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MST ocupa sede do Incra no Maranhão e mais seis estados

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Data de Publicação: 22 de julho de 2008
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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou ontem, 21, as superintendências do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em sete estados: São Paulo, Maranhão, Alagoas, Paraíba, Ceará, Bahia e Goiás. No Maranhão, os sem-terra ficaram acampados do lado de fora da sede do órgão no estado.

As ocupações fazem parte da Jornada de Lutas por Reforma Agrária, que reivindica mais agilidade no processo de reforma agrária, aceleração do assentamento das famílias acampadas, a criação de um programa de agroindústria para assentados, entre outros.

Segundo o MST, mais de 400 pessoas ocupam a sede o Incra em São Paulo desde hoje pela manhã. Já na Paraíba, o Incra estima que 200 sem-terra estejam no local, mas o MST fala em 800 famílias. Ainda segundo o MST, cerca de 800 pessoas ocupam o Incra em Alagoas, 450 famílias ocupam a superintendência da Bahia, 1.000 pessoas estão no Incra no Ceará, e em Goiás são 500 pessoas. Não há notícias sobre o número de sem-terra ocupando a sede do Maranhão.

Além das superintendências do Incra, mais de 80 famílias do MST também ocuparam a fazenda Carolina, no município de Teotônio Vilela, em Alagoas.

Procurado pela reportagem, o Incra Nacional não se manifestou sobre as ocupações. A Folha Online tentou contato com as superintendências estaduais do Incra, mas só conseguiu com a assessoria da sede da Paraíba, que informou que já está em contato com os líderes do grupo e que a situação é tranqüila no local.

Maranhão – No Maranhão, a informação da superintendência do Incra é de que os sem-terra não chegaram a invadir o prédio. Eles estão acampados do lado de fora.

Em São Luís, os integrantes do MST pedem o envio de um representante nacional do instituto para que seja possível avançar nas negociações. Eles prometem permanecer acampados no local enquanto não obtiverem uma resposta.

O escritório nacional do Incra informou, por meio da assessoria de imprensa, que não deve se posicionar sobre o assunto porque as reivindicações costumam ser regionais, e cada superintendência deve responder por si. Até o fechamento desta matéria não havia posicionamento oficial do Incra no Maranhão.

(Da Redação, com informações da Folha Online)

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