Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição22,676
Edição 22,676

Cidade
Ilson Mateus é destaque em matéria da Veja
Começam entrevistas dos servidores sorteados no PAR
Lavradores denunciam agressão em assentamento
Detran implanta divisão equitativa na distribuição de exames para CNH
Criança tida como morta em hospital chega viva em casa
Home » Edições » 2008 » Julho » Edição 22,676 » Cidade

Criança tida como morta em hospital chega viva em casa

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 22 de julho de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Por Jully Camilo

A recém-nascida Maria Fernanda Correa Barroso, de três meses e dez dias, estava internada no Hospital Universitário Materno Infantil desde o seu nascimento, no dia 11 de abril. De acordo com a avó paterna, Maria Antonia Barroso da Silva, 47 anos, a criança que nasceu com problemas respiratórios e era portadora de Síndrome de Down (distúrbio genético causado durante a formação do feto), foi dada como morta no final da manhã deste domingo e ao chegar em casa apresentou alguns sinais vitais.

Segundo Maria Antonia Barroso, a criança estava usando um aparelho no pescoço para ajudar na passagem do oxigênio e que durante os três meses em que esteve internada teria sido submetida há cinco cirurgias, resistindo bem a todas elas. “No domingo por volta de 8h minha neta teve uma crise respiratória, mas no Materno não tinha o equipamento adequado de oxigênio, sendo requisitado ao Hospital Dutra o aparelho. Enquanto isso a médica tentava amenizar a situação com uma espécie de bomba manual. A máquina chegou às 10h45 e antes de terminarem de encubá-la, pararam o procedimento afirmando que ela havia morrido, pois não tinha mais movimentos”, declarou.

Foto:G.FERREIRA
Maria Antônia Barroso ficou surpresa com o movimento da neta

A avó da menina disse que enquanto foi providenciar os trâmites fúnebres a criança foi levada para o necrotério do Materno e colocada em uma espécie de saco. Chegando em casa, Maria Antonia teria tirado a criança do saco para vesti-la a e colocá-la no caixão, mas quando tentou esticar uma das mãos da recém-nascida a menina teria apertado seu dedo, repetindo o feito por duas vezes. “Não acreditei no que vi e resolvi chamar alguns vizinhos e foi aí que ela fez o mesmo gesto. O engraçado foi que ela continuou inerte e sem respirar, no entanto conseguimos ouvir seus batimentos cardíacos. Tentei levá-la de volta para o hospital, mas ela morreu ainda no caminho”, disse ela.

Sem saber que providências tomar, os pais da menina, João Batista Barroso Neto, 20 anos, e Geane da Paz Viegas Correa, 19, moradores da rua 47, casa 175, Jaracaty, foram informados de que deveriam levar o corpo da criança para o Instituto Médico Legal (IML), a fim de que fosse feita a autópsia para identificar a causa mortis, horário e a data correta do óbito da pequena Maria Fernada. “O IML já realizou o exame e liberou o corpo, vamos tratar de enterrá-la em Alcântara, pois a mãe dela é de lá. Quanto a nossa posição em relação ao fato, só nos resta aguardar o laudo, depois que recebermos o resultado veremos se houve negligência ou não e quem sabe tentar entender de uma vez por todas o que houve”, destacou a avó da recém-nascida.

Outro lado – O Materno informou, por meio de sua assessoria, que o quadro de profissionais do hospital é altamente qualificado e preparado para exercer suas funções, sendo premiado inclusive em nível nacional. A médica que expediu o laudo do referido óbito não foi localizada pelo fato de não estar de plantão na data de ontem. No entanto, a assessoria garantiu que o Hospital não tem pressa em expedir tais certidões, pois mais importante não é atestar o óbito, e sim garantir um atendimento de qualidade, um cuidado diferenciado para cada caso e atenção especial do corpo clínico.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br