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Doença de Chagas por via oral: novo desafio para vigilância

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Data de Publicação: 21 de julho de 2008
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Na comemoração dos 100 anos da descoberta da doença de Chagas, a vigilância sanitária vem trabalhando na prevenção de uma nova forma de transmissão da doença: a por via oral. A ocorrência da doença de Chagas por transmissão oral está relacionada ao consumo de alimentos contaminados e, desde 2006, é considerada como potencial risco para a saúde pública no Brasil.

Os casos mais recentes de transmissão da doença de Chagas por alimento, no Brasil, estão relacionados ao consumo do suco de açaí fresco. Em 2007, 100 ocorrências da doença foram registradas no país, todas na região Norte.

"A presença da doença de Chagas no açaí está diretamente relacionada à higienização do produto, que é extraído lá na mata e, muitas vezes, vem contaminado pelo barbeiro para os batedouros", explica a diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Maria Cecília Martins Brito. Para mudar esta situação, a Anvisa desenvolveu um plano de ação, que identifica quais providências devem ser tomadas pelos órgãos de saúde locais e indica a urgência de execução de cada ação.

O principal foco do plano é a capacitação dos órgãos de vigilância sanitária regionais, da população e dos batedores de açaí. "Um simples processo de tamisação, ou seja, de peneiração contribui significativamente para a redução da doença neste tipo de alimento" afirma Brito.

O cadastro dos batedouros de açaí de toda região também faz parte da estratégia da Agência. "Com essa informação em mãos, as vigilâncias sanitárias locais poderão trabalhar as boas práticas de manipulação de alimentos, isto é, conscientizar as empresas de como obter uma boa matéria prima, como transportar, higienizar e processar essa matéria prima de forma correta, dentro dos batedouros", complementa a diretora da Anvisa.

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