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Pesquisa do Maranhão é destaque em um congresso científico na Ucrânia

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Data de Publicação: 28 de julho de 2008
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Pesquisador maranhense que desenvolveu pomada cicatrizante participa de congresso na Ucrânia sobre Divulgação de Trabalhos Científicos

O químico toxocologista Antônio Frazão acaba de desembarcar da Ucrânia, onde representou o Maranhão e o Brasil, no Congresso Internacional do Comitê de Divulgação de Trabalhos Científicos. Com um sorriso jovial e muita disposição para compartilhar suas experiências, Professor Frazão, como é conhecido, contagia com a simplicidade e capacidade de beneficiar a vida das pessoas através de suas pesquisas.

Neste evento internacional o pesquisador divulgou os resultados de dois importantes trabalhos, o primeiro sobre uma pomada produzida à base da folha da graviola (Anona Muricata) que auxilia na cicatrização rápida de feridas e o segundo sobre a recuperação da anemia ferro privo com extrato de hidroalcoolico do Açaí, que por apenas R$ 0,17 por dose, transforma resíduos do açaí eu iriam para o lixo em um eficaz remédio que combate a anemia.

A viagem do cientista à Ucrânia teve o apoio institucional da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – Fapema, que também auxilia no fomento às pesquisas científicas empreendidas por Antônio Frazão. “A FAPEMA tem um papel fundamental e colaborou conosco sempre que precisamos”, afirma o pesquisador.

Inovação, força de vontade e criatividade são combustíveis para pesquisadores curiosos e que não param com as dificuldades, como é o caso do professor Frazão. A pomada à base de graviola desenvolvida por ele é resultado de quase 20 anos de pesquisas. “Iniciei os estudos quando estava na faculdade e passei algum tempo em uma tribo indígena. Lá, observei os índios usando o estrato da graviola como repelente, achei aquilo interessante e comecei a investigar o princípio ativo dessa fruta”, conta o cientista que também é professor da Universidade Estadual do Maranhão – Uema, Campus de Imperatriz.

Princípio ativo – Um dia, ao passar o repelente produzido pelos índios em uma ferida na pele, o químico notou uma rápida cicatrização no corte. “Foi aí que percebi a presença da acetogenina, um princípio ativo da graviola. É esse princípio que é usado na pomada. Hoje atendemos mais de 100 leprosários de Grajaú, Barra do Corda, Imperatriz e São Luís, além de Fortaleza e da cidade de Tailândia, no Pará”, informa Frazão.

De acordo com o professor Frazão, também são atendidos asilos e o Hospital Municipal de Imperatriz, mais conhecido como Socorrão, onde um andar inteiro é reservado ao tratamento de pessoas com feridas graves causadas pela diabetes e pelo câncer de pele. Atualmente, o professor trabalha em um projeto de parceria que possibilite a produção industrial da pomada, feita ainda de forma artesanal em um laboratório cedido e equipado pela Infraero.

Já a pesquisa sobre a recuperação da anemia ferro privo com extrato de hidroalcoolico do Açaí vem sendo desenvolvida em crianças carentes da periferia de Imperatriz. Estudos apontam que, a cada 100 meninos e meninas pobres 72 apresentam anemias. Com o uso do estrato, 80% dessas crianças se recuperam da doença.

“Pesquisas como estas, que aplicam a ciência para elevar a qualidade de vida da população, são prioridade para a Fapema. Apoiar projetos que contribuam para usar a ciência a serviço da sociedade é um dever e honra para nós”, parabeniza Prof° Dr. Sofiane Labidi, Diretor-Presidente da Fapema.

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