Talvez por se convencerem de que lhes é impossível mentir em matéria jurídica, os boateiros do Sistema Mirante estão dando a notícia correta com relação à impugnação da candidatura do ex-governador João Castelo. Tentaram, o quanto puderam, iludir a população com a idéia de que o registro da candidatura já estava cassado. Estavam faltando com a verdade mais uma vez, mas foram detidos pela informação do juiz da 1ª Zona Eleitoral, Lucas da Costa Ribeiro Neto, de que no máximo em duas semanas julgará a procedência ou não destas impugnações.
Sabem já que uma das multas havia sido paga desde outubro de 2006 e têm agora que enfrentar jurisprudência pacífica do Tribunal Superior Eleitoral e Resolução 21.823, da mesma Corte, segundo a qual as informações relativas a multas e outras imperfeições devem constar no próprio cadastro eleitoral, mediante registro vinculado ao histórico da inscrição dos ocasionais infratores. Informações que, no caso de João Castelo, foram omitidas, impedindo o conhecimento pessoal do candidato.
Espalharam o boato da cassação da candidatura antes que os promotores eleitorais estudassem o processo e antes mesmo que fosse apresentada a defesa do ex-governador, no objetivo vil de lhe roubar os votos.
As impugnações, por si próprias, revelam o desespero de um grupo político sem nenhuma densidade eleitoral para disputar eleições em São Luís e na maioria dos municípios do Maranhão, seja através do DEM, seja através do PMDB. A verdade absoluta é que as candidaturas do grupo não passam de figuração. O grupo Sarney, enquanto mandava e desmandava no Maranhão, jamais pôde contar com a anuência dos eleitores de São Luís. Não vai ser agora, disputando com um candidato conhecido como “tocador de obras”, responsável pelo Italuìs, pelo Castelão, pela construção da Cidade Operária, do Conjunto Maiobão e por um sem número de realizações de vulto, enxergadas a olho nu na região metropolitana de São Luís, que vão ter alguma chance.
Ademais, o histórico de corrupção do grupo político do senador José Sarney, a inscrição antecipada na Operação Navalha, o processo contra Fernando Sarney, a lembrança da Lunus, o envolvimento com Eike Batista e a citação de nomes familiares em grande parte das investigações da Polícia Federal desautorizam qualquer candidatura. O eleitor não está obrigado a conviver com gente suspeita.
A verdade é que estão com as calças caindo diante da disposição do tucano João Castelo, referendada pelas pesquisas eleitorais, de enterrar de uma vez por todas uma oligarquia que vitimou o Maranhão.
Tivessem eles alguma responsabilidade jornalística, teriam aguardado a defesa do candidato, a análise dos promotores eleitorais e, principalmente, a pronúncia do juiz. Mas eles já esqueceram o que é isso.