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Greve dos Correios termina em 22 Estados e no DF, diz Federação

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Data de Publicação: 22 de julho de 2008
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Funcionários da Empresa de Correios e Telégrafo (ECT) em 22 Estados e no DF realizaram assembléia ontem, dia 21, e acataram a proposta firmada com a empresa, no último sábado, a partir da intermediação do Ministério das Comunicações. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a orientação era para que o trabalho fosse retomado até a meia-noite desta segunda. Segundo a federação, ainda estão indefinidas as situações em Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná, mas a maioria dos Estados em greve já aprovou a fim da paralisação, que durou 21 dias. Algumas localidades retomaram o trabalho ontem à tarde, como ocorreu no Amazonas, Paraíba e Mato Grosso. Em São Paulo, o serviço era para ser normalizado a partir das 22 horas.

O acordo firmado entre o ministério, a diretoria dos Correios e a liderança do movimento grevista atendeu a uma das principais reivindicações da categoria, a incorporação de adicional de risco de 30% do salário-base para 43 mil carteiros. Os demais empregados receberão o valor fixo de R$ 260.

Não haverá desconto do salário pelos dias parados. “Nestes 21 dias, acumulamos cerca de 110 horas, que serão compensadas com horas extras. Acredito que em 14 dias já teremos compensado as horas e colocado a correspondência em dia”, afirmou Manoel Cantoara, secretário-geral da Fentect.

O balanço dos Correios, que contabilizava os números até a última sexta-feira, era de que 130 milhões de objetos simples e registrados estavam parados. Segundo a empresa, 31% das correspondências não foram entregues durante o período de paralisação.

Outros dois pontos de negociação entre funcionários e empresas ficam pendentes: a divisão dos lucros, que será discutida durante a campanha salarial, e o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que será retomado em agosto, data-base da categoria.

”O problema do plano continua, mas já apontamos uma direção sobre como deve ser encaminhado. Se não houver acordo não haverá outra greve, vamos discutir dentro do TST [Tribunal Superior do Trabalho]”, ressaltou Cantoara.

O secretário-geral não enxerga as negociações como uma vitória da categoria. “Na verdade não se trata de vitória porque a greve foi uma responsabilidade da direção dos Correios. A empresa nos empurrou para a greve ao não cumprir um acordo já assinado e romper a ratificação do acordo”, disse.

No entanto, o secretário-geral destacou a atuação do ministro Hélio Costa na intermediação das negociações entre os Correios e os trabalhadores no último sábado. Para ele, a participação do ministro foi “fundamental”.

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