No século 19, quando o Brasil ainda era governado por imperadores, nem os ricos e nobres viviam muito. O imperador Dom Pedro I, por exemplo, morreu com apenas 36 anos. No início do século 20, quando nosso país já era uma república, a expectativa dos brasileiros não passava de 34 anos. Foi crescendo aos poucos. Ganhamos 20 anos em apenas duas gerações. Nossa expectativa média de vida saltou de 56,1 para 76,1 anos e segundo o IBGE – ela deve continuar subindo.
Com a expectativa de vida aumentando, falar sobre a velhice e o que os anos que ganhamos a mais nos acarretam, tornou-se uma necessidade. Por isso, aproveitando o dia dos avós, comemorado no dia 26 de julho, a Academia Viva Água antecipou a data e realiza hoje, o workshop sobre “Envelhecimento e memória”, ministrado pela Terapeuta Ocupacional e mestre em Gerontologia pela PUC de São Paulo, Farah Mendes.
Aberto ao público, alguns participantes já exibem a sua ansiedade em relação ao evento. “Quero ouvir todas as explicações da terapeuta e tirar todas as minhas dúvidas, principalmente porque nunca sabemos quando a memória está falhando por causa da idade ou se já é algum problema mais grave”, explicou a aposentada Artemísia Garcia, de 87 anos que também pratica na academia semanalmente aulas de hidroginástica.
Indagações como as da dona Artemísia são comuns e devem ser levadas a sério. “Algumas pessoas, principalmente familiares ignoram alguns sintomas claros de perda de memória por acharem que é da idade e quando procuram tratamento, já é um pouco tarde”, explicou a terapeuta Farah Mendes.