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Em reunião com cerca de duas mil pessoas, Castelo afirma: 'Vou ajudar a enterrar a oligarquia que sugou o povo'

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Data de Publicação: 21 de julho de 2008
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Em discurso para mais de duas mil lideranças políticas dos partidos que formam a coligação “São Luís Merece Mais” (PSDB, PSB e PTC), no último sábado (19), no Grêmio Lítero Recreativo Português, o candidato a prefeito João Castelo disse que espera ser eleito para “ajudar a enterrar, de uma vez por todas, a oligarquia Sarney no Maranhão, que nunca ajudou ninguém e sempre sugou o povo do Estado”. Ele reagiu com indignação à estratégia do grupo Sarney de “espalhar mentiras” pela capital, tentando passar a idéia de que a candidatura tucana estaria ameaçada de impugnação.

“Todas as mentiras espalhadas na capital mostram quanto o grupo Sarney teme a minha eleição. Eles estão desesperados porque sabem que vamos fazer muito mais do que realizamos quando fomos governador. Mas eu vou continuar lutando para ser prefeito, porque sou político sério e ninguém vai me colocar cabresto”, avisou Castelo, ao deixar um recado para os que praticam ainda a política do mandonismo no Maranhão.

O ex-governador João Castelo discursa no Lítero, conclamando à luta lideranças políticas que apóiam sua campanha à Prefeitura de São Luís

Para a militância, Castelo disse que a política é a arte de administrar conflitos e ela precisa ser usada para o bem do povo e executada por políticos e não por politiqueiros. O tucano lembrou que há 27 anos deixou o governo do Estado e São Luís em processo de crescimento e que é lamentável ver hoje a capital do Maranhão sem projetos grandiosos. Segundo ele, a cidade já deveria contar com hospitais de referência à altura de um grande centro, além de projetos de desenvolvimento de ponta nas áreas da educação, infra-estrutura e outros.

Castelo enumerou grandes obras construídas por ele no governo, que deixou há 27 anos. Ele citou, por exemplo, o estádio Castelão, o ginásio Castelinho, o hospital do Ipem, a criação da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), a Ponte Bandeira Tribuzi, a Casa do Trabalhador, o Italuís, os conjuntos Cidade Operária e Maiobão, entre outras realizações. “É por isso que não querem que eu seja prefeito. Sabem que vou encher essa cidade de mais obras e que irei reorganizá-la”, arrematou.

O candidato tucano disse ainda que a prefeitura precisa “pagar a grande dívida social que tem com o povo de São Luís” em tantos anos. Ele lembrou que enquanto outras capitais do Nordeste cresceram, a cidade não desenvolveu nem a indústria do turismo ainda por falta de iniciativas. Castelo também afirmou que, na capital, a geração de empregos é muito tímida e lembrou que, quando governador, proporcionou inúmeras oportunidades de trabalho.

Relação com estudantes – Aplaudido por centenas de estudantes e pela Juventude Socialista e do PSDB, Castelo repudiou o discurso batido dos adversários que tentam colocá-lo contra a classe estudantil. “Quando criei a Uema, construí um restaurante gratuito lá no campus para que os universitários pudessem dispor de boa alimentação. Como posso não gostar de estudantes?”, indagou o candidato ao desqualificar as críticas, que surgem em todas as disputas eleitorais.

Castelo disse que, desta vez, os adversários não vão conseguir confundir a cabeça do eleitor com “esse discurso mentiroso em relação aos estudantes”. “Hoje é diferente. As pessoas estão mais conscientes e sabem diferenciar um político sério de um politiqueiro. Nossa cidade está mal- tratada, porque vem recebendo, nesses últimos anos, apenas uma maquiagem”, frisou.

Cidade Operária – No domingo (20) pela manhã, João Castelo deu continuidade à campanha de rua em São Luís e visitou a feira da Cidade Operária e avenidas do conjunto que foi construído por ele, quando governador. O candidato ouviu as necessidades apresentadas por moradores e pediu um voto de confiança para ser prefeito da capital.

Em recepção calorosa, Castelo disse que, uma vez eleito, dará a mesma atenção para todos os bairros e fará melhorias na Cidade Operária, conjunto que faz parte de sua história de luta. “Fico feliz de ver centenas de pessoas morando em suas próprias casas e, mais ainda, porque aqui está o meu trabalho”, enfatizou.

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