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Gospel
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Oportunidade Divina ou Laço de Morte?
A IRA DE DEUS ou a ira do homem contra si mesmo?
PECADO E SALVAÇÃO

PECADO E SALVAÇÃO

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Data de Publicação: 21 de julho de 2008
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P/ Ariovaldo Ramos

A Bíblia fala de uma rebelião: um dos três seres, mais poderosos, criados por Deus se rebelou. Era um ser cheio de glória (Ez 28. 13-19), mas se achou iniqüidade nele. Ele afrontou o Eterno: ele queria subir ao monte da congregação, lugar espiritual da Trindade, queria ser semelhante ao Altíssimo (Is 14. 13-15).

De todas as criaturas de Deus, somente a raça humana tem o privilégio de ser semelhante ao Altíssimo (Gn 1. 26), e apenas a humanidade tem presença na Trindade: Jesus Cristo, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem (Ap 22. 1). De fato, nenhum anjo jamais ouviu o que foi dito a Jesus Cristo, os anjos são servidores de Deus para abençoar a humanidade (Hb 1. 13,14). Será que esse ser soube disso e se recusou a ser um prestador de serviço para humanidade, que teria a glória que ele almejava e, então, rebelou-se não aceitando o papel que lhe estava designado no Reino de Deus?

Quando o adversário de nossas almas nos atraiu para a sua rebelião (Gn 3.1; Ap 12.9), juntamente com os outros seres que o seguiram (Ap 12.4), ele não estava tentando construir um reino paralelo ao de Deus, uma vez que nada, nem ninguém pode sobreviver sem a permissão e o sustento vital de Deus, ele estava tentando provocar o juízo de Deus que destruiria tudo e todos. Era um ato suicida do tipo: “já que não posso ter ou ser o que quero, então que ninguém o possa também”. Esse plano foi frustrado pela presciência de Deus que antes de dizer: “Haja luz”, disse: “Haja Cruz”, sabendo que se não dissesse esta frase não poderia dizer aquela (1Pe 1. 18-20).

Por isso, a queda não foi um simples ato da vontade que, pode ter sido emancipatório para a humanidade.

. A queda foi uma tomada de partido. Uma escolha pela rebelião. Por tudo isso, pecar é mais do que uma falha moral, ou titubeio diante da fraqueza, ou mera quebra da lei. Pecar é tomar partido do rebelde.

A ira de Deus é plenamente justificada (Jo 3.36). A raça humana se uniu à rebelião apoiando, assim, o ato de afronta a Deus. Ainda bem que a ira divina foi mediada pelo amor demonstrado na cruz do calvário.

O anúncio do Reino de Deus - uma realidade onde só a vontade de Deus é feita (Mt 4.17), nos adverte de que toda a rebelião vai ter fim, Deus não vai mais tolerar a insurreição. E exige, fruto de oportunidade que é dada, que todos, em todos os lugares se arrependam, isto é, abandonem a rebelião e se submetam ao Reinado de Deus. É uma oportunidade dada na história antes que a história tenha fim. A história como a conhecemos.

Evangelizar é levar este ultimato, que é fruto do amor de Deus, que retardou o juízo, e à custa de si mesmo, providenciou uma possibilidade de volta para a humanidade.

Os filhos de Deus são os que, por meio de Jesus Cristo, romperam com a rebelião, voltando de joelhos ao Pai, reconhecendo que o Universo é fruto de seu amor, e que qualquer coisa fora de sua vontade é disfuncional. Por isso a oração dos filhos de Deus é para que venha o seu Reino e só a sua vontade seja feita. E o clamor dos filhos é para que o Pai lhes dê força para não cederem às pressões do inimigo para reatarem com a rebelião (“não nos deixes cair em tentação”) e para que entre eles e o maligno não haja mais nenhum ponto de contato (“livra-nos do mal”).

A ação salvadora de Cristo, mais do que ato de libertação é um ato de reordenação do Universo: repondo as coisas nos seus devidos lugares, segundo os desígnios do Criador, tendo Cristo como o grande centro orbital de todas as coisas (Ef 1.10).

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