associados a vultosas quantias de dinheiro”, disse, citando os nomes dos senadores Roseana Sarney (PMDB) e José Sarney (PMDB-AP).
Valdinar Barros destacou as matérias publicadas em revistas e jornais de circulação nacional, revelando o envolvimento da família Sarney com o dono da Gautama, o empreiteiro Zuleido Veras. “Aqueles que já estavam enlameados até o pescoço, tentaram sujar o nome do governador Jackson Lago. Essa atitude é de causar indignação”, disse.
Na tribuna da Assembléia, Valdinar Barros lembrou do caso Lunus, quando a Polícia Federal invadiu o escritório da empresa e apreendeu mais de R$ 1 milhão que estavam guardados dentro de um cofre. “Não é só o milhão da Lunus, a Gautama também deu muito dinheiro para a senadora Roseana Sarney”, salientou.
Outro tema abordado por Valdinar Barros foi a situação precária da BR-222. Ele cobrou do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) urgência na recuperação do trecho que faz a ligação entre os municípios de Miranda, Arari e Vitória do Mearim até o cruzamento com a BR-316. “O diretor do Dnit disse que logo após o inverno iriam recuperar esse trecho que está praticamente intrafegável. Há dois meses parou de chover nessa região e o departamento não deu início às obras de recuperação”.