Imaginem um forno que custa 35 mil reais passar a custar menor de 2 mil reais! Pensem num processo que demora 20 horas para ser concluído diminuir para 20 minutos! Essa façanha foi alcançada pelo casal de Professores Doutores do CEFET-MA, Jomar e Socorro Vasconcelos. Jomar é professor do Departamento de Eletroeletrônica, formado em Engenharia Elétrica e Doutor em Química. Socorro Vasconcelos, do Departamento de Química, é graduada em Química e Doutora também nessa área.
Enquanto faziam o Doutorado na UNESP, os professores adaptaram um forno de microondas comum e o transformaram num forno bem mais potente, capaz de chegar a 1200 Cº. Com essa nova forma de “queimar” os elementos, chamada de “Processo de Tratamento Térmico por Irradiação de Microondas”, que utiliza o forno adaptado, o Professor Jomar não só ganhou tempo em suas pesquisas, como também diminuiu o consumo de energia, reduziu drasticamente os custos e ainda conseguiu patentear a invenção.
“Nos fornos convencionais a transferência de calor ocorre de fora para dentro. Com uso das microondas, a queima ocorre de dentro para fora. O forno microondas adaptado usa as duas formas de transferência de calor”, simplifica o professor Jomar Vasconcelos.
Atualmente existem 15 microondas adaptados pelo professor Jomar em todo o Brasil, no CEFET-MA dois deles estão nos laboratórios de Química, e são utilizados por estudantes de Iniciação Científica e Mestrandos. “No forno convencional eu demoro um dia para realizar uma queima, no forno adaptado eu faço até 4 queimas por dia”, diz Adriany Serra, estudante de Iniciação Científica que usa o forno diariamente em suas pesquisas.
Os resultados com o uso da adaptação foram tão bons que a UNESP criou uma linha de pesquisa sobre o Processo de Tratamento Térmico por Irradiação de Microondas, e antes de terminar o Doutorado, o professor Jomar já orientava estudantes de Mestrado sobre a descoberta.
Mais patentes virão por aí. Parafraseando seu orientador de doutorado, professor Jomar Vasconcelos diz: “De onde sai uma idéia, saem duas, três”. Vamos aguardar.