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Cartas ao Dr. Pêta

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Data de Publicação: 25 de julho de 2008
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(drpeta@box.elo.com.br)

Caro Dr. Pêta;

Primeiro, gostaria de parabenizar o senhor Ocemilton Pinto Vieira pelas observações e colocações em relação à Semtur. Também tive o privilégio de fazer a seguinte pergunta a dois agentes de trânsito da Semtur que se encontravam na Praça João Lisboa, no dia 23 de julho: Qual a função dos agentes de trânsito? Resposta: organizar o trânsito. Será isto mesmo? E por que tantas multas?

Gostaria, também, de salientar que a Praça Deodoro está servindo de estacionamento. Cadê a Semtur?

(Eliane Cunha Almeida – Bequimão, São Luís MA)

Prezado Dr. Pêta;

Lembro de ter lido o nosso prefeito, Dr. Tadeu Palácio, escrever no editorial intitulado ‘A Palavra do Prefeito’, que substituiria todas as luminárias e lâmpadas antigas das principais avenidas de Sao Luís. Peço então que nosso prefeito faça isso nesta tão importante avenida, que é a Daniel de La Touche, a exemplo do que já fez em outras da nossa cidade! Dr. Tadeu Palácio, a iluminação desta avenida é antiga, as luminárias estão caindo, a iluminação funciona precariamente. Tenho certeza, o sr. tomará as medidas necessárias, mandando substituir as luminárias e lâmpadas desta que é umas das principais avenidas de São Luís.

(Camilo - Condominio Serro Mirador, Parque Shalon, São Luís MA)

Caro Dr. Pêta;

Por favor publique. Fiz esse contraponto sobre a triste matéria de Marco Deça desqualificando a viagem de Jackson Lago a Cuba.

Nestes últimos tempos, Cuba vem se tornando notícia nacional. Notamos uma verdadeira apreensão por uma grande parte de uma imprensa viciada e tendenciosa, que a todo custo tenta nos convencer de algo que os dados de desenvolvimentos desta pequena ilha não nos deixa enganar.

Viagens do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula, e de seus ministros, assim como de governadores (o próprio governador do Maranhão, Jackson Lago), apontam um grande interesse das principais autoridades do Brasil pelos grandes avanços de Cuba. Em contraponto a essa realidade, a revista Veja publicou em uma de suas colunas uma matéria com a cubana que tem por profissão a maestria.

Yoani Sanchés revela as ‘mazelas’ do governo cubano. Só penso que a senhorita Yoani, mais que ninguém, justamente por ser cubana, poderia descrever muitos dados importantes, que seriam de extrema importância para que se pudesse realmente conhecer um pouco mais de Cuba e obter uma verdadeira análise de tudo.

Neste ano, o cineasta Michael Moore, que fez um documentário muito polêmico, que compara o sistema de saúde cubano e o norte americano, na situação dos bombeiros norte americanos e profissionais da área de saúde que ajudaram no resgate do atentado terrorista do 11 de setembro, onde dezenas destes atualmente desenvolveram insuficiências respiratórias e que não foram assistidos pelas promessas que o atual presidente havia feito. Bush disse a todos que não haviam porque se preocupar, pois ao governo lhes garantiria total assistência. Mas não foi isso que aconteceu, e ao final muito destes estadunidenses foram obter ajuda completamente gratuita na pequena ilha caribenha, Cuba.

Olhar a emoção destas pessoas que adquiriram doenças respiratórias crônicas e que encontraram em Cuba a solução para seguir vivendo foi algo impactante e levou a várias reflexões a respeito do que os norte americanos podem esperar do seu próprio governo, a maior potência do mundo, que não pode amparar nem mesmo seus cidadãos. Que estes se maravilharam ao ver que em Cuba um aerosol de sabutamol, que serve para insuficiência respiratória, custar apenas 0,2 centavos de dólar, enquanto no EUA este não sairia por menos de 280 dólares.

Acredito que o presidente da República do Brasil e o governador do Maranhão não foram para lá para perpetuar nenhuma espécie de mentira que pudesse mascarar Cuba, e sim com o interesse de adquirir possibilidades para ter índices de desenvolvimento tão invejáveis, como os de Cuba, onde a taxa de mortalidade infantil está abaixo de 5 por cada 1000 nascidos, que em comparação com a maior potencia do mundo que apresenta um índice de acima de 7 por cada 1000.

Estes dados levaram a críticas severas por parte do maior jornal do mundo (New York Times), que dizia o seguinte, na edição de 12 de janeiro de 2005: “Se o EUA tivesse uma taxa de mortalidade infantil tão boa quanto a de Cuba, nós salvaríamos 2.212 bebês ao ano”, ou então esta expressão: “é simplesmente inaceitável que um bebê tenha menos condições de sobreviver em EUA do que em Havana”. No Brasil, a taxa de mortalidade infantil é de 35 por cada 1000, e no nordeste um número assombroso, de 46 por cada 1000.

Já que estamos falando de dados, poderíamos também falar do analfabetismo em Cuba, que é apenas de 0,01%. Acredito que por todos estes dados que só poderão ser descritos em países de primeiro mundo (exceto Cuba) é que vários países aderiram aos projetos cubanos educacionais e de saúde. Talvez por isso o grande temor daqueles que vêem no desenvolvimento e igualdade social uma grande ameaça a seus planos escravistas e expansionistas.

(Lenimarx Soares Costa é filho do ex prefeito de Viana Messias Costa do PT)

lenimarx_sc@yahoo.com.br

Nota do editor – As cartas e e-mails endereçados ao JP e ao Dr. Pêta devem conter nome, endereço e o telefone dos respectivos autores.

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