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Editorial
'Fogo amigo' e 'fogo inimigo' se juntam contra Jackson e Eurídice

'Fogo amigo' e 'fogo inimigo' se juntam contra Jackson e Eurídice

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Data de Publicação: 24 de julho de 2008
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Fogo amigo e fogo inimigo

Inconcebíveis e inconsistentes as denúncias de irregularidades no Sistema de Segurança feitas pelo Delegado Jefferson Portela, ao Sistema Mirante, especialmente o jornal O Estado do Maranhão, pertencente à família Sarney, arquiinimiga do governador Jackson Lago e da secretária Eurídice Vidigal.

Inconcebíveis porque não se pode achar que seja prerrogativa de sua função manchar, ou melhor, deturpar a imagem do Governo. Inconsistentes, por revelarem apenas o inconformismo de quem pleiteia insistentemente um cargo que não lhe cabe.Quem sabe por inviabilidade funcional; quem sabe pelas relações político-ideológicas que mantém com os inimigos do governo; quem sabe pelo desejo irrefreável de administrar recursos, o que Jefferson Portella chama de ‘descentralização’ e autonomia da Polícia Civil. Em matéria publicada no Portal Imirante, na data de 25 de fevereiro de 2008, o delegado já pedia a descentralização dos recursos da Polícia Civil de forma integral.

Não se concebe que um funcionário público, em função de confiança, nomeado e demissível pelo governador, invista contra a idéia de uma estrutura única para a Secretaria de Segurança (SUSP), que reúna as polícias civil, militar e Corpo de Bombeiros. Idéia, aliás, frutificada pelo Pronasci (Programa Nacional de Segurança com Cidadania). Um Programa do Governo Federal que pensa a reformulação das polícias instadas hoje, no Brasil inteiro, a refrear sua função repressora e buscar a confiança do cidadão.

Por sinal, esse tipo de repressão cega só evidencia o despreparo da Polícia no Brasil. Nos últimos dias, crianças inocentes foram mortas pela polícia em São Paulo, no Rio de Janeiro, Recife e Maranhão. Operar mudanças de comportamento nesse nível exige investimentos que não podem ser comparados a meras despesas, como insinua o Dr. Portela.

A bem da verdade, o Maranhão se antecipou ao Programa Nacional de Segurança com Cidadania. E é bom lembrar que o Estado não se incluía no Pronasci, já que a manipulação das estatísticas de criminalidade no Governo Roseana Sarney deixava o Maranhão fora das cinco regiões metropolitanas com maior índice de violência. Por conta do prestígio da secretária Eurídice Vidigal, do ministro seu marido, Édson Vidigal, por vontade do ministro da Justiça, Tarso Genro, e apoio do presidente Lula, apesar de todas as tentativas de sabotagem, o Pronasci é uma realidade também maranhense. Os convênios estão sendo firmados e verbas federais estão chegando ao Maranhão.

O que realmente se encontra sem resposta no Sistema de Segurança do Estado são os inquéritos sobre as mortes do prefeito Hitler e do prefeito Bertim, o assassinato de Gerô, dentre outros crimes de grande repercussão. Talvez porque o Delegado Geral, Jefferson Portella, em vez de se voltar para suas funções, prefere fazer política, de olho em um mandato que ainda não alcançou e que, dessa forma e pelo andar da carruagem, não vai alcançar nunca.

Precisam sim, reconhecer, que a construção de um presídio para abrigar presos provisórios pôs fim às constantes fugas no Estado, que delegados e agentes abandonados ao serviço de carceragem voltaram ás suas funções, reforçando a agenda das investigações.

Precisam reconhecer que a desorganização na Secretaria de Segurança era tal que criava focos de corrupção como o então existente no setor de combustíveis, onde faturas de postos de gasolina desabavam de todos os céus do Estado, sem nenhum controle, sobre a secretaria de Segurança. Por absoluta falta de gestão. Eurídice paga por querer pôr fim a vexames e impropriedades dessa natureza.

As medidas moralizadoras implantadas na Secretaria de Segurança Cidadã, as modificações introduzidas no sentido de transformar as funções de polícia em políticas públicas não são motivos para gerar indisciplina e insubordinação. Há alguma coisa de muito vil, armada dentro do Sistema de Segurança, contra o governador Jackson Lago.Parece que ali, escolhendo a doutora Eurídice como tábua de tiro ao alvo, “fogo amigo” e “fogo inimigo” se juntaram para bombardear o Governo. E queira Deus não seja o doutor Jefferson Portela, a eminência parda que organizou os dois exércitos.

O Sistema Único de Segurança Pública, a Segurança Cidadã, são encarados em todo o Brasil e parte do mundo como caminhos mais corretos para conter a criminalidade. Parece que, em virtude de disputas internas ou pela passionalidade dos que não se contentam com o que são, querem impedir, a todo custo, que esse Projeto do Governo Federal dê certo também no Maranhão. Coisa de sarneisista convicto e comunista engasgado.

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