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Eike Batista promete indenização para salvar a venda da MMX
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Eike Batista promete indenização para salvar a venda da MMX

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Data de Publicação: 29 de julho de 2008
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Rio de Janeiro - Para evitar o naufrágio do negócio com a Anglo American, o empresário Eike Batista ofereceu pagar uma indenização do próprio bolso para cobrir qualquer prejuízo eventual que a mineradora anglo-sul-africana tenha, em razão da investigação da Polícia Federal sobre as atividades da MMX no Amapá.

Em janeiro deste ano, a Anglo American anunciou um acordo para a aquisição de 51% da MMX Minas-Rio - já controlava os 49% restantes - e 70% da MMX Amapá por US$ 5,5 bilhões, mas a transação não foi concluída até agora. O negócio seria fechado no mês passado, mas foi postergado depois que a operação “Toque de Midas”, da Polícia Federal, apontou supostas irregularidades da MMX no processo de licitação de uma ferrovia no Amapá.

Ontem, a MMX divulgou fato relevante para comunicar o entendimento sobre a indenização e anunciar que o negócio será fechado no dia 5 de agosto. O valor da indenização, porém, não foi revelado dependerá do resultado da investigação e dos desdobramentos na Justiça. “Em relação ao processo de investigação ora em andamento, Eike Batista ofereceu uma indenização pessoal, que cobrirá qualquer prejuízo eventual que possa vir a ser incorrido pela Anglo American como resultado da referida investigação”, diz o texto do fato relevante.

Conforme a Folha de S.Paulo revelou, a Anglo American havia condicionado a conclusão do negócio aos desdobramentos da investigação. Em resposta à indagação da reportagem do jornal sobre a possível desistência da aquisição, a mineradora informou que iria “tomar suas decisões sobre as condições pendentes e seus respectivos direitos e obrigações previstos nos contratos à medida em que as informações sobre a investigação ficassem disponíveis”.

Depois de Batista propor a indenização, a empresa aceitou fechar o negócio. “Estou muito satisfeita em constatar que estamos prontos para prosseguir com a transação, em benefício de todos”, disse, em nota, Cynthia Carrol, presidente da Anglo American. A mina no Amapá já está em fase inicial de produção e conta com a ferrovia para escoar o minério, pelo porto de Santana. Os projetos em Minas Gerais ainda estão em fase de desenvolvimento.

Para efetivar a transação, a MMX foi cindida - Eike ficou com os ativos no Mato Grosso do Sul e os de logística (como o porto do Açu, que escoará a produção do sistema Minas-Rio), abrigados numa empresa batizada de LLX. A parte negociada com a Anglo American migrou para uma nova empresa, a IronX. Com a cisão, os atuais acionistas receberam ontem papéis da LLX e da IronX. Depois, a Anglo American fará oferta pública de recompra das ações da IronX. Dos US$ 5,5 bilhões da aquisição, Batista, que tem 62% da MMX, receberá cerca de US$ 3,4 bilhões. O restante será destinado aos minoritários.

Na investigação da PF, foi levantada a suspeita de que o edital de licitação da ferrovia tivesse sido direcionado para favorecer a MMX, única a apresentar proposta. A empresa nega. Diz que a concorrência foi julgada com um misto de menor tarifa, maior compromisso de investimento e maior pagamento pela concessão. A MMX informou que desembolsou R$ 81,6 milhões na recuperação da ferrovia, que era deficitária, e pagou R$ 814 mil pela concessão, válida por 20 anos.

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