A Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), com relação à matéria publicada na edição de segunda-feira, 21, página 14 deste conceituado jornal, sob o título “Vereadores de Anajatuba denunciarão juiz no Conselho Nacional de Justiça”, esclarece que o magistrado Gladiston Luís Nascimento Cutrim, titular da Comarca de Arari, foi designado para responder por Anajatuba por portaria do Tribunal de Justiça e que nunca se envolveu em política partidária.
Ciente de que Gladiston Cutrim sempre pautou a sua atuação profissional na mais extrema transparência e com base nas provas contidas nos autos processuais, a AMMA refuta as acusações de vereadores de Anajatuba de que o juiz tenha proferido qualquer decisão com o objetivo de favorecer o candidato Pedro Aragão, ex-prefeito do referido município.
“A AMMA mantém-se em alerta à defesa das prerrogativas dos magistrados e não permitirá que os juízes sejam alvos desse tipo de intimidação”, declarou o presidente da Associação dos Magistrados, Gervásio Santos.
Em ofício encaminhado à Associação dos Magistrados, Gladiston Cutrim nega que seu pai seja padrinho de filho de Pedro Aragão, como acusam os vereadores, acrescentando que não exerce a função de juiz eleitoral em Anajatuba,, não tendo nenhuma influência sobre o registro de candidaturas.
Gladiston Cutrim esclarece, também, que nenhum parente seu faz política no município e que jamais proferiu despachos em processos em que atuasse o seu irmão, o advogado Gilliano Cutrim, conforme foi divulgado, equivocadamente, na matéria publicada hoje.
Outro ponto esclarecido pelo magistrado é que o único contato que manteve com políticos de Anajatuba foi na edição do Casamento Comunitário, promovido pela juíza Rafaella Saif, onde alguns vereadores e o prefeito Nilton Lima se faziam presentes, inclusive com a presença do presidente da AMMA.
Sobre a decisão judicial proferida no Mandado de Segurança nº 2422008, que suspendeu o processo administrativo de apreciação das contas do ex-prefeito Pedro Lopes Aragão, ele explica que transitou livremente em julgado.