A Secretaria de Estado da Segurança Cidadã (Sesec) deu início esta semana a mais uma etapa do Curso Nacional de Promotores de Polícia Comunitária. A iniciativa pretende capacitar mais mil pessoas, distribuídos em turmas de cinqüenta alunos cada, formadas por policiais militares, civis, bombeiros da capital e do interior, guardas municipais e representantes comunitários.
O Curso de Policiamento Comunitário faz parte de um Acordo de Cooperação Técnica assinado desde o ano passado pela secretária Eurídice Vidigal com o Ministério da Justiça. O Maranhão foi o primeiro estado a oferecer o curso, que só no ano passado formou mil profissionais dentro da nova doutrina de policiamento comunitário que vem sendo adotada em todo o Brasil.

A intenção é que os agentes capacitados passem a desenvolver uma nova política de policiamento junto às comunidades em todo o estado, funcionando como multiplicadores dos conceitos e práticas apreendidos durante o Curso, que tem como principal proposta, justamente uma maior aproximação entre o Sistema de Segurança Público e à sociedade, para que juntos, possam planejar soluções e estratégias de enfrentamento e combate à criminalidade.
O Curso faz parte também do Programa de Qualificação Profissional que a Secretaria de Segurança Cidadã está implantando no Maranhão, voltado para proporcionar um treinamento continuado a todos os operadores de segurança do Estado, assegurando ao policial uma capacitação permanente em prol de oferecer um serviço público com qualidade aos cidadãos.
Para participar, os interessados precisam atender a alguns pré-requisitos obrigatórios, tais como: estar apto nos testes físicos e profissionais feitos pelas instituições a qual pertencem; ter boa oratória e capacidade de concentração; ter uma postura de empreendedor, pró-ativo e que tenha conhecimento da temática, missão, visão e valores de sua entidade; bem como ter o aval favorável do comandante ou chefe imediato de sua respectiva instituição, na ficha de inscrição para o curso.
A programação abrange as disciplinas de Relações Interpessoais e Formas de Intervenção; Direitos Humanos; Mediação de Conflitos; Polícia Comunitária e Sociedade; Mobilização Social e Estruturação dos Conselhos Comunitários; Gestão pela Qualidade na Segurança Pública, além de debates, trabalhos em grupo e dinâmicas. As aulas estão sendo desenvolvidas em uma semana letiva, sendo cinco dias úteis, com a carga horária de quarenta horas.
Para o major Andrade, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, essa é uma oportunidade que vai servir de instrumento para aprimorar o trabalho junto às comunidades, uma vez que possibilita planejar ações de integração social entre a população e as polícias, e juntos, passam a identificar os problemas específicos de cada região na busca por melhorias na qualidade de vida da população.